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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Quando o futebol é mais do que 90 minutos de entretenimento...

Alguém disse um dia que "o futebol não é um caso de vida ou morte, é muito mais que isso". Nunca concordei com este frase, porque de facto, o futebol não é mesmo um caso de vida ou morte, mas hoje, ela fez para mim todo o sentido.
A cena aconteceu no Rio de Janeiro, Brasil, onde um adepto do Vasco de Gama, despromovido ontem para a segunda divisão do Brasileirão, ameaçou suicidar-se, atirando-se da cobertura de uma das bancadas do Estádio São Januário.
O que leva alguém alguém a colocar a própria vida em risco por causa do futebol é algo que não consigo compreender, nem sequer imaginei que poderia alguém desistir de viver por causa de uma derrota do seu clube.
Imagens de pânico as que se seguem e que provam que, para muito boa gente, o futebol é muito mais que 90 minutos de emoção e golos...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Demitam-se... todos


O divórcio entre a massa associativa/adepta do Sporting e a equipa é cada vez maior, sobretudo nos últimos meses e a meu ver com razão.

Um adeptos deve acima de tudo apoiar a sua equipa, algo que os sportinguistas têm feito como nenhum outro grupo de adeptos fez em Portugal nos últimos 25/30 anos. Desde aguentarem estoicamente uma travessia pelo deserto de 17 anos, sem vencer um campeonato, tendo conquistado apenas dois títulos de campeões nacionais, no período supramencionado e algumas Taças de Portugal e, menos ainda, Supertaças, a verdade, é que de falta de apoio, a instituição Sporting nunca se pôde queixar.

Contudo, esta época a situação tem vindo a sofrer uma grande e quanto a mim, grave, alteração. Alvalade regista fraca afluência de público e aqueles que (ainda) lá vão, mostram estar sem paciência para a forma triste e desinspirada como a equipa tem actuado, o que leva aos sempre desconfortáveis assobios.
Defendo, como já disse, que um adepto deve apoiar a sua equipa, mas tem o direito de criticar - de modo civilizado - quando esta não o apoia a ele, o que em futebol se traduz em espectáculo e/ou títulos. Algo que tem escasseado em Alvalade nos últimos anos.

Para ajudar à festa, não faltam os casos com vários jogadores do plantel, desde problemas disciplinares, a símbolos que manifestam vontade de sair, um treinador inexperiente, que ainda por cima tem que acumular o cargo de director desportivo e de presidente, porque quem na realidade tem esse papel, parece distante.
Enfim, uma confusão dos diabos vai em Alvalade e claro, o adepto não gosta e mostra o seu descontentamento, ora no recurso ao assobio, ora não marcando presença.

E que fazem os responsáveis leoninos?
No final do encontro com o Shakhtar, Paulo Bento tem esta pérola: "Pode ser que, apesar da crise, as pessoas recebam um bom subsídio no Natal e comprem umas gameboxes". O homem é parvo ou está mesmo a gozar com a cara dos sócios.

Abel não quis ficar a trás e peguem lá: "Em relação às críticas, o que se costuma dizer é que os cães ladram e a caravana passa". Rodriguez por muito menos foi agredido pelos adeptos do FC porto. E não, não estou a incentivar os sportinguistas a fazerem o mesmo.

A terminar em beleza, Filipe Soares Franco começa por dizer isto: "Foi uma chapada de luva branca para quem dizia que havia instabilidade". O homem está a oferecer porrada também aos sportinguistas, ou foi só impressão minha? Mas não satisfeito: "Os adeptos é um discurso gasto, não vale a pena fazer mais apelos". Não vale a pena estar preocupado com o que pensam os adeptos?! Mas já parou para pensar, que eles não vão ao Estádio, porque estão descontentes e porque não vêem mudanças na política directiva do Sporting, sendo você o principal responsável, porque afinal é o presidente?!

Como se pode ver a política de comunicação não existe, nem se pode chamar incompetência, simplesmente não está lá.

O Sporting, sem os seus adeptos, não era o clube que é e os seus actuais responsáveis, desde a direcção, à equipa técnica, passando pelos jogadores devem-lhes respeito. Se não concordam, então demitam-se todos.
P.S. - Post também publicado em http://futebolartte.blogspot.com/

Lição de militância


Os adeptos do Benfica deram ontem uma verdadeira lição de militância e de apoio incondicional à equipa, mesmo quando a poucos minutos a formação comandada por Quique Flores perdia por 0-2, não dando sequer mostras de pode reduzir a vantagem, tal foi o controlo por parte dos turcos nos minutos finais.

Nem com um exibição pobre, diante de um adversário desfalcado de oito titulares (!), que ganhou com relativa facilidade, os benfiquistas fraquejaram no apoio à equipa. Na verdade, «vi» o jogo pela rádio e em alguns momentos chegou a ser impressionante o ambiente da Luz - mesmo sendo verdade que os turcos não se calam um minuto - dando a ideia que o Benfica dominava o adversário e fazia um exibição empolgante. Às tantas dei por mim a pensar se não estaria a Luz cheia de ingleses!

Este é um comportamento raro em Portugal e no Benfica, só explicável pelo estado de graça que a equipa vive. Não sei se é o efeito Quique Flores, ou o efeito Rui Costa, mas a realidade é que nem uma exibição tão fraca como a de ontem, quebrou a empatia do público com a equipa. Nem seque foi preciso lançar o Mantorras.

Num a altura em que tanto se fala de militância, os benfiquistas - cerca de 40 mil - que ontem foram ao Estádio, fizeram-no com intenção claro de apoiar a equipa, um exemplo a seguir pelos restantes adeptos que frequentam os estádios nacionais.