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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A seguir vai o Restelo?


O adversário do Benfica na meia-final da Taça da Liga será o Vitória de Guimarães, depois do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, ter hoje rejeitado o recurso do Belenenses, depois da polémica criada em torno do regulamento da competição que estabelece o «goal average» como sistema de desempate, que a Liga interpretou mas como diferença de golos.

Não concordo com esta decisão, embora já estivesse à espera dela. A Liga meteu água ao fazer o regulamento e a decisão do CJ é um autêntico roubo que estão a afazer ao Belém, depois da equipa de Jaime Pacheco já ter sido prejudicada pela arbitragem no jogo com o Benfica.

Desta forma, apetece perguntar: Com tanto roubo, será que da próxima vão levar o Estádio do Restelo?!
FOTO:DR

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Uma foto quantas interpretações?


Depois de ler um posta do nosso vizinho Ze Bitaite, que é ilustrada pela foto que vêem e cima, decidi também publica-la no Chuto de Letra e pedir-vos que, na caixa de comentários, deixem a vossa interpretação da mesma.

A imagem foi tirada no encontro ente o Benfica e o Belenenses para a Taça da Liga e refere-se ao momento em que os do Restelo chegam ao golo, tendo o árbitro anulado o lance por alegada falta sobre Moretto.

Quando observarem a fotografia atentem em dois pormenores: o braço do jogador do Belenenses no guarda-redes do Benfica, e o que está Maxi a fazer ao mesmo. Vocês decidem: lance legal, falta contra o Belém, grande penalidade contra o Benfica, enfim, a palavra é vossa?

Continuo a dizer que através das imagens televisivas, o lance é completamente legal, mas ao ver a fotografia compreendo a decisão de Bruno Paixão.
FOTO:DR

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Chamem a polícia ou a Prosegur


O Belenenses recebe no próximo fim-de-semana o Benfica em partida da Liga Sagres, pelo que aproveito desde já para aconselhar os dirigentes do emblema do Restelo a chamarem a polícia, ou a Prosegur, não para prestarem a normal segurança em torno dos espectáculo, mas para que possam evitar que os «azuis» sejam roubados.

Isto, porque depois do Benfica de ter sido escandalosamente beneficiado pela arbitragem nos encontros com o Guimarães (Taça da Liga), o Sp. Braga (Liga Sagres) e o próprio Belenenses (Taça da Liga), parece que os árbitros perderam de vez a vergonha e, não vá o diabo tecê-las, é melhor prevenir que remediar.

Já se sabe que os árbitros em Portugal são por natureza fracos e incompetentes, mas nos últimos jogos do Benfica temos assistido a coisas surreais, com os juízes a terem influência directa nos resultados.

Curiosamente, tudo começou após o Benfica-Nacional, partida na qual o árbitro Pedro Henriques anulou - quanto a mim bem, mas isso nem é o mais importante como verão em seguida - um golo a Cardozo obtido em cima do minuto 90, o que motivou largos protestos dos dirigentes encarnados.

A diferença entre este lance e aqueles em que o Benfica foi beneficiado nos jogos supracitados é apenas uma. O golo anulado por Pedro Henriques é num lance tão difícil de analisar, que ainda hoje não existe consenso e logo fica o beneficio da dúvida para o juiz. Já quanto ao penálti não assinalado em Guimarães, a favor do Vitória; quanto ao golo de David Luiz em fora-de-jogo e penálti cometido por Luizão diante do Braga e legalidade do golo do Belenenses na partida de ontem, não fica qualquer dúvida.

Outra coisa que não deixa dúvidas é que (para alguns) berrar compensa, mesmo que sem razão.

domingo, 30 de novembro de 2008

Super-Marítimo


O Marítimo venceu o Belenenses, no Restelo, por 0-2 e é quarto classificado da Liga, somando já oito jogos consecutivos sem perder.

Depois do mau início de campeonato, com duas derrotas e um empate nas três primeiras rondas, a equipa de Lori Sandri foi subindo de rendimento e está a provar que é uma das equipas que melhor futebol joga em Portugal, encontrando par apenas no líder Leixões.

Da equipa insular dois nomes têm mostrado credenciais: Baba e Djalma. Dois jovens que chegaram à Madeira e foram evoluindo na equipa B, até à chegada do treinador brasileiro que os chamou ao plantel principal.

Uma palavra ainda para os dirigentes madeirenses que depois dos resultados não terem sido os melhores no início, souberam aguentar a contestação a Lori Sandri e manter o treinador, que tem provado merecer a confiança da direcção. Um exemplo que deveria ser seguido por algumas equipas do continente, que aos primeiros sinais de protesto dos associados, correm com os treinadores, quando na maioria das vezes estes nem são os principais responsáveis pelo insucesso.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A prova dos 9 de Jaime Pacheco




Jaime Pacheco é o técnico escolhido pela SAD do Belenenses para substituir Casemiro Mior e começa a trabalhar no Restelo esta sexta-feira.

O treinador regressa assim ao activo depois de ter abandonado o comando técnico do Boavista, assim que os axadrezados foram despromovidos para a Liga de Honra.

Será uma prova de fogo na carreira de um treinador que apenas venceu no Boavista. Jaime Pacheco terá que provar que merece um lugar de destaque entre os treinadores da elite do futebol nacional. A tarefa é simples: evitar a despromoção. Mas já se viu que no Restelo os dirigentes não primam pela paciência pelo que só resta ao treinador começar a ganhar e depressa.

"Nós vamos levar Belenenses ao lugar que merece e eu conheço o Belenenses desde miúdo. Não vamos chegar aqui e carregar num botão para pôr isto a andar. Isto vai ser muito duro e muito difícil, essencialmente nos primeiros jogos, até as coisas funcionarem como pretendemos. Se eu colocasse algumas dúvidas sobre a qualidade do plantel eu era capaz de não aceitar, mas o que me reforçou para vir aqui é que eu tenho a convicção de que vou ganhar. Acredito no plantel e acredito nesta gente que gosta do Belenenses. Eu quero fazer história no Belenenses", afirmou Jaime Pacheco na conferência de imprensa que assinalou a sua apresentação oficial.

O discurso é o correcto, mas às vezes não basta querer, é preciso poder e não me parece que Jaime Pacheco consiga completar a missão com êxito.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Os dirigentes não aprendem


Casemiro Mior já não é o treinador do Belenenses.

A administração a SAD azul emitiu ontem um comunicado onde dava conta da decisão de alterar a composição da equipa técnica. No entanto, apenas havia acordo para a rescisão dos contratos com os adjuntos Márcio Correa e António Dominguez, pelo que as negociações com Mior ainda decorriam, o que mostra que não será fácil ao clube do Restelo desfazer-se do treinador.

Contudo, o problema que volta a colocar-se é: Teve Casemiro Mior tempo para reconstruir uma equipa?

A resposta é obviamente não. Muitos dos jogadores que fizeram uma época sensacional em 2007/08 abandonaram o clube, sendo que a tarefa de Mior é (ou era) a de reconstruir uma equipa, o que não se consegue fazer em cinco jornadas. Não o consegue Quique Flores no Benfica, muito menos o conseguiria Mior no Belenenses.

Mas os dirigentes portugueses não têm, ou não querem ter, inteligência suficiente para perceber tal facto. Continuam a contratar e a despedir treinadores como quem troca de camisa e não aprendem com os erros dos «vizinhos».

O Trofense despediu Toni depois deste ter conseguido uma subida de divisão inédita no clube. Tulipa chegou, mas ainda não fez melhor e o clube nortenho continua em último e se qualquer ponto conquistado.

Casemiro Mior não será certamente um mau treinador. Lembre-se que levou o Nacional à Europa contra todas as expectativas. Mas, em Belém, ninguém parece ter percebido isso.