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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Descubra as diferenças


Duas fotos, o mesmo interprete, jogos diferentes, situações semelhantes. A de cima foi tirada no encontro com o Trofense, a de baixo, na partida com o Marítimo. Ambos os jogos foram disputados no Estádio do Dragão e terminaram com empate a zero. A ilustração perfeita do que se passou nos dois desafios: uma exasperante falta de pontaria dos atacantes portistas, Lisandro incluído.



FOTOS: AFP e AP/Paulo Duarte

domingo, 11 de janeiro de 2009

Olha, Olha...


E não é que em duas jornadas consecutivas, o até há bem pouco tempo condenado à descida Trofense, aparece a estragar a vida aos líderes da Liga Sagres.

Primeiro foi o Benfica que se deslocou à Trofa com um ar de quem sabe que é mais forte e que espera, a qualquer momento, fazer um golo que lhe dê os três pontos. Não contaram foi com um Reguila Hélder Barbosa que liderou a formação nortenha até à vitória.

Esta semana foi a vez do FC Porto, que a jogar no Dragão, massacrou autênticamente os homens de Tulipa, mas não foi capaz de fazer um simples golo que garantisse a vitória.

Parabéns ao humilde Trofense, que apesar da inexperiência, parece conseguir dar a volta por cima para atacar a segunda metade da temporada e ficar na Liga Sagres.

Resta saber que tipo de influência vai ter na equipa de Jesualdo Ferreira a perda da liderança, depois de ter passado seis meses a correr atrás do prejuízo.
FOTO: AP/PAULO DUARTE

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Há um lateral-esquerdo no futebol português


Muito se tem falado da ausência de laterais-esquerdos de qualidade no futebol português. De facto, não abundam por cá jogadores com tudo o que é preciso para desempenhar estas funções, mas há um jogador que começa agora a surgir no panorama futebolístico nacional que dá mostras de poder chegar muito longe.

Trata-se de Tiago Pinto, defesa cedido pelo Sporting ao Trofense. Ainda na última partida, diante do Benfica, o jovem jogador mostrou ser um dos melhores elementos do emblema nortenho, muito seguro a defender e oportuno no apoio ao ataque. Mais um craque em potência saído da melhor escola do futebol português - leia-se Academia do Sporting.

Porém, segundo noticias vindas hoje a público, o Sporting parece não estar atento a este jovem valor, que ainda não renovou com os leões, quando o actual contrato que une as duas partes expira no final da presente época.

Os rumores de que Tiago Pinto ter-se-ia já comprometido com um clube português da liga principal foram desmentidos pelo Record. É bom que os dirigentes do Sporting não se descuidem porque o «puto» é mesmo bom de bola e com tanta carência no nosso futebol para ocupar o lugar, não me admirava se o visse rumar a um dos rivais.

Tiago Pinto prova que filho de peixe sabe mesmo nadar e que, nem sempre, o lateral-esquerdo é o pior jogador de uma equipa de futebol.

domingo, 30 de novembro de 2008

Respirar fora da água afundando o adversário


O Trofense conseguiu hoje passar a respirar fora de água, ao mesmo tempo que afundou o seu adversário, ao derrotar hoje o Rio Ave, na Trofa, por 2-0, resultado que permitiu aos homens comandados por Tulipa abandonar o último lugar e, se não estou em erro, uma saída inédita dos lugares que dão direito a uma viagem de regresso para a Liga de Honra.

Foi também o encontro que marcou a primeira vitória em casa dos homens da Trofa esta temporada e de sempre no escalão principal do futebol nacional.

Três pontos que podem finalmente trazer a tranquilidade necessária para que a equipa consiga a tão desejada permanência e logo conquistados diante de um rival, na luta pelos mesmos objectivos.

O Rio Ave voltou a provar que apesar de ter bons elementos no sector defensivo e na linha média, o seu ataque é pouco mais que inconsequente, pelo que se espera que o Pai Natal traga algumas prendas para Vila do Conde.

Porém, este é um cenário difícil de equacionar, porque o Rio Ave é dos clubes que cumpre e só por isso merecia ficar na Primeira Liga. Todavia, esta seriedade faz com que seja raro o ano que faz contratações em Janeiro. Mas penso que não restam dúvidas que, para que a permanência seja uma realidade, não basta conquistar pontos em casa, é preciso «saquear» os adversários no seu terreno, algo que os homens de Eusébio não têm conseguido, o que lhes vale o último lugar.
Foto: Lusa

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Trofense-Marítimo: Descubra as diferenças


O Marítimo venceu hoje o Trofense por duas bolas a zero, continuando a recuperação, que vem desde a terceira jornada e leva já seis jogos sem perder.

A equipa de Lori Sandri interrompeu a série de bons resultados do Trofense - não perdia há quatro jogos, entre campeonato e Taças - desde que Tulipa assumira o comando técnico. Desta perdeu, porque não teve a capacidade para finalizar as oportunidades criadas, muito embora tenha até rematado mais vezes à baliza do que o adversário, que contudo, foi bem mais perigoso e objectivo.

Assim, os insulares ocupam, ainda que de forma provisória, o terceiro lugar, enquanto os homens da Trofa se mantêm na penúltima posição da Liga, podendo voltar a cair para a «lanterna» no final da ronda.

Estas duas equipas espelham algo que sempre defendi: trocar de treinador não é, na maior parte dos casos, solução para por fim aos maus resultados.

O Marítimo entrou na Liga com duas derrotas, às quais se seguiu um empate e claro, a natural contestação dos sócios, que pediam já a cabeça de Lori Sandri. Porém, a direcção madeirense teve a coragem de segurar o treinador e os resultados estão à vista: quatro vitórias e um empate, num total de seis jogos sem perder. É certo que pelo meio houve uma eliminação da Taça de Portugal, às mãos do Arouca, mas o pecúlio do Marítimo tem provado, que o mau início de época não se deveu à falta de capacidade do seu treinador.

Já o Trofense entrou na Liga a somar quatro derrotas seguidas, factor que motivou a saída de Toni, técnico que trouxe pela primeira vez na história o emblema ao principal escalão do futebol nacional.

Saiu Toni, entrou Tulipa que perdeu na estreia e posteriormente somou um empate, seguido da primeira vitória. Contudo, os problemas da equipa não se foram embora com Toni e o jogo de hoje provou-o, muito embora se note algumas evoluções, que todavia não considero serem mérito exclusivo de Tulipa, mas sim do tempo, que é sempre importante quando se inicia a construção de um grupo. Tempo esse que Toni não teve.

Defensivamente a equipa continua débil e na frente os problemas na finalização mantêm-se, numa formação onde se notam ideias, mas digo eu já as havia em Alvalade, logo na primeira jornada, muito antes da troca de treinadores.
Foto: Lusa/João Abreu Miranda

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Os dirigentes não aprendem


Casemiro Mior já não é o treinador do Belenenses.

A administração a SAD azul emitiu ontem um comunicado onde dava conta da decisão de alterar a composição da equipa técnica. No entanto, apenas havia acordo para a rescisão dos contratos com os adjuntos Márcio Correa e António Dominguez, pelo que as negociações com Mior ainda decorriam, o que mostra que não será fácil ao clube do Restelo desfazer-se do treinador.

Contudo, o problema que volta a colocar-se é: Teve Casemiro Mior tempo para reconstruir uma equipa?

A resposta é obviamente não. Muitos dos jogadores que fizeram uma época sensacional em 2007/08 abandonaram o clube, sendo que a tarefa de Mior é (ou era) a de reconstruir uma equipa, o que não se consegue fazer em cinco jornadas. Não o consegue Quique Flores no Benfica, muito menos o conseguiria Mior no Belenenses.

Mas os dirigentes portugueses não têm, ou não querem ter, inteligência suficiente para perceber tal facto. Continuam a contratar e a despedir treinadores como quem troca de camisa e não aprendem com os erros dos «vizinhos».

O Trofense despediu Toni depois deste ter conseguido uma subida de divisão inédita no clube. Tulipa chegou, mas ainda não fez melhor e o clube nortenho continua em último e se qualquer ponto conquistado.

Casemiro Mior não será certamente um mau treinador. Lembre-se que levou o Nacional à Europa contra todas as expectativas. Mas, em Belém, ninguém parece ter percebido isso.