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terça-feira, 17 de março de 2009

Baba é sinónimo de espectáculo

O mais provável é que em senegalês, Baba queira dizer espectáculo. O avançado que Lori Sandri descobriu na equipa B do Marítimo é uma das revelações do campeonato, pelo que joga e pelos grandes golos que marca. Ontem a vítima foi o rival Nacional da Madeira, com Baba a apontar o golo que ditou o 1-1 final. Fica o vídeo


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O despedimento de Lori Sandri


O técnico brasileiro Lori Sandri já não é treinador do Marítimo. A decisão foi tomada numa reunião entre treinador e o presidente do clube, Carlos Pereira, esta tarde. A derrota com a Académica, por 3-1, ontem em Coimbra, contribuiu para a saída de Lori do comando técnico dos madeirenses, lugar que tinha assumido no princípio da temporada.

Por várias vezes louvei aqui a coragem da direcção madeirense ao aguentar o brasileiro no cargo, após as primeiras jornadas do campeonato, nas quais o Marítimo acumulou duas derrotas e um empate, tendo pelo meio sido batido pelo Valência para a Taça UEFA, numa altura em que a contestação foi muito forte da parte dos sócios do clube.

Porém, a derrota sofrida em Coimbra acabou por levar Carlos Pereira a demitir o treinador. Um erro crasso, digo eu. Não sou a favor dos despedimentos de treinadores, porque raras são as vezes em que essa atitude ajuda a uma melhoria significativa das equipas e neste caso, parece-me totalmente descabido.

Vejamos o que dizem os números. À 19ª jornada o Marítimo ocupa o 7º lugar, somando 29 pontos, mais quatro do que Guimarães e Estrela e menos três do que Braga e Nacional. Ora se o objectivo traçado pelos insulares para esta época passa por garantir o apuramento para as competições europeias, porquê despedir um treinador que está a apenas três pontos dessa meta?

Não consigo compreender esta atitude. Mas há mais: à sua frente o Marítimo tem o Braga, que neste momento é claramente o quarto grande de Portugal, e o Nacional, equipa que, a meu ver, tem um plantel de maior qualidade do que o Marítimo. Depois há ainda um Super Leixões, que é a única equipa que, à partida, não entraria nestas contas.

Resumindo, no máximo, o Marítimo poderia estar um lugar acima do que o que ocupa neste momento, lutando, como o tem feito, com Braga e Nacional pela vaga na UEFA. Porém, a direcção do clube tem outro ponto de vista. Mas vai uma aposta que o substituto de Lori Sandri não conseguirá fazer melhor?

FOTO:AFP

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Descubra as diferenças


Duas fotos, o mesmo interprete, jogos diferentes, situações semelhantes. A de cima foi tirada no encontro com o Trofense, a de baixo, na partida com o Marítimo. Ambos os jogos foram disputados no Estádio do Dragão e terminaram com empate a zero. A ilustração perfeita do que se passou nos dois desafios: uma exasperante falta de pontaria dos atacantes portistas, Lisandro incluído.



FOTOS: AFP e AP/Paulo Duarte

domingo, 30 de novembro de 2008

Super-Marítimo


O Marítimo venceu o Belenenses, no Restelo, por 0-2 e é quarto classificado da Liga, somando já oito jogos consecutivos sem perder.

Depois do mau início de campeonato, com duas derrotas e um empate nas três primeiras rondas, a equipa de Lori Sandri foi subindo de rendimento e está a provar que é uma das equipas que melhor futebol joga em Portugal, encontrando par apenas no líder Leixões.

Da equipa insular dois nomes têm mostrado credenciais: Baba e Djalma. Dois jovens que chegaram à Madeira e foram evoluindo na equipa B, até à chegada do treinador brasileiro que os chamou ao plantel principal.

Uma palavra ainda para os dirigentes madeirenses que depois dos resultados não terem sido os melhores no início, souberam aguentar a contestação a Lori Sandri e manter o treinador, que tem provado merecer a confiança da direcção. Um exemplo que deveria ser seguido por algumas equipas do continente, que aos primeiros sinais de protesto dos associados, correm com os treinadores, quando na maioria das vezes estes nem são os principais responsáveis pelo insucesso.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Trofense-Marítimo: Descubra as diferenças


O Marítimo venceu hoje o Trofense por duas bolas a zero, continuando a recuperação, que vem desde a terceira jornada e leva já seis jogos sem perder.

A equipa de Lori Sandri interrompeu a série de bons resultados do Trofense - não perdia há quatro jogos, entre campeonato e Taças - desde que Tulipa assumira o comando técnico. Desta perdeu, porque não teve a capacidade para finalizar as oportunidades criadas, muito embora tenha até rematado mais vezes à baliza do que o adversário, que contudo, foi bem mais perigoso e objectivo.

Assim, os insulares ocupam, ainda que de forma provisória, o terceiro lugar, enquanto os homens da Trofa se mantêm na penúltima posição da Liga, podendo voltar a cair para a «lanterna» no final da ronda.

Estas duas equipas espelham algo que sempre defendi: trocar de treinador não é, na maior parte dos casos, solução para por fim aos maus resultados.

O Marítimo entrou na Liga com duas derrotas, às quais se seguiu um empate e claro, a natural contestação dos sócios, que pediam já a cabeça de Lori Sandri. Porém, a direcção madeirense teve a coragem de segurar o treinador e os resultados estão à vista: quatro vitórias e um empate, num total de seis jogos sem perder. É certo que pelo meio houve uma eliminação da Taça de Portugal, às mãos do Arouca, mas o pecúlio do Marítimo tem provado, que o mau início de época não se deveu à falta de capacidade do seu treinador.

Já o Trofense entrou na Liga a somar quatro derrotas seguidas, factor que motivou a saída de Toni, técnico que trouxe pela primeira vez na história o emblema ao principal escalão do futebol nacional.

Saiu Toni, entrou Tulipa que perdeu na estreia e posteriormente somou um empate, seguido da primeira vitória. Contudo, os problemas da equipa não se foram embora com Toni e o jogo de hoje provou-o, muito embora se note algumas evoluções, que todavia não considero serem mérito exclusivo de Tulipa, mas sim do tempo, que é sempre importante quando se inicia a construção de um grupo. Tempo esse que Toni não teve.

Defensivamente a equipa continua débil e na frente os problemas na finalização mantêm-se, numa formação onde se notam ideias, mas digo eu já as havia em Alvalade, logo na primeira jornada, muito antes da troca de treinadores.
Foto: Lusa/João Abreu Miranda

domingo, 19 de outubro de 2008

Houve Taça na Luz e em Arouca

As grandes surpresas da terceira eliminatória da Taça de Portugal foram o Penafiel e o Arouca, duas equipas que disputam a Série B, da II Divisão. Os durienses foram ao Estádio da Luz pregar um grande susto ao Benfica que só conseguiu carimbar o apuramento nas grandes penalidades. Honra seja feita aos jogadores do Penafiel e ao treinador Rui Quinta, que foi a Lisboa jogar com dois avançados (quantas equipas da Liga fazem o mesmo?), não teve medo de perder e se tivesse ganho não teria sido escandaloso, pese embora o Benfica até tenha tido as melhores oportunidades de golo. Os penafidelenses jogaram ainda um bom futebol - não me lembro de em nenhuma situação terem chutado para a bancada - trocaram a bola e deram uma excelente imagem.

Em Arouca, a equipa local recebeu o Marítimo e eliminou os madeirenses nos penaltis, mas bem merecia ter resolvido as coisas mais cedo. A equipa de José Pedro - que foi jogador do Marítimo -chegou mesmo a vulgarizar a equipa maritimista durante os 120 minutos e depois teve no guarda-redes Ivo o seu herói, ao defender duas grandes penalidades.

Uma palavra ainda para o Gil Vicente, que eliminou o Rio Ave em Barcelos, por 3-2, após prolongamento. Um resultado - mais até que eliminação - que deve preocupar o técnico João Eusébio, uma vez que a equipa perdeu todos os jogos que disputou fora de casa.

Nos restantes jogos, com excepção do Valdevez (II Divisão), que foi ganhar ao terreno do Olhanense (Liga de Honra) e do Fátima (II Divisão), que bateu, em casa, o Feirense (Liga Honra), as equipas de escalões superiores impuseram-se aos adversários.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Já se esperava


Quanto às restantes equipas portuguesas presentes na Taça UEFA, o desfecho das respectivas eliminatórias foi o que já se esperava.

O Sp. Braga voltou a ganhar ao Artemedia (0-2) e seguiu para a fase de grupos. Jorge Jesus deve estar desejar que esta vitória consiga moralizar a equipa para o campeonato, onde tem estado aquém das expectativas.

Quanto ao Vitória de Setúbal foi eliminado e goleado na Holanda pelo Heerenveen por 5-2, depois do empate a uma bola na primeira mão.

Daúto Faquirá não conseguiu cumprir o desejo de levar os sadinos até à fase de grupos da UEFA, ficando provado a diferença de poderio entre as equipas portuguesas de menor dimensão e as suas congéneres europeias.

Também eliminado, mas melhor na fotografia, ficou o Marítimo. Os madeirenses foram derrotados em Espanha, pelo Valência, por 2-1, e não conseguiram inverter o resultado da primeira mão (derrota por 0-1 nos Barreiros).

No entanto, os insulares jogaram olhos nos olhos contra um adversário teoricamente mais poderoso e estiveram mesmo a vencer por 1-0, com um grande golo do inevitável Marcinho. O médio brasileiro voltou a provar que é jogador a mais para os maritimistas e que clubes de outra dimensão, como Sp. Braga ou Guimarães andam distraídos.

Depois o Valência empatou e já perto do final, o árbitro da partida decidiu assinalar um penálti sobre David Villa, por falta de Paulo Jorge, quando quem cometeu a infracção foi o espanhol. Villa fez o 2-1 e acabou com a eliminatória, se é que esta já não tinha ficado decidida na Madeira.

Mas a verdade é que o Marítimo mostrou ter argumentos para fazer melhor do que o que tem mostrado, sendo uma equipa a ter em conta para os próximos jogos da Liga.