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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Leitores esperavam mais de Aimar...e eu também


Fechou hoje mais um sondagem do Chuto de Letra. Desta vez perguntamos aos leitores qual dos três (Rodriguez, Rochemback e Aimar) justificou menos a sua contratação.

Sem surpresa e com o meu voto, o eleito foi Pablo Aimar com um total de 19 votos (67 por cento), seguido por Rochemback com 5 votos (17 por cento) e por Rodriguez com 4 (14 por cento).

Apesar de reconhecer que Pablo Aimar já não é, aos 29 anos, o jogador que passou pelo Valência, confesso que esperava algo mais do argentino. Desde logo que fizesse regularmente dois jogos seguidos e que neles fosse mais influente. Pelo ordenado que ganha e pelo preço que o Benfica pagou pelo seu passe, uma assistência a cada três jogos era o mínimo que se exigia e já agora um golito ou outro não ficava mal.

A ver se na segunda metade da época o argentino sobe de produção e consegue fugir ao rótulo de flop que ameaça ficar colado à sua passagem por Portugal.
FOTO: REUTERS

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Aimar: O novo Esnáider?


Na temporada 2001/02, ainda antes de chegar ao FC Porto o técnico José Mourinho, o clube contratou um avançado argentino de nome Juan Esnáider. O ponta-de-lança tinha ganho fama em Espanha, sobretudo ao serviço do Saragoça, onde foi mesmo melhor marcador da Liga Espanhola. No currículo trazia ainda passagens por Real Madrid e Juventus. Na época, e no contexto do futebol português, tratava-se de uma verdadeira estrela. Porém, ao serviço dos azuis e brancos fez apenas três jogos, tendo apontando apenas um golo. Durante o resto da época esteve lesionado e, quando regressou à argentina em Janeiro de 2002, afirmou que o FC Porto não havia sido mais do que uma clínica, para se recuperar das sucessivas mazelas que o afectavam.

Sete anos depois, o Benfica contratou ao mesmo Saragoça um médio-ofensivo de valor inegável e também argentino. Falo, claro, de Pablo Aimar. Dono de uma técnica apurada aliada à velocidade, permitindo-lhe ser um número 10 organizador de jogo e desequilibrador em simultâneo, Aimar chegou à Luz com o mesmo estatuto de estrela que havia chegado o compatriota às Antas em 2001. Possui ainda uma grande visão de jogo, o que lhe faz criar linhas de passe para assistir os companheiros de equipa, desempenhando um papel fulcral na condução da bola e na equipa de Quique Flores, que tem apresentado duas versões: uma de classe, com Aimar, e outra com um futebol rendilhado, onde falta a arte do argentino para desequilibrar.

Aimar é seguramente 100 vezes melhor jogador do que era Esnáider, mas ameaça igualar o compatriota no que poderia ter trazido ao futebol nacional, mas que as lesões sempre foram impedindo.

Aimar foi apresentado no Benfica a 17 de Julho. Mais de quatro meses depois, as constantes limitações físicas impedem-no de fazer dois jogos seguidos. O talento está lá, mas o corpo cede e o argentino apresenta um historial preocupante de problemas físicos. A arte, a classe e a visão de jogo de nada servem, se os músculos continuam a falhar.

Porém, se atentarmos só à frieza dos números percebemos o que pode Aimar dar ao Benfia sempre que tiver condições para jogar: Nos nove jogos oficiais que fez, os encarnados venceram seis, empataram dois e perderam somente um. Relativamente aos 6,5 milhões de euros que o Benfica pagou pelo passe do jogador são possíveis duas análises: a primeira, é que se trata de muito dinheiro por um jogador que apenas entra em campo duas vezes por mês, não esquecendo o salário elevado, ao longo de quatro anos de contrato; a segunda, é que a aposta de Rui Costa não termina nos 90 minutos de uma partida, porque o argentino atrai muito público ao Estádio e é o atleta que mais camisolas vende, com as inerentes receitas.

Pablito foi um mago do futebol, daqueles que fazem qualquer criança de 10 anos sonhar em ser profissional de futebol, porém, em Portugal, ameaça não passar de um simples Esnáider, mas com um toque de classe.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Quique foi pragmático e venceu

O Benfica venceu ontem em Guimarães por uma bola a zero, naquele que era um teste de fogo às reais capacidades da equipa de Quique Flores, que passou com distinção.

Numa primeira parte em que os benfiquistas pressionaram o Vitória logo à saída do seu meio campo, onde com excepção dos primeiros 15 minutos, os da casa só criaram perigo e tiveram algum domínio no final da primeira parte.

Muito por culpa da estratégia do treinador espanhol, que colocou de início Ruben Amorim, Katsouranis e Yebda, num meio campo que era completado por Reyes, cheio de pujança física, com três jogadores de forte sentido posicional e que a tratar a bola não são nada toscos.

Na frente, Aimar e Suazo foram dando trabalho aos defesas vimaranenses, até que o argentino num golpe de magia, através de um passe de letra, deixou o hondurenho sozinho, que com dois defesas do Guimarães pela frente, mostrou toda a sua potência, deixando os dois prostrados e bateu o desamparado Nilson. Logo a seguir foi Sidnei, que à imagem do que havia feito com o Sporting, apareceu bem na área a cabecear para o 2-0, depois de um livre de Reyes.

Acto continuo, o Guimarães reduziu a desvantagem e já em cima do intervalo, Reyes fez um disparate e acabou expulso. Parecia que o Vitória teria 45 minutos para chegar à vantagem, mas aqui Quique Flores foi pragmático, fechou a equipa atrás com duas linhas de quatro, que nunca se desuniram e mostraram uma solidariedade, que não me recordo de ver no Benfica.

O caudal ofensivo dos homens de Manuel Cajuda aumentou, mas - pasme-se (!) - a estrutura defensiva do Benfica continuava a apresentar uma serenidade invejável, aguentou a pressão e segurou uma preciosa vitória, num terreno difícil. E sim Maxi Pereira era lateral-direito e Jorge Ribeiro lateral-esquerdo. Como é possível? Perguntem a Quique.


P.S. - Não, não me esqueci da arbitragem de Carlos Xistra, mas foi tão má, que nem merece comentários. Fiquem antes com o primeiro golo do Benfica, porque isto sim é futebol...