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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Chama a isto reforçar Emílio Macedo?


O Vitória de Guimarães continua muito activo no mercado de Inverno, depois do presidente Emílio Macedo ter anunciado no mês passado, que a direcção iria proceder à contratação de cinco reforços.

O primeiro a chegar foi o médio Custódio, proveniente do Dínamo de Moscovo, onde esteve nas últimas duas épocas. É de facto um bom jogador e que pode dar mais consistência defensiva ao meio-campo do Vitória, porém, há um enorme problema. O jogador esteve dois anos «encostado» na Rússia onde nunca se afirmou como opção válida, para além de chegar a Portugal sem as condições físicas ideais para «pegar de estaca» na equipa de Cajuda.

Seguiu-se a contratação do avançado angolano, Santana Carlos. Pelas indicações que conseguiu recolher, é de facto um atacante de bom nível e com capacidade goleadora, mas que certamente precisará de tempo para se adaptar ao futebol português, muito diferente, sobretudo em termos defensivo, do africano.

O terceiro foi o brasileiro Gustavo Lazzaretti. Deste defesa-central tenho pouco conhecimento, mas se era titular do Atlético Paranaense, equipa que apesar de ter ficado apenas no 13º lugar do Brasileirão, costuma ser das mais fortes do Brasil.

Hoje chegou à cidade berço mais um atacante. Trata-se de Cícero, que também estava a jogar na Rússia, ao serviço do Dínamo de Moscovo. Mais um que falhou a aposta feita a Leste, onde nunca se impôs, regressando a Portugal numa altura em que atravessa a pior fase da carreira.

Resumindo, dos cinco reforços prometidos chegaram até ao momento quatro e a conclusão não podia ser mais simples. Manuel Cajuda vai ter muito que trabalhar para integrar estas novas opções na primeira equipa. Sobretudo nos casos de Custódio e Cícero.

Entretanto, o Vitória confirmou hoje a saída do camaronês Momha, que foi negociado com os turcos do Gençlerbirliği. O lateral-esquerdo, que também jogava como extremo, ou mesmo a meio-campo, era um dos melhores jogadores deste Vitória de Guimarães e certamente vai fazer muita falta a Manuel Cajuda.

Ou seja, o treinador recebeu até agora quatro incertezas e vê sair um dos seus jogadores mais influentes. É caso para questionar: Chama a isto reforçar Emílio Macedo?
FOTO:DR

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Quique foi pragmático e venceu

O Benfica venceu ontem em Guimarães por uma bola a zero, naquele que era um teste de fogo às reais capacidades da equipa de Quique Flores, que passou com distinção.

Numa primeira parte em que os benfiquistas pressionaram o Vitória logo à saída do seu meio campo, onde com excepção dos primeiros 15 minutos, os da casa só criaram perigo e tiveram algum domínio no final da primeira parte.

Muito por culpa da estratégia do treinador espanhol, que colocou de início Ruben Amorim, Katsouranis e Yebda, num meio campo que era completado por Reyes, cheio de pujança física, com três jogadores de forte sentido posicional e que a tratar a bola não são nada toscos.

Na frente, Aimar e Suazo foram dando trabalho aos defesas vimaranenses, até que o argentino num golpe de magia, através de um passe de letra, deixou o hondurenho sozinho, que com dois defesas do Guimarães pela frente, mostrou toda a sua potência, deixando os dois prostrados e bateu o desamparado Nilson. Logo a seguir foi Sidnei, que à imagem do que havia feito com o Sporting, apareceu bem na área a cabecear para o 2-0, depois de um livre de Reyes.

Acto continuo, o Guimarães reduziu a desvantagem e já em cima do intervalo, Reyes fez um disparate e acabou expulso. Parecia que o Vitória teria 45 minutos para chegar à vantagem, mas aqui Quique Flores foi pragmático, fechou a equipa atrás com duas linhas de quatro, que nunca se desuniram e mostraram uma solidariedade, que não me recordo de ver no Benfica.

O caudal ofensivo dos homens de Manuel Cajuda aumentou, mas - pasme-se (!) - a estrutura defensiva do Benfica continuava a apresentar uma serenidade invejável, aguentou a pressão e segurou uma preciosa vitória, num terreno difícil. E sim Maxi Pereira era lateral-direito e Jorge Ribeiro lateral-esquerdo. Como é possível? Perguntem a Quique.


P.S. - Não, não me esqueci da arbitragem de Carlos Xistra, mas foi tão má, que nem merece comentários. Fiquem antes com o primeiro golo do Benfica, porque isto sim é futebol...


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Simplesmente... Renteria


O Sp. Braga foi empatar a zero a Guimarães. Teoricamente não é um mau resultado, mas se não fosse Renteria, talvez tivesse sido melhor.

Ainda não consigo compreender como foi possível um ponta-de-lança falhar tantos golos num só jogo, sendo que em três ocasiões estava completamente isolado. Mérito para Nilson diz Cajuda. Digo eu também, uma vez, duas, à terceira é mesmo falta de jeito, ou de confiança, porque a movimentar-se o colombiano até esteve bem, mas um avançado não pode falhar tantos golos.

Neste regresso ao campeonato português Renteria é de certeza o melhor avançado a falhar golos. Já tinha acontecido em duas situações com a Naval e agora, em Guimarães, provou que não é jogador para o FC Porto e que o falhanço na Luz, na época em que o Benfica foi campeão, que podia ter virado as contas do campeonato a favor dos «dragões» não foi só falta de sorte.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A malapata europeia do Vitória


Definitivamente, competições europeias e Vitória de Guimarães são duas coisas que não combinam na temporada 2008/09.

Depois de ter sido eliminado da Liga dos Campeões pelo Basileia, devido a um erro de arbitragem, o Vitória foi esta noite afastado da Taça UEFA pelo Portsmouth de Inglaterra, ao empatar a duas bolas, após prolongamento.

Os homens comandados por Manuel Cajuda até fizeram um grande jogo e conseguiram mesmo o impensável, quando João Alves na sequencia de um livre empatou a eliminatória, mas no prolongamento um tal de Peter Crouch resolveu bisar e afastar a equipa portuguesa das provadas europeias. Tudo, porque no jogo da primeira mão, Fajardo desperdiçou uma grande penalidade, que caso tivesse sido convertida, podia ter dado o merecido apuramento ao Guimarães. Mas o futebol não é feito de «ses» e que o diga a equipa da cidade berço da nação.