Mostrar mensagens com a etiqueta UEFA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta UEFA. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O adeus à Taça UEFA e o poderio que vem de Leste


Os ucranianos do Shakhtar Donetsk conquistaram ontem aquela que ficará na história como a última final da Taça UEFA - para o ano chamar-se-à Liga Europa -, ao baterem os alemães do Werder Bremen por 2-1 após prolongamento.

Num jogo chato e que pouco dignificou uma competição que nos dava o seu último adeus e cuja história foi marcada por confrontos decisivos bastante disputados, os homens de Leste acabaram por fazer valer a sua armada brasileira para conquistarem o ceptro. Curiosamente, os alemães ficaram a lamentar a perda do também brasileiro Diego, verdadeiro motor e desequilibrador de uma equipa que, sem ele, é pouco mais do que banal.

Com esta conquista, o Shakhtar Donetsk elevou para três o número de troféus europeus que rumaram a Leste nas últimas cinco temporadas - sem contar com a Supertaça Europeia conquistada pelo Zennit no início desta temporada -, o que denota um crescimento do poderio económico das equipas desta região da Europa nos últimos anos. Apesar do mérito que sempre deve ser atribuído aos campeões e que não quero aqui retirar, estou convencido que tal facto só foi possível devido ao desinteresse que a Taça UEFA tem motivado nos últimos anos, sobretudo a partir da altura em que os principais campeonatos do Velho Continente começaram a coloca 3 e 4 equipas na Liga dos Campeões.

Ao elaborarem a maior competição de clubes do mundo, os responsáveis pela UEFA acabaram por matar a sua segunda competição, afastando dela as principais equipas com o respectivo impacto financeiro que tal facto acarreta.

Agora vem aí a Liga Europa que, estou convencido, será mais do mesmo e constituirá apenas um entretimentos, enquanto os senhores que mandam no futebol europeu procuram gizar uma forma de arrancar nos próximos 5/10 anos com a famosa Liga Europeia de clubes.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Platini: Finalmente uma boa ideia, mas...


O presidente da UEFA, Michel Platini, apresentou finalmente uma boa ideia em prol do futebol. Tudo aconteceu no Parlamento Europeu, onde defendeu a introdução de tectos salariais e limites para as verbas envolvidas nas transferências de jogadores.

"Estamos a ponderar a ideia de limitar, até certo ponto, os gastos dos clubes, com salários e transferências. O limite será uma percentagem, ainda não decidida, dos lucros directos e indirectos". Esta foi a frase brilhante deixada pelo líder da UEFA, que se mostrou de tal forma preocupado com o que possa acontecer no futebol com a crise financeira, que afirmou que este "corre o risco de implodir".

Contudo, implementar esta ideia não será fácil. Primeiro, porque tem já a oposição da Associação Europeia de Clubes; segundo, porque fiscalizar uma situação destas é praticamente impossível, uma vez que há sempre a hipótese de serem efectuados pagamentos através de contas situadas em paraísos fiscais.

Resumindo, desta vez tentou, mas certo é que Platini continua sem acrescentar nada de positivo ao futebol desde que se tornou presidente da UEFA. Eu, que só assisti ao final da sua carreira e pouco me lembro de o ver jogar, tenho saudades daquele Platini que encantou plateias, mas deste, que teima em dizer baboseiras e nada fazer em prol do desporto rei, não sinto falta nenhuma.

FOTO: REUTERS

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Boa ou má noticia?


O «Maisfutebol» desenvolveu hoje um exercício de futurologia e de matemática para mostrar que, se as coisas correrem de feição, Portugal pode subir ao sétimo lugar do ranking da UEFA. O sítio titula ainda que, se tal facto a acontecer, se trata de uma boa notícia para o futebol nacional.

Não posso estar mais em desacordo. É certo que o nosso país vai perder uma equipa na Liga dos Campeões em 2009/10, passando de três para dois representantes: o campeão directamente na fase de grupos e o segundo classificado na segunda pré-eliminatória. Sobram ainda quatro equipas na Taça UEFA, num total de seis representantes nas provas europeias.

Para mim, este é o lugar de um país com a dimensão futebolística do nosso e já me dou por muito satisfeito se o conseguirmos manter por muitos e bons anos.

Ter mais do que estes participantes só prejudica o país, porque neste momento apenas temos quatro equipas capazes de representar condignamente as cores lusas na Europa do futebol e amealhar alguns pontinhos para o dito ranking: FC Porto, Sporting, Benfica e Sp. Braga.

Ou seja das seis a que temos direito, é de esperar que quatro façam boa figura. Quanto às duas que sobram, pouco ou mesmo nada irão acrescentar ao ranking, podendo esses dois clubes tirar apenas benefícios financeiros em proveito próprio.

Mais equipas apenas significa que os pontos se dividem por mais participantes, o que faz com que, quando se chega à conta final, apenas se junte mais umas migalhas ao já de si pobre ranking.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Precedente perigoso


A partida da próxima quarta-feira, entre o Marselha e o Atlético de Madrid para a Liga dos Campeões, ameaça tornar-se numa autêntica batalha campal. Tudo, porque no encontro da primeira volta, em Espanha, desacatos entre os adeptos das duas equipas obrigou a uma carga policial sobre as claques francesas.

Devido aos incidentes, o Atlético jogou a partida da última ronda com o seu Estádio vazio, mas o que está a causar apreensão nos responsáveis do clube espanhol, é o facto de na sequência da detenção de Santos Mirasierra, adepto do Marselha, terem chegado ao emblema várias ameaças.

Estas ameaças são feitas pelas claques do Marselha, que exigem a libertação do compatriota, enquanto a justiça espanhola pede oito anos de prisão, o que levou ao anúncio de represálias por parte dos franceses, que ameaçam matar oito atleticanos: um por cada ano de prisão que Mirasierra pode levar.

Este facto levou a uma decisão sem precedentes na Liga dos Campeões: o Atlético só viajará para Marselha no dia do próprio jogo. A atitude dos espanhóis tem o apoio das policias dos dois países e da UEFA e visa evitar ao máximo o contacto entre as duas partes, para prevenir eventuais incidentes.

Claro que garantir a segurança da comitiva espanhola (jogadores, dirigentes e adeptos) é primordial, mas penso que esta atitude significa estar a negociar com terroristas, que utilizam o futebol pelas piores razões e que, eles sim, deveriam ser banidos do desporto.

Talvez marcar o jogo para campo neutro, mesmo outro país, seria uma medida mais correcta e proflática do que esta, que só pode aumentar o ego deturpado de alguns adeptos do Marselha.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Shakhtar contrata ex-árbitro


O Shakhtar Donetsk garantiu a contratação de um reforço de peso, para a sua afirmação no plano internacional. A equipa ucraniana decidiu contratar um ex-árbitro! Leram bem foi mesmo um ex-árbitro.

Trata-se do eslovaco Lubos Michel, que colocou recentemente um ponto final na sua carreira na arbitragem. O antigo juiz vai ficar responsável pelo departamento de competições internacionais do Shakhtar Donetsk.

Não tenho nada que me mova contra Lubos Michel, mas não me parece bem que um ex-árbitro venha colaborar com uma equipa. Desde logo se levantam suspeitas quanto à actuação do juiz em partidas do emblema ucraniano.

Será interessante ver o que pensam a UEFA e a FIFA sobre este caso, que julgo ser inédito.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Super Braga


O Sporting de Braga entrou a vencer na fase de Grupos da Taça UEFA ao bater os Portsmouth, no Estádio Axa por 3-0.

Um noite simplesmente perfeita permitiu à equipa de Jorge Jesus conquistar os três pontos e colocar-se em excelente posição para seguir em frente na competição. É verdade que o árbitro deu uma ajuda - se alguém percebeu porque foi anulado o golo dos ingleses é favor explicar -, mas este Braga mereceu o resultado e continua uma campanha extraordinária na Europa, a contrastar com alguns altos e baixos entre portas.

Jorge Jesus mereceu, mais que qualquer outro, esta vitória sobre a equipa de Redknapp. O técnico inglês veio ao Minho convencido que venceria facilmente e afirmou mesmo que só tinha visto o Braga jogar através de vídeos, numa clara atitude de menosprezo pela equipa portuguesa. Os leitores (se é que os há) que me desculpem, mas este merece: Mama!!

Quanto ao Benfica, foi a Berlim, empatar com o Hertha. Quique Flores tinha avisado que importante era trazer pontos e conseguiu cumprir o objectivo. Tenho para mim que se Yebda não se tem lesionado, os portugueses talvez tivessem chegado à vitória.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Apurameto é possível


O sorteio da fase de grupos da Taça UEFA não foi nem padrasto, nem simpático para as equipa portuguesas. Foi assim, assim.

O Benfica calhou no Grupo juntamente com Olympiacos (Gre), Galatasaray (Tur), Hertha Berlim (Ale) e Metalist Kharkiv. Se é verdade que não é um grupo forte, gregos e turcos não estão ao nível de outras épocas e há ainda uma sempre complicada equipa alemã, sobretudo devido ao seu futebol mais físico, o sorteio é até agradável para o Benfica que não tem nenhum confronto com colossos do futebol europeu e é claramente candidato ao primeiro lugar do Grupo.

Aliás, para quem almeja em chega à final da competição este é um bom teste às aspirações da equipa de Quique Flores, depois da forma espectacular com que despachou os italianos do Nápoles.

Já o Sp. Braga ficou colado no Grupo E, com Milan (Ita), Heerenveen (Hol), Portsmouth (Ing) e Wolfsburgo (Ale). Claro que o Milan dispensa comentários, mas a verdade é que a equipa de Carlo Anceloti já passou de prazo, pese embora tenha batido o pé ao Inter de José Mourinho os homens de Jorge Jesus podem até pensar numa surpreza. Isto claro se o técnico conseguir tirar daquele que é o plantel mais equilibrado do futebol português, tudo aquilo que ele pode e deve dar. Há ainda os holandeses que eliminaram o Setúbal na ronda anterior, mas que mostraram, sobretudo em Portugal, que estão perfeitamente ao alcance do Sp. Braga. O mesmo se pode dizer da equipa inglesa, que não fosse ter mais andamento nestas coisas da UEFA e teria caído em Guimarães. À semelhança dos benfiquistas há ainda uma equipa alemão, que não será fácil de bater, uma vez que o futebol português costuma dar-se mal, quando a dimensão física do jogo aumenta.

Em suma, as duas equipas podem e devem sonhar com a passagem à fase seguinte.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Já se esperava


Quanto às restantes equipas portuguesas presentes na Taça UEFA, o desfecho das respectivas eliminatórias foi o que já se esperava.

O Sp. Braga voltou a ganhar ao Artemedia (0-2) e seguiu para a fase de grupos. Jorge Jesus deve estar desejar que esta vitória consiga moralizar a equipa para o campeonato, onde tem estado aquém das expectativas.

Quanto ao Vitória de Setúbal foi eliminado e goleado na Holanda pelo Heerenveen por 5-2, depois do empate a uma bola na primeira mão.

Daúto Faquirá não conseguiu cumprir o desejo de levar os sadinos até à fase de grupos da UEFA, ficando provado a diferença de poderio entre as equipas portuguesas de menor dimensão e as suas congéneres europeias.

Também eliminado, mas melhor na fotografia, ficou o Marítimo. Os madeirenses foram derrotados em Espanha, pelo Valência, por 2-1, e não conseguiram inverter o resultado da primeira mão (derrota por 0-1 nos Barreiros).

No entanto, os insulares jogaram olhos nos olhos contra um adversário teoricamente mais poderoso e estiveram mesmo a vencer por 1-0, com um grande golo do inevitável Marcinho. O médio brasileiro voltou a provar que é jogador a mais para os maritimistas e que clubes de outra dimensão, como Sp. Braga ou Guimarães andam distraídos.

Depois o Valência empatou e já perto do final, o árbitro da partida decidiu assinalar um penálti sobre David Villa, por falta de Paulo Jorge, quando quem cometeu a infracção foi o espanhol. Villa fez o 2-1 e acabou com a eliminatória, se é que esta já não tinha ficado decidida na Madeira.

Mas a verdade é que o Marítimo mostrou ter argumentos para fazer melhor do que o que tem mostrado, sendo uma equipa a ter em conta para os próximos jogos da Liga.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A malapata europeia do Vitória


Definitivamente, competições europeias e Vitória de Guimarães são duas coisas que não combinam na temporada 2008/09.

Depois de ter sido eliminado da Liga dos Campeões pelo Basileia, devido a um erro de arbitragem, o Vitória foi esta noite afastado da Taça UEFA pelo Portsmouth de Inglaterra, ao empatar a duas bolas, após prolongamento.

Os homens comandados por Manuel Cajuda até fizeram um grande jogo e conseguiram mesmo o impensável, quando João Alves na sequencia de um livre empatou a eliminatória, mas no prolongamento um tal de Peter Crouch resolveu bisar e afastar a equipa portuguesa das provadas europeias. Tudo, porque no jogo da primeira mão, Fajardo desperdiçou uma grande penalidade, que caso tivesse sido convertida, podia ter dado o merecido apuramento ao Guimarães. Mas o futebol não é feito de «ses» e que o diga a equipa da cidade berço da nação.

Quique ganhou o jogo... outra vez




Cada vez simpatizo mais com o treinador do Benfica. Passado o tempo de adaptação ao clube, ao futebol português e aos jogadores, Quique Flores começa a confirmar uma opinião que sempre tive: a melhor aquisição de Rui Costa foi mesmo o treinador.


A primeira parte não foi grande coisa e o Benfica até podia ter deitado tudo a perder, mas a inclusão de Katsouranis no «onze» deixou logo a perceber que o treinador do Benfica sabe o que faz. Com ele Yebda ficou mais solto para poder ajudar no ataque e foi nestes dois jogadores que esteve a chave do jogo.


O que é certo é que o Benfica entrou mal, depois ficou por cima, mas acabou a primeira parte a ver o adversário enviar uma bola ao ferro.


Depois do intervalo a equipa voltou mais solta e pareceu mais confiante de que podia bater o Nápoles, o que para mim foi influência do discurso do treinador na cabine.


Na segunda parte o Benfica foi superior, Reyes voltou a fazer um golaço, mas o de Nuno Gomes não é menos bonito, ganhou 2-0 e está apurado para a fase de grupos da Taça UEFA.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Arranjinhos na UEFA


O jornal espanhol «El País» deu ontem conta da possibilidade de existência de «arranjinhos» nos jogos da Taça UEFA da época passada, nomeadamente no Zenit - Bayern, que os russos venceram por 4-0 e que os catapultou para a vitória na competição.

Segundo o jornal, a Guardia Civil e a Polícia Nacional terão descoberto informações que dão conta da possibilidade do resultado do jogo ter sido comprado, no seguimento de uma investigação à máfia russa. O famoso juiz Baltasar Garzón já terá inclusive feito chegar estas informações às autoridades alemãs, para que estas possam dar seguimento às investigações.

Segundo escutas telefónicas, membros da máfia russa com ligações ao Zenit terão tido conversas entre si antes da partida se realizar, nas quais falavam em vencer por 4-0 (resultado que acabou por se verificar) e que o pagamento de 50 milhões ao Bayern já havia sido efectuado, não especificando, porém, se se tratava de dólares, euros ou rublos.

Esta notícia surge precisamente numa altura em que a UEFA criou uma comissão para investigar várias partidas do troféu que leva o seu nome da época passada, por suspeitas de que os resultados possam ter sido comprados, para favorecer um negócio de apostas na Internet.

Agora que a corrupção chegou à sua própria casa, o que terá a dizer o senhor Michel Platini?

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

¿Por qué no te callas?


Estou farto de ouvir/ler o presidente da UEFA, Michele Platini.

Como jogador foi porventura um dos melhores de sempre - porventura porque não tive a felicidade de o ver jogar - mas como dirigente fica bem aquém do esperado, ou se calhar não. Se calhar fica bem ao jeito da UEFA e dos interesses subjacentes.

Não havia necessidade é de dizer tantas besteiras pela boca fora.

Primeiro as criticas à entrada do FC Porto na Liga dos Campeões, a meu ver sem razão nenhuma, uma vez que, em primeira instância, foi um órgão da própria UEFA, a que ele preside quem assim decidiu e depois porque a confirmar a primeira posição está o Tribunal Arbitral do Desporto e ao que sei o senhor Platini não está acima da Lei nem do tribunal.

Depois veio dizer que estava "desolado" com o afastamento do Guimarães da fase de grupos da Liga dos Campeões, devido a um erro de arbitragem, mas não consta que o senhor Pieter Vink tenha sofrido qualquer sanção por parte da UEFA.

A finalizar o conjunto de disparates que tem dito ultimamente estão as críticas ao treinador do Arsenal, a quem acusou de se preocupar mais com os negócios do que com futebol e mostrou-se satisfeito pelo triunfo do Cluj em Roma, no arranque da Liga dos Campeões e usou esse resultado para mais uma crítica. "É isto que faz o futebol maravilhoso. E é isto que as pessoas como o Wenger não querem ver: uma equipa pequena a ganhar a um dos grandes. Eles só estão interessados nos negócios. Eu falo de futebol e ele de negócios. Por favor, parem com o Wenger e outros como ele", atirou.

Ora o que Wenger fez e que deixou o presidente da UEFA tão furioso foi defender "uma boa gestão dos clubes de forma a serem equilibrados financeiramente e a UEFA também devia apoiar esta ideia".

Não podia estar mais de acordo. Com a crise económica a afectar cada vez mais clubes de futebol, se os dirigentes não optarem por uma gestão equilibrada, em vez dos projectos megalómanos/galácticos, um dia destes arriscámo-nos a ver desaparecer alguns dos emblemas que marcaram a história do futebol.

Não satisfeito com a triste figura, Platini veio ontem dizer que o pai lhe deu um puxão de orelhas pelas criticas ao treinador francês.

Ora posto isto, só posso citar o Rei de Espanha: "¿Por qué no te callas?"