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domingo, 30 de novembro de 2008

Respirar fora da água afundando o adversário


O Trofense conseguiu hoje passar a respirar fora de água, ao mesmo tempo que afundou o seu adversário, ao derrotar hoje o Rio Ave, na Trofa, por 2-0, resultado que permitiu aos homens comandados por Tulipa abandonar o último lugar e, se não estou em erro, uma saída inédita dos lugares que dão direito a uma viagem de regresso para a Liga de Honra.

Foi também o encontro que marcou a primeira vitória em casa dos homens da Trofa esta temporada e de sempre no escalão principal do futebol nacional.

Três pontos que podem finalmente trazer a tranquilidade necessária para que a equipa consiga a tão desejada permanência e logo conquistados diante de um rival, na luta pelos mesmos objectivos.

O Rio Ave voltou a provar que apesar de ter bons elementos no sector defensivo e na linha média, o seu ataque é pouco mais que inconsequente, pelo que se espera que o Pai Natal traga algumas prendas para Vila do Conde.

Porém, este é um cenário difícil de equacionar, porque o Rio Ave é dos clubes que cumpre e só por isso merecia ficar na Primeira Liga. Todavia, esta seriedade faz com que seja raro o ano que faz contratações em Janeiro. Mas penso que não restam dúvidas que, para que a permanência seja uma realidade, não basta conquistar pontos em casa, é preciso «saquear» os adversários no seu terreno, algo que os homens de Eusébio não têm conseguido, o que lhes vale o último lugar.
Foto: Lusa

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Trofense-Marítimo: Descubra as diferenças


O Marítimo venceu hoje o Trofense por duas bolas a zero, continuando a recuperação, que vem desde a terceira jornada e leva já seis jogos sem perder.

A equipa de Lori Sandri interrompeu a série de bons resultados do Trofense - não perdia há quatro jogos, entre campeonato e Taças - desde que Tulipa assumira o comando técnico. Desta perdeu, porque não teve a capacidade para finalizar as oportunidades criadas, muito embora tenha até rematado mais vezes à baliza do que o adversário, que contudo, foi bem mais perigoso e objectivo.

Assim, os insulares ocupam, ainda que de forma provisória, o terceiro lugar, enquanto os homens da Trofa se mantêm na penúltima posição da Liga, podendo voltar a cair para a «lanterna» no final da ronda.

Estas duas equipas espelham algo que sempre defendi: trocar de treinador não é, na maior parte dos casos, solução para por fim aos maus resultados.

O Marítimo entrou na Liga com duas derrotas, às quais se seguiu um empate e claro, a natural contestação dos sócios, que pediam já a cabeça de Lori Sandri. Porém, a direcção madeirense teve a coragem de segurar o treinador e os resultados estão à vista: quatro vitórias e um empate, num total de seis jogos sem perder. É certo que pelo meio houve uma eliminação da Taça de Portugal, às mãos do Arouca, mas o pecúlio do Marítimo tem provado, que o mau início de época não se deveu à falta de capacidade do seu treinador.

Já o Trofense entrou na Liga a somar quatro derrotas seguidas, factor que motivou a saída de Toni, técnico que trouxe pela primeira vez na história o emblema ao principal escalão do futebol nacional.

Saiu Toni, entrou Tulipa que perdeu na estreia e posteriormente somou um empate, seguido da primeira vitória. Contudo, os problemas da equipa não se foram embora com Toni e o jogo de hoje provou-o, muito embora se note algumas evoluções, que todavia não considero serem mérito exclusivo de Tulipa, mas sim do tempo, que é sempre importante quando se inicia a construção de um grupo. Tempo esse que Toni não teve.

Defensivamente a equipa continua débil e na frente os problemas na finalização mantêm-se, numa formação onde se notam ideias, mas digo eu já as havia em Alvalade, logo na primeira jornada, muito antes da troca de treinadores.
Foto: Lusa/João Abreu Miranda