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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Por um Benfica mais forte em 2009/10



Como o título indica, neste texto irei expor as minhas ideias para que, na próxima temporada, o Benfica deixe de ser aquela equipa triste e que joga um futebol horrível que temos neste momento, e que consiga de facto cimentar as bases para poder efectivamente lutar pela conquista do campeonato.

Partirei do principio de que os encarnados não conseguirão conquistar o título esta época - essa é a minha convicção - e que, muito possivelmente, não conseguirão o acesso à Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo, com o respectivo impacto negativo nas finanças da SAD, depois de uma época em que o Benfica muito investiu na sua equipa de futebol.

Deste modo, parece-me evidente que Quique Flores não terá condições de continuar. Vencer a Taça Cerveja Sem Gás é muito pouco para um clube da dimensão do Benfica. Ainda por cima, em termos de futebol jogado este será o pior ano do Benfica na última década. Para o seu lugar acredito que Rui Costa deveria apostar na contratação de um técnico português, conhecedor do nosso futebol e dos jogadores que por cá actuam, uma vez que não me parece que o Benfica vá conseguir contratar grandes nomes lá por fora, devido à falta de liquidez financeira para o fazer.

Sugiro Jorge Jesus, Manuel Cajuda e talvez até Manuel Machado. Os dois primeiros já fizeram coisas importantes com equipas de segundo plano e são homens experientes. Quanto ao técnico do Nacional, gosto da sua abordagem táctica aos jogos e apesar de já ter falhado em Guimarães, penso que é um dos técnicos portugueses que merecia a oportunidade num grande.

Relativamente ao plantel, tendo em conta que dificilmente o Benfica conseguirá um grande encaixe financeiro através da venda de jogadores, sugiro que Luisão seja transferido por uma verba entre os 5 e os 10 milhões de euros - no actual panorama de crise será complicado almejar uma verba maior. Ainda relativamente a saídas, jogadores como Balboa, Urreta, Fellipe Bastos e Bynia seriam dispensas óbvias.

Em sentido contrário, penso que o Benfica deveria começar por reforçar a sua lateral esquerda com as aquisições de Sílvio ao Rio Ave e de Evaldo ao Sporting de Braga, para o centro da defesa poderia chegar o peruano Rodriguez, colega de Evaldo no Braga. Já para o lado direito sugiro o empréstimo de Paulo Ferreira do Chelsea, desde que não signifique grandes gastos financeiros, ou então regresso de João Pereira. Como terceira hipótese apresento Vasco Fernandes do Leixões.

Devo dizer que estou a pensar num Benfica cujo sistema táctico seria preferencialmente um 4-4-2 losango. Primeiro porque o plantel não terá grandes alternativas para as alas e segundo porque, no mercado nacional, será mais fácil encontrar jogadores de qualidade para um sistema sem extremos. A tudo isto junto os laterais que enumerei mais Maxi, jogadores com boa propensão ofensiva e que dariam profundidade à equipa.

Assim, assegurar a contratação de um número 10 seria prioritário para lutar com Aimar pelo papel de organizador de jogo. Sugiro Luís Aguiar do Braga ou Ruben Micael do Nacional ou até mesmo os dois. Outro homem que recomendo é Bruno China do Leixões para ocupar o lugar de trinco, uma vez que estou a olhar para Katsouranis como um dos interiores.

No ataque, apostaria na contratação de Nené do Nacional, que seria um complemento ao «Plano A», que passaria por garantir a continuidade de Reyes, que nesta equipa iria jogar na frente de ataque, ao lado de um ponta-de-lança mais fixo como Cardozo ou Nené. Sobravam ainda Nuno Gomes cujo contrato deve ser renovado e claro, a alegria do povo, Pedro Mantorras. O angolano é importante para os adeptos e mexe com equipa sempre que salta para o aquecimento, seria uma opção para jogos teoricamente mais fáceis realizados na Luz.

Tendo em vista que o objectivo máximo passaria por chegar ao título, acredito que deste modo teríamos um Benfica mais forte na próxima época, com jogadores que mostraram o seu valor na nossa Liga. E vocês, o que dizem?

terça-feira, 17 de março de 2009

Baba é sinónimo de espectáculo

O mais provável é que em senegalês, Baba queira dizer espectáculo. O avançado que Lori Sandri descobriu na equipa B do Marítimo é uma das revelações do campeonato, pelo que joga e pelos grandes golos que marca. Ontem a vítima foi o rival Nacional da Madeira, com Baba a apontar o golo que ditou o 1-1 final. Fica o vídeo


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sábado, 14 de março de 2009

Mea culpa


Confesso que, quando o treinador espanhol Quique Flores chegou a Portugal para treinar o Benfica, que apresentava Rui Costa à frente do futebol e que ia trazendo para a Luz jogadores como Reyes e Suazo, acreditei que este podia ser o ano dos encarnados.

O plantel parecia o mais fortes dos últimos 10 anos e o treinador parecida ser o melhor dos últimos 15. A época começou de feição, vitória diante do Sporting, empate com o FC Porto e a eliminação do Nápoles na Taça UEFA, bem como a tomada da liderança da Liga, pareciam trazer à Luz a estabilidade necessária para que a equipa tivesse uma época gloriosa.

Oito meses depois o Benfica está fora das competições europeias depois de ter sido afastado num grupo acessível, foi eliminado pelo Leixões da Taça de Portugal e é terceiro no campeonato e pode ficar a 5 pontos do líder. Pelo meio consegue estar na final da Taça da Liga, onde defronta o Sporting no próximo fim-de-semana.

Muito pouco dirão alguns. Por mais que não queira sou forçado a concordar, mas o que mais me preocupa é que ao fim de 8 meses de trabalho Quique Flores não consiga que a equipa tenha qualquer fio de jogo e seja batida em casa perante o Vitória de Guimarães por 1-0, numa partida em que aos 60 minutos troca um avançado por outro, que aos 72 minutos apresente Urreta como arma secreta e aos 82 coloque em campo o inenarrável Balboa.

É mau de mais para ser verdade. Sempre pensei que Quique Flores pudesse trazer para este Benfica, que apresentava contratações prometedoras, alguma da espectacularidade do futebol espanhol. Enganei-me. Mea culpa.

FOTO:AP/PAULO DUARTE

Atentado à liberdade


Todos aqueles que, no dia 25 de Abril de 1974, lutaram para instaurar em Portugal a democracia e a liberdade terão hoje ficado indignados com o que se passou nas bancadas do Estádio de Alvalade e nos acessos às mesmas.

Depois de, na passada quarta-feira, os sportinguistas terem vivido o pior dia de toda a história do seu clube, era natural que encarassem o desafio de hoje como uma forma de se fazerem ouvir e mostrarem a sua indignação. Foi o que fizeram ao exibirem várias tarjas onde, pelo que se pode ver através da televisão, não estava inscrito qualquer insulto à equipa, aos técnicos ou à direcção do emblema leonino.

Eram sobretudo palavras que mostravam o desapontamento de todos aqueles que vivem e sentem o seu clube. Talvez a faixa mais agressiva fosse aquela onde se podia ler simplesmente a palavra vergonha. Vergonha que todo e qualquer sportinguista terá sentido na passada quarta-feira. Hoje era o dia do desabafo, mas nem a isso tiveram direito aqueles que dão chama ao leão. Num acto estranho, o corpo de intervenção da PSP impediu a entrada de algumas dessas faixas em Alvalade e no início da segunda parte andou, qual PIDE, em perseguição daquelas que conseguiram entrar no interior do recinto.

Não ouve qualquer escaramuça entre o público presente pelo que a intervenção da PSP não se compreende. As faixas não eram insultuosas pelo que não deviam ter sido retiradas. E qual é a autoridade da nossa Policia para andar a perseguir quem as ostentava, quando tantas e tantas vezes falha naquela que é a sua função: garantir a segurança nos recintos desportivos.

Todos temos presente na memória as explosões dos famosos petardos, levados para o interior dos Estádios por indivíduos normalmente ligados às claques, que conseguem iludir a «apertada» revista efectuada à entrada.

O que se passou em Munique a meio da semana foi de facto vergonhoso e preocupante, mas os acontecimentos de hoje nas bancadas de Alvalade devem preocupar profundamente todos os portugueses. Num tempo em que o país vive uma profunda crise, não nos queiram tirar aquilo que, enquanto povo, mais nos orgulhamos de ter conquistado: A LIBERDADE.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Revelação


Depois de algum tempo de ausência, aqui estou eu de volta ao Chuto para vos falar daquela que para mim está a ser uma das maiores revelações da nossa Liga Sagres, Daniel Carriço.
Este jovem central de apenas 20 anos, encostou por completo o já "consagrado" Tonel. Está a exibir-se numa forma fora do normal para um jovem de tão tenra idade, ainda para mais numa posição como a de defesa central, posição essa onde normalmente se exige mais experiência. Mas Carriço compensa a dita falta de experiência com outros valores igualmente importantes num central de eleição, velocidade, bom jogo aéreo, poder de antecipação e de colocação e um sentido táctico invulgar para quem tem apenas 20 anos.
Carriço já completou 19 jogos esta época e todos com um rendimento assinalável, tendo muitas vezes superado, no nível exibicional, o seu companheiro de sector Anderson Polga. Daniel Carriço tem também aparecido nas àreas contrárias a tentar facturar, mas ainda nao logrou conseguir qualquer golo, feito que se adivinha que esteja para breve.
Este jovem produto da formação leonina será com toda a certeza um central de referência do Sporting e da Selecção Nacional, estando já a vista a sua convocação para os AAs.
FOTO: REUTERS

segunda-feira, 2 de março de 2009

O clássico foi enorme


O último fim-de-semana foi animado por mais um clássico, e que clássico. Espectáculo, emoção e golos, muitos golos. A incerteza no marcador foi sempre um aliciante que apimentou, e de que maneira, as incidências de uma partida que ninguém conseguiu largar antes do último apito do árbitro. Afinal, quem teve oportunidade de ver o jogo, assistiu certamente ao encontro do ano.

Normalmente é assim, sempre que Atlético de Madrid e Barcelona se encontram. Um regalo para os olhos dos espectadores, um verdadeiro hino ao futebol. Entre estes dois não há medo de perder o jogo, não existem tácticas defensivas e os jogadores apresentam-se na disputa de cada lance como se fosse o últimos das suas carreiras.

Desta o Atlético venceu por 4-3 e vingou os 6-1 sofridos em Barcelona na primeira volta, mas o verdadeiro vencedor foi o público que se deslocou ao Estádio. A equipa da Catalunha até mostrou vontade de resolver a coisa cedo e à meia hora já ganhava por 2-0, mas os madrilenos não estiveram pelos ajustes, reduziram a desvantagem e mesmo quando Henry fez o 3-1 não baixaram os braços e tiveram força para dar a volta e conquistar uma importante vitória que reabilita o adversário do FC Porto na Champions.

Ao longo da transmissão televisiva houve algo que retive na memória. Faltavam cerca de 10 minutos para os 90 quando o comentador revela um dado estatístico que penso que diz tudo sobre este jogo: "Neste momento já foram feitos 27 remates à baliza". Sublinho o à baliza.

Em Itália também houve clássico e dos bons. Menos exuberante do que o espanhol é certo, mas mesmo assim um enorme espectáculo de futebol. Inter e Roma empataram 3-3, sendo que os romanos cedo se viram a vencer por 2-0. Ao intervalo Mourinho deve ter dito das boas aos seus jogadores, que voltaram ao relvado determinados em evitar a derrota. A Roma ainda chegou ao 3-1, mas o campeão italiano soube sofrer e procurar a felicidade que acabou por lhe ser concedida por um herói improvável, o argentino Crespo.

Foram de factos dois jogos enorme e que valeram a pena ver, ao contrário do que por cá se passou no último sábado. FC Porto e Sporting no Dragão, com o campeonato ao rubro e a estourar de emoção. Na ementa estavam ainda os artistas. Moutinho, Liedson e Izmailov de um lado, Hulk, Lisandro e Lucho do outro. Os ingredientes estavam lá, podia ter sido servido um grande prato, mas tudo o que as equipas quiseram do jogo foi não perder. Objectivo cumprido com o 0-0 final, porém e, como quase sempre acontece, quem joga para o empate, normalmente perde. Foi o que aconteceu no Dragão. O Sporting perdeu a oportunidade de se colocar a um ponto da liderança, o FC Porto de reduzir a disputa pelo título a dois.

Resumindo, em Espanha e Itália os clássicos foram enormes, em Portugal, foi uma enorme seca.

FOTO:AP

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O despedimento de Lori Sandri


O técnico brasileiro Lori Sandri já não é treinador do Marítimo. A decisão foi tomada numa reunião entre treinador e o presidente do clube, Carlos Pereira, esta tarde. A derrota com a Académica, por 3-1, ontem em Coimbra, contribuiu para a saída de Lori do comando técnico dos madeirenses, lugar que tinha assumido no princípio da temporada.

Por várias vezes louvei aqui a coragem da direcção madeirense ao aguentar o brasileiro no cargo, após as primeiras jornadas do campeonato, nas quais o Marítimo acumulou duas derrotas e um empate, tendo pelo meio sido batido pelo Valência para a Taça UEFA, numa altura em que a contestação foi muito forte da parte dos sócios do clube.

Porém, a derrota sofrida em Coimbra acabou por levar Carlos Pereira a demitir o treinador. Um erro crasso, digo eu. Não sou a favor dos despedimentos de treinadores, porque raras são as vezes em que essa atitude ajuda a uma melhoria significativa das equipas e neste caso, parece-me totalmente descabido.

Vejamos o que dizem os números. À 19ª jornada o Marítimo ocupa o 7º lugar, somando 29 pontos, mais quatro do que Guimarães e Estrela e menos três do que Braga e Nacional. Ora se o objectivo traçado pelos insulares para esta época passa por garantir o apuramento para as competições europeias, porquê despedir um treinador que está a apenas três pontos dessa meta?

Não consigo compreender esta atitude. Mas há mais: à sua frente o Marítimo tem o Braga, que neste momento é claramente o quarto grande de Portugal, e o Nacional, equipa que, a meu ver, tem um plantel de maior qualidade do que o Marítimo. Depois há ainda um Super Leixões, que é a única equipa que, à partida, não entraria nestas contas.

Resumindo, no máximo, o Marítimo poderia estar um lugar acima do que o que ocupa neste momento, lutando, como o tem feito, com Braga e Nacional pela vaga na UEFA. Porém, a direcção do clube tem outro ponto de vista. Mas vai uma aposta que o substituto de Lori Sandri não conseguirá fazer melhor?

FOTO:AFP

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Acorda Quique

O clássico apenas serviu para confirmar duas coisas sobre Quique Flores. Primeiro que vai manter a aposta em Suazo para a frente do ataque encarnado, até ao limite do razoável. Talvez por ter sido um jogador pedido por si? Não sei, mas creio que sim. O vídeo é apenas uma pequena prova de que Cardozo rende muito mais.

Segundo que se amedronta cada vez que defronta uma equipa com algum potencial. Foi assim com Galatasaray, Sp. Braga, FC Porto no Dragão e agora com o Sporting. Voltou a encolher-se e desta levou mesmo um banho de bola.

Fica ainda um reparo extra, David Luiz não é, nunca foi e já mais será uma boa opção para a lateral-esquerda. Pereirinha fez dele uma cabaça e tão pouco tempo esteve em campo.

E assim terminou o efeito Quique, agora resta mostrar trabalho, porque a liderança está agora mais longe.

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Que Grande Braga



O título não podia ser mais elucidativo, o Braga soma e segue na Taça UEFA. Os comandados de Jorge Jesus deram um "banho de bola", e estas foram palavras de Boloni, ao Standart de Liége, que é apenas o campeão belga em título e actual líder da mesma liga.

O Braga jogou que se fartou, não foram só os três golos que me chamaram a atenção, foi o fio de jogo, as oportunidades criadas, a qualidade que esta equipa apresenta em todos os sectores, senão vejamos, na baliza temos o actual titular da selecção nacional, Eduardo, na defesa temos um João Pereira em grande forma na lateral direita e um Evaldo que mais parece ter pilhas Duracel, visto que não falhou qualquer jogo desde o inicio da época, estes dois laterais apoiados pela experiência de Frechaut e pela velocidade de André Leone, que até fez um golo frente ao Standart. E é bom lembrar que se encontram lesionados Rodriguez, Moisés e Paulo Jorge. No meio campo temos um sempre regular Vandinho, e depois três médios de cariz ofensivo, o rapidissimo Alan pela direita, o técnicista César Peixoto pela esquerda e no apoio directo aos dois pontas-de-lança, Luís Aguiar, este uruguaio ainda vai dar que falar, tem estado muito bem a conduzir a manobra ofensiva bracarense. Lá na frente, Meyong, já não é surpresa para ninguém a eficácia do camaronês e uma das surpresas do campeonato, Rentería. Sobre o colombiano, uma vez um bom amigo meu disse-me que Rentería deve ser provavelmente o melhor ponta-de-lança do mundo, se estes não vivessem de golos. Mas o mais engraçado é que Renteria começa a aliar às boas exibições, os ditos golos. Será que estamos a assistir à afirmação de mais um grande ponta-de-lança do campeonato português? O tempo o dirá...

Uma palavra também para o técnico desta equipa, Jorge Jesus. É para mim, actualmente, um dos melhores treinadores portugueses. Jorge Jesus alia um excelente conhecimento técnico e táctico a uma coragem como não vejo desde os tempos de José Mourinho, basta ver o jogo do Braga em Milão para perceber do que estou a falar, um treinador que vai a San Siro jogar com cinco homens de ataque, e consegue bater-se de igual para igual com uma das melhores equipas do mundo, é de dar valor. Jorge Jesus terá para o ano um lugar garantido num grande...

Só esperemos que este Braga chegue muito longe na Taça UEFA... Força Braga!!!


FOTO: REUTERS

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sporting geriu mal o caso Vukcevic


Quando a história falar sobre a prestação Sporting em 2008/09, há um nome que será referência obrigatória, o de Simon Vukcevic. O montenegrino começou a temporada com problemas disciplinares que tardaram em ser resolvidos e mostrou, por várias vezes, a vontade de deixar Alvalade, sobretudo depois de ter sido relegado para o banco de suplentes.

Entretanto, o tempo foi passando e só em Dezembro é que a situação foi resolvida e Paulo Bento devolveu finalmente Vukcevic ao onze titular. Até à partida com o Estrela da Amadora, o montenegrino só havia sido utilizado em três partidas oficiais, sempre como suplente utilizado.

Contudo, a chegada do atacante à equipa coincidiu com o melhor período do Sporting nesta temporada. Em 13 jogos efectuados após a resolução do «Caso Vukcevic», a equipa de Paulo Bento venceu 9, empatou 3 e perdeu apenas por uma ocasião, tendo o jogador sido decisivo ao apontar seis golos.

O montenegrino é um dos melhores interpretes do nosso campeonato e é pedra fundamental na manobra da equipa sportinguista. Por isso, a estrutura do Sporting, podia e deveria ter resolvido este caso mais cedo.

Defendi sempre que Vukcevic deveria ser severamente punido, mas nunca deveria ter sido afastado da equipa por tanto tempo. Quantos pontos perdeu o Sporting por não ter o montenegrino em campo? Como estaria a classificação da equipa?

São perguntas que julgo pertinentes e para as quais ninguém tem respostas. Mas, sem querer roubar o papel à vidente Maya, julgo que este Sporting com Vukcevic a este nível, estaria seguramente na liderança da Liga.

O Sporting só perdeu com o «Caso Vukcevic. Não só não contou com um dos seus jogadores mais influentes durante boa parte da época, como não o conseguiu vender e realizar um precioso encaixe financeiro. Julgo até que o regresso do atleta no mês de Dezembro, foi uma tentativa desesperada por parte da estrutura leonina para tentar encontrar um comprador em Janeiro.
Contudo, o comprador não apareceu, para bem do Sporting, do nosso futebol e do próprio Paulo Bento.

Mas a perdas, são a meu ver maiores que os ganhos e mesmo que o Sporting se venha a sagrar campeão nacional, ficarei sempre com a sensação de que geriu mal o «Caso Vukcevic» penalizando a prestação da equipa tanto ou até mais do que as arbitragens.

FOTO: REUTERS

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Fome... de vitórias


O plantel do Estrela da Amadora continua a sua epopeia no futebol nacional. Com vários meses de ordenados em atraso, a equipa orientada por Lázaro derrotou esta noite, no D. Afonso Henriques, o Vitória de Guimarães garantindo o apuramento para as meias-finais da Taça de Portugal, onde tem encontro marcado com o FC Porto.

O facto de ir encontrar os tricampeões nacionais quando está a apenas um jogo de chegar ao Jamor será certamente motivo de alegria para os homens da Amadora, que até têm por costume fazer a vida negra aos azuis e brancos.

O espírito de sacrifício deste plantel merece ser destacado, mas o que mais me impressiona é o profissionalismo e, porque não, o amor ao futebol destes jogadores, que preferem continuar a lutar, mesmo sem receber, a desistir e acabarem com mais um clube.

Muito se tem falado dos efeitos que esta situação tem provocado no plantel, com o drama a alastrar-se até a algumas famílias, mas nas quatro linhas, estes jogadores têm provado que a única fome que sentem é a das vitórias.

Na Liga seguem a meio da tabela e é minha convicção que, se Lito Vidigal não tem abandonado o barco, esta equipa daria muito mais. Até onde irá este Estrela, e até que ponto a Liga vai permitir que estas situações se continuem a passar no futebol português, só o futuro o dirá, mas a julgar pela disponibilidade dos atletas, só pode ser risonho.

FOTO:DR

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Quem é a figura da Liga?

Enquanto escrevia o post sobre o Beto, dei comigo a pensar: quem é a grande figura da Liga até agora? Pois bem, para mim, o jogador que mais espectáculo tem dado e que tem consigo aliar a este facto, a consequência das suas jogadas é, se calhar até algo surpreendentemente, Hulk.

O brasileiro que chegou à Invicta vindo do Japão, onde passou os últimos anos escondido entre a II divisão e um clube médio, é um autêntico fenómeno da natureza. Técnica, força, velocidade, dois bons pés, uma remate que tem tanto de bombástico, como de colocado, parece que nada falta a este jogador para que se possa assumir como grande figura dos tricampeões nos próximos anos.

Chegou individualista, mas cedo aprendeu que não jogava sozinho e tornou-se num caso sério, ao ponto de ser parte activa em quase todos os lances de perigo dos dragões. Ontem, fez mais uma excelente exibição. Ficou em branco, mas fez uma das melhores jogadas da Liga até ao momento...

O monstro

António Alberto Bastos Pimparel é uma das grandes figuras da Liga Sagres. Do alto do seu 1,80, tem garantido sozinho inúmero pontos para o Leixões, mantendo fechada, quase a cadeado, a baliza da equipa sensação da Liga. É ainda o jogador com mais tempo de utilização neste campeonato. Falo de Beto, o monstro de Matosinhos.

Senhor de uma agilidade fantástica, que lhe permite fazer muitas vezes defesas que pensamos impossíveis, o guardião leixonense caracteriza-se ainda por possuir um enorme sentido de baliza. É fantástica a forma como nunca perde a noção do espaço. Apesar de muitos o considerarem baixo, é dos melhores guarda-redes que temos por cá a sair dos postes, o que o torna num jogador completo.

Aos 26 anos, caminha a passo apressado para se tornar num dos melhores guarda-redes de sempre do futebol nacional. Apesar do recente sucesso que se acercou sobre ele, nunca perdeu a humildade e prova a cada jogo que passa, que é merecedor de todos os elogios.

Formado em Alvalade, não teve vida fácil para chegar ao principal escalão do nosso futebol, tendo defendido as cores do Casa Pia, na III Nacional, do Marco e Chaves na Liga Vitalis, até chegar ao Leixões, que ajudou a regressar à I Divisão.

Agora faltam-lhe apenas duas coisas: chegar a um grande e assegurar um lugar na selecção nacional. Duas pequenas coisas quando comparadas com a enorme categoria deste autêntico monstro das balizas e que acredito que em breve, deixarão de lhe faltar.

Fica um vídeo com as suas enorme defesas ao serviço do Leixões.

O advogado do Diabo


Finalmente uma semana tranquila. Os três grandes venceram os respectivos jogos, pelo que na frente da classificação continua tudo na mesma, mas curiosamente, todos tiveram que sofrer para conquistarem a vitória. Desta última jornada salta à vista o facto de FC Porto, Benfica e Sporting terem demonstrado uma enorme capacidade para superar situações adversas, sendo que dragões e leões tiveram mesmo de correr atrás do prejuízo.

Este foi também um fim-de-semana de bom futebol, comparativamente ao que temos vindo a assistir na Liga Sagres, desde logo com o Braga-Leixões, que abriu as hostilidades e mostrou um Beto de elevado nível. Os grandes, a espaços, também deram espectáculo e assistimos ainda a um fantástico Trofense-Naval. Quem diria?

A juntar a tudo isto, está o magnifico trabalho levado a cabo pelas arbitragens, que contribuíram para a melhoria do nível do futebol praticado pelas nossas equipas. Por isso, neste post vou fazer o papel de advogado do Diabo e celebrar a arbitragem.

Só que, de repente, acordei. E o que vi? Bem, mais do mesmo. No Belenenses-Sporting, Pedro Henriques, com o seu critério largo - em demasia, digo eu - errou na cor do cartão exibido a Rochemback aos 62 minutos, uma vez que o médio leonino agrediu um adversário e devia ter sido expulso. Porém, dez minutos antes, por indicação do auxiliar, validou indevidamente o golo de Marcelo, que se encontrava em posição irregular.

Já ontem, no FC Porto-Rio Ave, os dragões chegam à vantagem através de uma grande penalidade cometida por Gaspar sobre Farías. É evidente que há contacto entre o jogador do FC Porto e os dois adversários que o marcavam, porém, julgo que tal não justifica a decisão da equipa de arbitragem. Penso que este lance tem até muitas semelhanças com o disputado na última semana entre Lisandro e Yebda, onde há contacto, mas não o suficiente para a respectiva falta. Aliás, ao assinalar esta grande penalidade, Augusto Costa demonstrou uma manifesta dualidade de critérios comparativamente a um lance ocorrido na área contrária momentos antes.

Já no Benfica-Paços Ferreira e para fechar em beleza, quando decorria o minuto 80 e com o resultado em 2-1, é mal assinalado o fora-de-jogo a Aimar depois do argentino receber um passe de Di María que o deixou em zona frontal e com grande probabilidade de obtenção de golo.
Resumindo, mais uma vez as arbitragens influenciaram o desfecho final das partidas. Bem que tentei, mas assim, é impossível fazer o papel de advogado do Diabo.

O Estranho Caso de Ernesto Farias


Este post não vai ser sobre o jogo do Porto contra o Rio Ave. Vou deixar esse assunto para o meu amigo Saraiva. Este post será exclusivamente sobre aquela que foi a figura dessa partida, Ernesto Farías.

Farías sofreu a grande penalidade convertida por Lucho e ainda marcou os dois restantes golos dessa mesma partida, ficando assim intimamente ligado à sofrida vitória do FC Porto sobre o Rio Ave. O camisola 19 chegou ao Dragão na época passada e vinha rotulado pura e simplesmente como o segundo melhor marcador de sempre em actividade do campeonato Argentino, logo atrás de Martin Palermo. Ora, este rótulo devia ser mais do que suficiente para garantir um lugar na equipa titular do FC Porto, mas, para azar de Farías e sorte dos adeptos do Porto, havia um senhor chamado Lisandro López que não estava a dar hipótese a concorrência, fazendo com que Farías aparecesse apenas esporadicamente na equipa, ainda assim, "Tecla" fez seis golos num total de vinte aparições na equipa em todas as competições, e esta época leva quatro num total de treze.

Mas a questão que coloco é a seguinte, um homem que faz golos que se farta na Argentina, que convenhamos é um excelente campeonato, provavelmente melhor do que a nossa Liga Sagres, chega aqui a Portugal e é apenas mais um suplente que vai entrando de vez em quando??

A minha opinião é a seguinte, de facto Farías está "tapado" no FC Porto, por Lisandro, Rodriguez e Hulk, porque caso não existissem estes três jogadores no plantel do campeão nacional, Farías seria com toda a certeza um caso sério no campeonato português. Mas, como não é o caso, Farías terá mesmo que esperar que surjam mais oportunidades para brilhar. E eu, se fosse o Professor Jesualdo Ferreira, voltaria a apostar em Farías na partida frente ao Paços de Ferreira, visto que Lisandro continua em perigo de exclusão e Farías já provou dar garantias no lugar de ponta-de-lança.


FOTO: PAULO DUARTE

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O que é Nacional é bom



Bem, este será então o meu post de estreia no Chuto de Letra. Quero começar por agradecer ao meu grande amigo Carlos Saraiva pela oportunidade que me concedeu para dar a conhecer a minha paixão pelo desporto rei e as minhas opiniões sobre o mesmo.

Passemos então ao post. Sim, eu sei que este título está mais que visto, mas não encontro um melhor para definir a excelente campanha do Nacional da Madeira na Liga Sagres. A equipa de Manuel Machado, um treinador que parece destinado a levar os insulares ao sucesso, tem estado em grande, ocupa neste momento a 5ª posição do campeonato e é já uma das mais sérias candidatas a um lugar na Europa. Manuel Machado tem uma equipa bastante jovem, a média de idades é de apenas 23,16 anos, e mesmo assim consegue por a equipa a praticar um futebol maduro, atractivo, como provam os 30 golos marcados até agora, e acima de tudo eficaz.

O líder natural desta equipa é claramente Nené, que com 14 golos em 17 jogos é o melhor marcador do campeonato. Este brasileiro de 25 anos tem larga margem de progressão e já deve figurar com toda a certeza na lista de compras dos grandes clubes portugueses. Outro destaque que dou a esta equipa é Ruben Micael, este jovem madeirense de 22 anos está a assumir-se como o patrão do meio campo nacionalista e tem aliado as boas exibições aos golos, já leva 3 na liga e marcou um na Carlsberg Cup. É na minha opinião um jogador a seguir com atenção.

Claro que estes dois destaques são apenas isso mesmo, destaques, porque como é óbvio, esta equipa do Nacional vale pelo seu todo. Para concluir deixo duas questões: até quando este Nacional conseguirá manter este nível exibicional? E será que Nené vai continuar a fazer balançar as redes adversárias?

Foto: Hélder Santos

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O jogo que eu vi


Ao longo da semana tenho ouvido e lido diversos comentários, quer nos órgãos de Comunicação Social, quer em vários blogues da especialidade, sobre o que foi o clássico do passado fim-de-semana, entre FC Porto e Benfica. A maioria deles refere quase uma ode ao futebol, ao descrever o que se passou no Estádio do Dragão, alimentada por uma grande exibição do Benfica que se converteu em rasgados elogios à estratégia montada por Quique Flores.

Porém, e já depois de ter revisto o jogo na integra, fico com a ideia que terei assistid0 a um outro jogo. O jogo que eu vi foi uma partida fraca, entre duas equipas muito mais interessadas em não perder do que em ganhar, com o FC Porto a apresentar uns razoáveis 20 minutos, mas ainda assim longe da espectacularidade que alguns apregoam. Após este período o Benfica acertou as marcações a meio-campo e chegou a manietar o FC Porto, que não apresentou soluções diante de um Benfica que tudo fez para não perder o jogo.

Não me lembro de um clássico em que uma das equipas passa largos momentos sem um único ponta-de-lança em campo, tal como fez Quique, quando retirou o apagado Suazo para fazer entrar o sempre inconsequente Di Maria. Confesso que, ao ver o jogo, me lembrei várias vezes do Trofense, que no Dragão, terá feito pouco menos que o Benfica.

Não gostei do jogo. Não gostei de ver o Benfica entrar na casa do rival preocupado em não perder. Não gostei de ver o FC Porto que, em largos momentos, mostrou ter ainda mais medo do que o rival. Não gostei da arbitragem. Não gostei do espectáculo.

Mas, reconheço que posso ter visto mal, uma vez que a opinião generalizada é a de que se tratou de um bom encontro, quando este a única coisa boa que teve foi incerteza no resultado, mas isso, digo eu, têm todos os clássicos.


FOTO: AFP

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Quique abre a porta


Depois de no início do ano ter dado uma polémica entrevista ao jornal espanhol «AS», o treinador do Benfica, Quique Flores, volta a mostrar-se disposto a abandonar o Estádio da Luz a qualquer momento.

Na dita entrevista ao «AS», Quique havia anunciado a vontade de "abrir a carreira à Europa", de tal modo que já teria aprendido a falar inglês, francês e italiano. Desta feita, o técnico do Benfica conversou com Juan Carlos Rivero, jornalista da TVE, que publicou no seu blog no portal «Terra» uma entrevista com o técnico. Quando o jornalista lhe perguntou qual a perspectiva de um regresso a Espanha, Quique foi claro: "Quando as minhas aspirações coincidirem com as necessidades de uma equipa, em qualquer momento de qualquer temporada". Ou seja, Quique Flores está na disposição de abandonar o Benfica a qualquer momento, desde que do outro esteja uma proposta que lhe interesse.

Confesso que, quando o espanhol foi contratado por Rui Costa, fiquei com grandes expectativas em relação à equipa do Benfica. Além de contratar jogadores de valor, os encarnados tinham finalmente sentado no banco alguém com qualidades e capaz de fazer a diferença, pelo que fui dos primeiros a apontar o Benfica como principal candidato ao título.

Hoje, considero-me desapontado. Como homem do futebol Quique tem sido um exemplo e penso que não é exagero dizer que, desse ponto de vista, marcou o futebol português. Porém, enquanto treinador, tem deixado muito a desejar.

Sete meses depois de ter chegado a Portugal, o Benfica ainda não apresenta um fio de jogo que se entenda, o técnico já arrasou por diversas vezes os jogadores pelo jornais, nomeadamente Reyes e Di Maria, e por duas vezes mostrou vontade de permanecer pouco tempo em Portugal.

Penso que Quique já terá mesmo interiorizado que quer deixar a Luz no final da época e está apenas a abrir a porta, para que lá para o Verão, com ou sem títulos conquistados, a direcção do Benfica lhe faça a vontade.

FOTO: AP/Armando Franca

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Clássico: Outra vez a arbitragem...


É comum dizer-se que Portugal é o país onde mais tempo se fala de arbitragem, em detrimento da discussão em torno do que é o jogo. Não podia estar mais de acordo com esta afirmação, porém, penso que tudo tem um motivo. Em Portugal passamos horas, dias, semanas, meses e às vezes anos a discutir as arbitragens porque semana sim, semana também, os senhores do apito nos brindam com exibições escandalosas.

O clássico de ontem não podia ter sido diferente. Tudo começou logo na nomeação de Pedro Proença. Tanto se fala em credibilizar o futebol, mas Vítor Pereira, sempre no seu melhor, decide nomear, para aquele que podia ser o jogo do ano e numa altura em que a arbitragem está sob suspeita, um ex-atleta do Benfica. Não quero dizer que Pedro Proença tenha errado por este motivo, até porque a meu ver prejudicou as duas equipas, mas a sua nomeação é uma atitude que dá margem para que se levantem suspeitas. Neste caso, o próprio árbitro deveria ter sido protegido.

Condicionado ou não, a verdade é que Pedro Proença esteve mal no clássico. Tudo começou logo aos 18' minutos, quando Reyes comete grande penalidade sobre Lucho, que não se deixou cair e procurou seguir o lance. Proença esqueceu-se que nas grandes penalidade nunca há lei da vantagem. Ao minuto 26' Sidnei pisa Lucho num acto de conduta violenta e merecedora de cartão vermelho, novo erro grave do árbitro. A culminar a sucessão de erros grosseiros está o lance ocorrido aos 70 minutos, que resulta na grande penalidade que acabou por ditar o empate final. Lisandro arrancou do flanco esquerdo e procurava flectir para o meio, tentando encontrar uma aberta para o remate, quando entra na área, é certo que recebe um toque no peito de Yebda, mas penso que não terá sido o suficiente para grande penalidade. Convém, no entanto, ressalvar que há mesmo um toque de Yebda em Lisandro, ao contrário do que já vi escrito em vários jornais. Da posição em que se encontra Pedro Proença, penso até natural que tenha julgado o lance como faltoso, mas na realidade cometeu mais um erro grosseiro e com influência no resultado.


FOTO: AFP

Braga é que é!


Numa jornada marcada pelo clássico FC Porto-Benfica, acabou por ser o Sporting de Braga a dar o verdadeiro espectáculo em Alvalade, onde venceu por três bolas a duas e encurtou distâncias para o trio da frente.

Honra seja feita à legião minhota e ao seu treinador, Jorge Jesus, que não fosse uma série de arbitragens habilidosas nos encontros com os grandes, e estaria na liderança com uma confortável vantagem sobre os eternos candidatos ao título nacional.

Este Braga merecia muito mais. Mais respeito por parte dos árbitros, da imprensa e dos próprios adeptos, porque é a única equipa que joga futebol espectáculo em Portugal.

Este encontro serviu para provar mais uma vez a minha teoria em relação aos comandados de Paulo Bento. O Sporting tem um bom plantel e não se pode dizer que esteja mal orientado, mas época após época, insiste em falhar nos momentos decisivos. Ontem voltou a provar que é uma equipa sem estaleca.


FOTO: Reuters