quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Adeus 2008... Olá 2009

O Chuto de Letra deseja a todos os leitores um feliz ano de 2009, cheio de coisas e claro, de muito futebol, porque sem ele, a vida teria menos piada.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Abramovich equaciona vender o Chelsea


O magnata russo Roman Abramovich pode vender alguns dos seus bens, entre eles o Chelsea, para amenizar os prejuízos sofridos diante da crise financeira mundial, diz a agência oficial russa «Prime-Tass», que cita fontes alemãs.

A fortuna de Abramovich, considerado um dos homens mais ricos do mundo, teria caído de 16,7 biliões de euros para «apenas» 2,3 biliões. Com isso, Abramovich equaciona vender o Chelsea, que adquiriu em Julho de 2003 e no qual já investiu cerca de 210 milhões de euros. Segundo um especialista em operações financeiras no futebol e ex-dirigente de dois clubes alemães, o magnata russo pensa na venda da equipa desde Novembro. Algumas medidas de economia já foram impostas no clube, como a demissão de alguns treinadores e o fim das refeições de graça para os jogadores na cantina.

Depois de gastar dinheiro de forma obscena no futebol, parece que a crise também está a deixar o magnata russo de tanga!


Foto: AP

Não foi por falta de aviso...



No passado mês de Novembro dei aqui conta de uma decisão da Associação de Futebol do Porto de tornar públicas, através do seu sítio oficial na Internet, as nomeações dos árbitros, árbitros assistentes e observadores dos encontros dos Campeonatos Distritais.
Na altura a AF Porto justificou esta opção como uma forma de "melhorar a gestão de recursos humanos e financeiros", e ainda pelo facto de passar agora a actuar "em conformidade com a Federação Portuguesa de Futebol, Liga de clubes e outras congéneres".

Para quem não sabe, até então, os árbitros, árbitros assistentes e observadores só sabiam em que encontro iam actuar, hora e meia antes do início das partidas, o que contribuía, a meu ver, para uma maior transparência e protecção dos próprios árbitros, evitando que estes fossem eventualmente abordados pelos dirigentes dos clubes.

Na altura critiquei esta tomada de posição da Associação liderada por Lourenço Pinto, porque no meu entender estava só a arranjar «lenha para se queimar», pois era uma questão de tempo até a suspeição ser instalada.

Pois bem, um mês depois da referida decisão, o São Pedro da Cova, por intermédio do seu Chefe de Departemento de Futebol, Vítor Silva, acusou um árbitro, Pedro Barbosa, de se ter assumido como intermediário para subornar outro árbitro.

A estas horas, o presidente do Conselho de Arbitragem da AF Porto, Carlos Carvalho, está a jantar no Restaurante Lima 5 com os árbitros da primeira categoria Paulo Costa, Artur Soares Dias, Jorge Sousa, Rui Costa e Vasco Santos. Este encontro surge na sequência do caso levantado pelo dirigente do SP Cova e em cima de um clima de alguma tensão entre o presidente da AF Porto, Lourenço Pinto, e o presidente do respectivo conselho de arbitragem, devido ao facto de direcção associativa ter alterado o protocolo de divulgação das nomeações dos árbitros.

Para estes senhores, tenho apenas seis palavras: Não foi por falta de aviso...

Maniche: Talento e raça


Maniche é daqueles jogadores que não me canso de admirar. No futebol moderno é o que se pode chamar um «box-to-box», função que cumpre como (muito) poucos. Penso mesmo que com as características do jogador português não haverá outro igual. É de destacar a sua qualidade de passe, visão de jogo e a sua capacidade de rematar de média e longa distância. Tacticamente é quase perfeito e percebe na plenitude quando deve atacar e quando deve defender.

E pensar que esteve quase a perder-se um exemplo perfeito de talento raça, quando ainda no Benfica foi relegado para a equipa B. Porém, o FC Porto e José Mourinho acreditaram nele e lançaram-no para a berlinda do futebol mundial, com as conquistas europeias de 2003 e 2004.

Contudo, a carreira do médio tem sido marcada pelo óptimo e pelo muito mau. Saiu do FC Porto em 2005, para jogar no Dínamo de Moscovo e no pobre campeonato russo. Claramente o dinheiro falou mais alto, mas acredito que se tivesse permanecido no Dragão, ou mesmo se tivesse saído para um clube mediano de uma Liga importante, poderia ter chegado mais longe.

Depois veio o Chelsea onde nunca se afirmou e seguiu-se o Atlético de Madrid onde confirmou todas as suas potencialidade assumindo-se como patrão do meio campo. Porém, Maniche com o seu feitio algo controverso quase deitou tudo a perder e o desentendimento com o técnico Aguirre ditou a saída. O destino foi o Inter de Milão, mas no futebol italiano, curiosamente aquele que me parece que assenta como uma luva nas qualidade de Maniche, o médio voltou a desiludir.

Esta época regressou aos colchoneros onde se tem destacado como uma das pedras mais influentes da equipa que vai defrontar o FC Porto nos «oitavos» da «Champions». Quando visitar o Dragão certamente será ovacionado pelos portistas e talvez nessa altura já tenha renovado a ligação ao Atlético. Quem diria...



Foto: Reuters

domingo, 28 de dezembro de 2008

Estou com Pedro Henriques


À falta de futebol nos Estádios, a última semana foi (ainda) passada sobre a discussão do lance do último Benfica-Nacional, no qual o árbitro Pedro Henriques anulou - a meu ver bem, mas também não me espantaria se tivesse feito o contrário, porque o lance é muito complicado - um golo ao Benfica nos derradeiros minutos do desafio.

Se foi mão de Miguel Vítor na bola, ou bola na mão de Miguel Vítor é para este post irrelevante, porque dificilmente se chegará a um consenso. Agora, o que me parece relevante discutir é a falange de apoio reunida por ex-árbitros, agora comentadores, que se mostraram, na sua maioria, contra a posição de Pedro Henriques.

Quando passa de árbitro a comentador de arbitragem, a pessoa arrisca-se a ser admirada pelos adeptos, que depressa esquecem todas as más decisões que criticaram na última década. É o que está a acontecer com Jorge Coroado e outros que tal.

Mas Pedro Henriques está sozinho, contra todos os ex-árbitros que, quando ainda andavam pelos relvados eram odiados, mas neste instante viraram especialistas de alto nível. Por isso, eu estou com Pedro Henriques.

Ricardo esse é dos nossos!

Após uma paragem forçada devido à quadra natalícia o «Chuto de Letra» e com boa disposição. Ricardo Fuller capitão do Stoke City foi hoje a personagem principal de uma cena absolutamente surreal . O avançado viu o vermelho directo, aos 53 minutos do encontro com West Ham, por ter esbofeteado... o capitão da sua equipa, Andy Griffin. Sim, Ricardo Fuller deu uns «bananos» no colega de equipa, porque entende que este foi culpado no golo sofrido pela sua equipa.
Fiquem com o vídeo porque só visto mesmo, será que ninguém disse ao Ricardo que os amarelos eram da equipa dele...


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Renteria: Craque, mas pouco...


Se um avançado não fosse, sobretudo, avaliado pela quantidade de golos que marca, Renteria seria provavelmente um dos melhores, se não o melhor, atacante a jogar em Portugal.

O jogador contratualmente ligado ao FC Porto e emprestado ao Sporting de Braga é seguramente - e sem fazer nenhum estudo objectivo - o avançado que dispõem do maior número de oportunidades de golo por jogo. Porém, na hora de atirar a contar, o colombiano bloqueia e ora chuta para fora, ora permite a defesa do guarda-redes adversário.

Renteria tem uma apreciável capacidade técnica, mas destaca-se sobretudo pela movimentação inteligente, que tantas vezes o coloca isolado na cara do golo, e pela maneira como consegue segurar a bola, o que faz como poucos em Portugal.

Resumindo, o bracarense tem quase tudo o que um treinador pede num avançado, mas tal não não faz dele um goleador, nem estas capacidades garantem, só por si, os pontos em disputa durante os 90 minutos.

Em Portugal, Renteria ficou marcado por um golo falhado em 2006/07, em pleno Estádio da Luz diante do Benfica e parece que nunca se conseguiu livrar desse momento, que lhe valeu uma critica mais ou menos unânime: é craque, mas pouco, devido às inúmeras oportunidades que desperdiça.

Porém, Renteria nunca foi um goleador. No Chicó, da Colombia fez apenas 13 golos em 43 jogos e no Brasil, pelo Internacional, facturou somente seis vezes em 33 jogos, no FC Porto não tem um único golo em seis partidas e no Estrasburgo somou nove golos em 28 encontros.

Os números são claros, não estamos de facto perante um matador, mas Renteria continua a ser craque se excluirmos o índice de aproveitamento e aos 23 anos, parece ainda ter muito para dar. Julgo que daria muito jeito ao FC Porto, numa altura em que a equipa parece necessitar de mais um avançado. Encaixaria bem quer ao lado de Hulk, quer ao lado de Lisandro, quer como um bom suplente a ser lançado durante as partidas por Jesualdo Ferreira. Isto, desde que não se espere que seja ele a resolver os jogos, quando os dragões estiverem aflitos!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

0-0: Nem sempre significa mau futebol

O golo é naturalmente o momento mais alto de uma partida de futebol. É por causa dele que os adeptos vão aos Estádios esperançados em trazer na memória uma boa quantidade e qualidade deles.
Porém, jogos há em que o nulo insiste, persiste e acaba mesmo por se manter até final dos 90 minutos. Quando assim é, normalmente o espectáculo foi pobre e desinteressante, mas na jornada deste fim-de-semana, na qual os três grandes empataram sem golos, tivemos a prova de que, às vezes, muitos jogos que terminam como começaram até são bons espectáculos de futebol.
No Sporting-Académica assistimos a uma procura incessante dos leões pelo golo, que não surgiu devido a uma noite de muita inspiração de Peskovic e de igual desacerto dos atacantes da equipa de Paulo Bento. Quanto aos estudantes, defenderam muito e atacaram pouco, mas as defesas do seu guarda-redes valorizaram uma partida que não foi das piores que já vi esta época.
No FC Porto-Marítimo vimos uma grande noite de futebol. Os dragões sempre na procura do golo, com os maritimistas a fazerem o mesmo, mas a trave, no caso dos madeirenses, e a pontaria desafinada, no caso dos portistas, impediram que o empate se desse com golos.
Partida semelhante foi a desta noite, entre Benfica e Nacional. As duas equipa dispuseram de várias chances de golo, mas não concretizaram. Porém, foi dos melhores jogos do ano em Portugal.

Exclusivo: Os árbitros não sofrem de miopia


Não sabe a generalidade dos leitores que eu, Carlos Saraiva, sofro, infelizmente, de miopia. Miopia é o nome alternativo ou popular dado ao erro de refracção da luz no olho cujo nome técnico é hipometropia que acarreta uma focalização da imagem antes desta chegar à retina. Uma pessoa míope consegue ver objectos próximos com nitidez, mas os distantes são visualizados como se estivessem desfocados. Por sofrer deste mal uso naturalmente óculos, objecto que considero uma das maiores invenções da humanidade. Para um míope, as lentes são um grande amigo que possibilitam que consigamos ver o Mundo focado, tal como ele é na realidade.

Tem sido discutido ao longo dos anos o porquê dos árbitros de futebol cometerem tantos erros no julgamento dos lances, uma das possibilidades avançadas pelos «especialista» é a de que os juízes são míopes e, por isso, vêem mal, o que faz com analisem erradamente durante os desafios. Como sabemos, em Portugal, os chamados casos de arbitragem acontecem semana sim, semana também. Se alguns são compreensíveis e só possíveis de analisar com recurso às câmaras de televisão, outros há - a maior parte - em que é tão evidente o que acontece, que parece impossível que só o árbitro não tenha visto, ou tenha visto, de maneira diferente da generalidade dos «especialistas».

Na última semana, devido a um acidente, não tive a companhia desse meu inseparável amigo - refiro-me aos óculos - o que me fez andar todos os dias com umas terríveis dores nos olhos, impossibilitando-me de ver as partidas deste fim-de-semana com a visão ideal, mesmo em partidas transmitidas pela televisão.

Porém, até eu, que asseguro-vos, sem óculos quase não vejo um palmo à frente do nariz, consegui observar diversos lances que deveriam ter sido punidos pelos árbitros com vermelho directo, bem como umas grandes penalidades claras, que ficaram por assinalar.

Contudo, nalguns casos nem falta foi assinalada e deixo alguns exemplos: no Estrela da Amadora-FC Porto, ao minuto 40, fica uma grande penalidade por assinalar contra o E. Amadora quando Hugo Carreira dá um soco na bola quando Lisandro cabeceia; no mesmo encontro, no minuto 49, Fucile agarra Ndiaye dentro da área quando este pretendia chegar à bola, ficando uma grande penalidade por assinalar; no FC Porto-Marítmo, durante o decorrer da segunda parte Fernando Cardozo agrediu a soco Rolando na área do Marítimo, ficando um vermelho por mostrar, não havia motivo para penalti, porque a bola estava fora do terreno; já hoje, no Benfica-Nacional, durante a primeira parte, Jorge Ribeiro sofre uma falta dura, salvo erro de Alonso, com o árbitro a assinalar a infracção, mas a esquecer-se de expulsar o madeirense; minutos depois foi Yebda que tentou arrancar a perna a um nacionalista, não conseguiu, mas a falta existiu e era motivo para vermelho, o árbitro nem assinalou uma coisa, nem outra.

Posto isto, se eu, um míope assumido, consegui ver estes casos e alguns mais, que os árbitros, que não sofrem deste problema, não conseguiram, considero provado que os juízes portugueses não sofrem, de facto, de miopia. Por outro lado fico bem mais preocupado, porque apenas significa que a sua incompetência não tem limites.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Madaíl não sabe porque Scolari não convocava Baía!


O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, voltou a mostrar toda a sua incompetência neste Domingo, em entrevista ao «Porto Canal». Entre vários temas, Madaíl abordou a não chamada de Vítor Baía no reinado de Scolari, período no qual o ex-guarda-redes do FC porto chegou a ser considerado o melhor da Europa.

Entre várias tiradas hilariantes, o presidente da FPF teve este apontamento, que dá que pensar: "Não sei porque Baía nunca foi convocado. Scolari não me disse". Antes de qualquer consideração, devo referir que deve ser dado ao seleccionador nacional toda a liberdade de tomar as opções que muito bem entende. Porém, casos há, em que o presidente da FPF tem o direito e a obrigação de questionar essas opções. Foi o que Madaíl diz ter feito: "Eu perguntava-lhe muitas vezes e ele respondia que eram critérios dele. Por isso não podia fazer nada. Como Baía houve outros casos e em nenhum deles a Federação disse que não deviam ser chamados. Tive muita pena que Baía não tivesse sido chamado ao Euro 2004, porque tinha sido o melhor guarda-redes e porque o estimo. Scolari até convocava quem não estava a jogar, eram critérios dele. Espero que Queiroz faça melhor, o que não é fácil".

Ao que parece, o presidente da FPF foi contra a não convocação de Baía, tal como a grande maioria do povo português, o que me deixa ainda mais perplexo! Porque aceitou Madaíl esta explicação de Scolari que, no fundo, nada explica?

Tendo aceite esta postura do brasileiro, Madaíl tornou-se conivente e não terá, a meu ver, feito tudo para defender os superiores interesses de Portugal e da Selecção Nacional. Entre outras, esta é mais uma razão pela qual defendo que Madaíl foi, é e será um péssimo presidente da FPF, que em nada contribuiu para o desenvolvimento do futebol nacional, ajudando ainda ao descrédito em que a classe dos dirigentes desportivos tem caído no nosso país.

Como tal, deve abandonar, quanto antes, o cargo que ocupa.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Bayern Munique: Sonhar não é proibido


O adversário do Sporting nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões é o Bayern Munique. Trata-se do colosso alemão que os sportinguistas bem conhecem de anteriores edições da «Champions». O gigante alemão já passou por Alvalade, há duas temporadas, com Schweinsteiger a decidir o encontro. Na Alemanha, o nulo permaneceu até final. Duas épocas depois, os bávaros regressam a Lisboa, para trazer o seu futebol prático e musculado.

É um adversário de respeito e que deve preocupar os leões, sobretudo se atentarmos ao que tem sido o desempenho da equipa diante de equipas de maior nomeada. Presentes na memória estão os desaires pesados com Real Madrid e Barcelona. Não acredito na passagem da equipa de Paulo Bento, mas sonhar não é proibido e quem sabe se, em duas noites de inspiração, o Sporting não consegue ser a grande surpresa da prova dos milhões.


Como joga o Bayern

Jurgen Klinsmann, técnico do Bayern, tem estruturado a equipa num 4x4x2 clássico, onde se destaca a estrela da companhia, Franck Ribéry, acompanhado pelos poderosos avançados, Miroslav Klose e Luca Toni.

O sector mais débil da formação germânica é a baliza. Após a saída de Oliver Kahn, que pendurou as luvas, Michael Rensing tem sido o substituto, mas a escolha não parece pacífica, pelo menos para Kahn, que veio pedir mais coragem ao sucessor.

Na defesa actuam: Sagnol, Lúcio, Van Buyten e Lahm, sendo que Oddo tem jogada algumas vezes na lateral-direita em substituição do francês. Lahm já se sabe vai ser um perigo à solta, porém as suas constantes subidas no terreno podem desguarnecer a defensiva alemão. Cabe a Paulo Bento tirar partido desta situação.

No meio-campo, Ribéry, Van Bommel, Borowoski e Schweinsteiger são os nomes mais utilizados, com Zé Roberto a surgir a espaços na equipa. É um grupo de jogadores que consegue aliar como poucos a pujança física à capacidade técnica para criar desequilibrios. Pede-se ao Sporting muita concentração porque qualquer um deles resolve o jogo num rasgo de génio.

Por fim, na frente, Toni e Klose, duas armas letais apontadas às balizas adversárias. Atacantes muito poderosos fisicamente e excelentes no jogo aéreo. Um perigo à solta para qualquer defesa.


Pedir conselhos a Juary e Madjer

A estatística não poderia ser mais adversa para o Sporting. Em toda a história o Bayern Munique só perdeu uma vez com equipas portuguesas. Foi na final de 1987 da Taça dos Campeões Europeus, quando o FC Porto contra todas as expectativas conquistou o ceptro com os golos de Juary e Madjer.

Porém, convém recordar o empate a uma bola conseguido na última temporada pelo Sporting de Braga, na fase de grupos da Taça UEFA. Este resultado deixa alguma esperança aos portugueses, que preferem esquecer a clareza dos números: Em 20 jogos com equipas nacionais, o Bayern marcou 35 golos e sofreu 11; conquistou 11 vitórias, 8 empates e apenas perdeu na final de 1987 com o FC Porto.

Atlético de Madrid: Recordar o Schalke 04


O sorteio dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, realizado esta manhã na Suíça, colocou o Atlético de Madrid no caminho do FC Porto.

Será uma partida de reencontros, uma vez que os espanhóis têm no seu plantel três jogadores bem conhecidos dos portugueses. Desde logo Maniche e Paulo Assunção, dois antigos jogadores do clube azul e branco, assim como o grego Seitaridis, que vão regressar ao Dragão e terão recepções distintas. A Maniche estará certamente reservada uma tremenda ovação, enquanto que para Assunção estão guardados os assobios. Já o grego, passará indiferente. Depois há ainda Simão Sabrosa, antiga estrela do rival Benfica.

Não se pode dizer que a sorte foi madrasta para os tricampeões nacionais, embora nos últimos anos o Atlético de Madrid tenha aparecido com maior regularidade nos lugares cimeiros da Liga espanhola. Porém, não se trata de um colosso do futebol europeu e acredito que o FC Porto tem todas as hipóteses de seguir em frente.

Todavia, convém não esquecer o que aconteceu na temporada passada, quando os portistas foram eliminados por uma equipa do mesmo calibre. Falo do Schalke 04 que afastou a equipa de Jesualdo Ferreira nas grandes penalidades.


Como joga o Atlético

A grande arma dos espanhóis está na sua frente de ataque, que merece todo o respeito. O argentino Sergio «Kun» Aguero e o uruguaio Diego Forlán são uma dupla muito perigosa, e no apoio está, para além de Simão, o argentino Maxi Rodriguez. Um quarteto de luxo ao qual Jesualdo Ferreira deve dar toda a atenção.

Porém, se do meio campo para a frente os espanhóis têm uma equipa de excelente qualidade, o mesmo não se pode falar da sua defesa. À semelhança das épocas anteriores, o último reduto atléticano continua a revelar alguma insegurança, mesmo com as contratações do último defeso: Coupet para a baliza e ainda os defesas Heitinga e Ujfalusi.

O técnico Javier Aguirre aposta normalmente num 4-4-2, que se transforma muitas vezes num 4-3-3 ora com as subidas de Maxi Rodriguez, ora com a passagem de Agüero para uma das alas.

O último onze utilizado pelo técnico mexicano foi o seguinte: Leo Franco; Perea, Heitinga, UJfalusi e Pernía; P. Assunção, Maniche, Maxi Rodriguez e Simão Sabrosa; Forlan e Agüero.

Os melhores marcadores da equipa espanhola são naturalmente Agüero e Forlan, com 11 golos cada, seguido por Simão e Maxi com 6.


Reencontro 45 anos depois

FC Porto e Atlético de Madrid só se encontraram por uma vez. Foi na temporada 63/64 (há 45 anos) em partida da extinta Taça das Cidades Com Feira. A eliminatória caiu para o lado espanhol, com o Atlético a vencer por 2-1, em casa, e a empatar a zero nas Antas.

Em toda a história o Atlético enfrentou por seis vezes equipas portuguesas (FC Porto, Boavista e Guimarães), contabilizando um saldo positivo: três vitórias; um empate e duas derrotas.

Em termos de partidas que opuseram equipas ibéricas a contar para a Liga dos Campeões, mais uma vez o balanço favorece nuestro hermanos. Em 39 jogos, conseguiram 24 vitorias, 7 empates e apenas 8 triunfos lusos.

Outro facto estatístico que joga contra o FC Porto é o facto de apenas por uma vez uma equipa portuguesa ter ganho em Espanha. Vitória conseguida precisamente pelos dragões na caminha para o título europeu em 2004, diante do Corunha, por 1-0.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Para reflectir

Recentemente, o Professional Football Players Observatory, em parceria com o CIES (Centre Internacional D´Étude du Sport), realizou um estudo demográfico relacionado com os jogadores Europeus. O maior destaque no estudo é a análise ao número de jogadores estrangeiros a actuar nas 30 maiores ligas do futebol Europeu. Portugal é a segunda liga da Europa com mais estrangeiros (53%). Para piorar a situação, em termos de clubes, Portugal é representado com cinco emblemas, na lista das 30 equipas com mais estrangeiros: Belenenses (72%); Benfica (70,4%); Naval (69,6); Braga (66,7) e FC Porto (65,4%).
É para este (perigoso) caminho que navega o futebol nacional. Fica o aviso!

Quique abre a porta




Myron Markevich, treinador do Metalist Kharkiv, que esta noite bateu o Benfica em pleno Estádio da Luz por uma bola a zero, teve a seguinte frase no final da partida: "Não me passava pela cabeça vencer na Luz. Pensava que não tínhamos um por cento de hipóteses de vencer aqui".

Digo eu que não era só ao senhor Myron Markevich, que não passava pela cabeça a ideia de ver o Benfica perder em casa, com uma equipa de segunda ou terceira linha da Europa. A derrota nesta noite apenas vem confirmar a péssima campanha europeia do emblema da águia, depois de, imagine-se, se ter ponderado se o Benfica podia vencer a competição, após a eliminação do Nápoles.

Por outro lado, o resultado de hoje, apenas vem confirmar que, afinal, o Benfica não tem um plantel tão bom, como a certa altura se chegou a pensar. Isto porque no banco, faltam alternativas.

O Benfica fez sete alterações ao onze que foi eliminado da Taça de Portugal pelo Leixões: Quique lançou Moreira, Miguel Vítor, Fellipe Bastos, Yebda, Nuno Gomes e Cardozo, depois de ter dito que queria ganhar jogadores. Olhando para os 90 minutos a constatação é simples: Quique não podia sair mais derrotado.

David Luiz voltou a provar que não é lateral-esquerdo e a teimosia de Quique pode levá-lo a perder um bom jogador; Binya, mas mesmo não sendo dos piores, não tem categoria para jogar no Benfica; Yebda parece estar a desaparecer depois de um início muito prometedor; Fellipe Bastos, tem bons pés, mas é outro que não tem lugar numa equipa que quer lutar por objectivos nobres; Di Maria, tem a atenuante de vir de uma lesão, mas não foi muito diferente do que já nos habituou, ou seja, pouco mais que inconsequente e para finalizar Balboa, esteve igual a si próprio, muito fraco. De positivo destaco as exibições dos centrais e do miúdo Urreta, que provou, ser bem melhor que Balboa e que merece mais oportunidades.

O Benfica até teve azar, com os postes a negarem a hipótese de vitória, mas uma equipa que quer conquistar títulos tem que dar muito mais. Quique foi pragmático e afastou à partida qualquer hipótese de apuramento, mas exigia-se outro comportamento da equipa, por isso, não surpreende que no final tenha deixado a porta aberta para saídas.

Domingo à campeonato e a liderança volta a estar em jogo até porque o Nacional será um adversário difícil e com futebol para pontuar na Luz. Será que o Benfica acaba o ano em segundo? E se acontecer, será o principio do fim de uma equipa que chegou a ser de sonho?

Julgo que não será para tanto, mas a quebra parece-me, neste momento, inevitável e os assobios ouvidos no final da partida, é um sinal de preocupação dos adeptos.

Aproveita que não vai durar sempre


Em entrevista ao canal de televisão do Chelsea, Scolari, afirma que está a viver a melhor fase da sua vida: "Vir para o Chelsea foi uma boa decisão. Estou feliz, e minha família também. Acho que os adeptos estão satisfeitos com o clube e os jogadores. É uma nova fase na minha vida e estou muito feliz. Nestes seis meses, aprendi coisas sobre meu trabalho, os sistemas, os jogadores, o campeonato inglês É diferente e fantástico. É a melhor fase da minha vida", explicou o técnico brasileiro.

Ainda bem que Scolari está satisfeito, porque nós por cá também estamos muito contentes que tenha ido para Inglaterra. O que Scolari não sabe é que a nossa alegria há-de durar mais do que a dele!

Mas isto faz algum sentido?!


O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu banir o FC Maia de todas as competições organizadas por aquele órgão, punindo ainda o emblema com uma multa de 6.250 euros. Em comunicado, o CD informa que o FC Maia será punido "com as penas de suspensão por duas épocas desportivas da Taça de Portugal, averbamento da desclassificação do campeonato nacional da III divisão, baixa de divisão, suspensão por duas épocas desportivas nesta prova e multa única de 6.250 euros".

Para quem não sabe, o Maia viu-se obrigado a desistir do futebol sénior no início desta temporada devido ao enorme buraco financeiro existente no clube. Contudo, o emblema mais representativo do Concelho da Maia não encerrou e continua em actividade, mantendo as camadas jovens em funcionamento, onde aliás, o clube é uma referência no Norte do país.

Concordo plenamente que se cumpra e faça cumprir os regulamentos, mas nestes casos, não percebo a necessidade de multar um clube em 6.250 euros, quando se sabe que este não tem dinheiro para pagar e que, a dita multa, apenas levará ao inevitável fecho de portas. Daí que deixe a questão ao CD da FPF: Este castigo faz algum sentido?!

Será?


A imprensa inglesa avançou hoje com a notícia que revela a existência de um acordo de cavalheiros entre o Manchester United e o Real Madrid para a venda do passe do jogador português Cristiano Ronaldo aos blancos.

O jornal «Daily Mail» já coloca mesmo no seu sítio da Internet uma foto montagem do extremo da selecção nacional com a camisola do colosso espanhol. Ainda segundo o jornal, o acordo existe, mas as duas partes concordaram em não divulgar a transferência publicamente, pelo menos até ao final da presente época desportiva, altura em Ronaldo trocará a Liga Inglesa pelo futebol espanhol.

A crer nestas recentes notícias, soa a estranho que depois de tanta celeuma, os clubes consigam a chegar a um acordo que deixe as duas partes contentes com o negócio, que certamente vai envolver uma avultada quantia em dinheiro.

O que é feito de... Mustapha Hadji


Na rubrica «O que é feito de...» trago hoje a história de Mustapha Hadji, jogador marroquino que passou pelo Sporting nas temporadas 996/97 e 97/98.

Hadji foi um talentoso médio marroquino, que também jogava a extremo direito, que deixou saudades à massa associativa leonina. Actuava com raça, preferencialmente a nº10 já que o lugar de extremo direito estava reservado a Pedro Barbosa (aliás o seu número de camisola era mesmo o 10). Fez uma primeira época de grande nível, sendo que a meio da segunda época rescindiu por problemas com a direcção e com o ordenado que recebia.

Mustapha Hadji emigrou com a família para França, primeiro para Saint-Etienne, depois para Monceau e finalmente para Creutzwald. Foi aqui que começou a jogar e o primeiro contrato que assinou foi com o Nancy em 1991. Fez 5 épocas de grande nível, realizando 124 jogos e marcando 31 golos e chegando em 1993 à selecção de Marrocos, depois de se ter recusado a alinhar pela França. Foi ao Mundial de 1994, jogando nos 3 jogos disputados pela sua selecção. Surgiu no final da época o interesse do Sporting para o qual se transferiu em 1996, sob o comando de Robert Waseige.

Estreou-se no Campeonato Nacional, logo na 1º jornada, na difícil vitória por 3-1 em casa do Sporting de Espinho, marcando um golo e cotando-se como um dos melhores elementos da equipa.

Na época seguinte, o Sporting regressava à Liga dos Campeões, sob o comando de Octávio Machado. Hadji começou a pré-época a todo o gás, marcando golos nos amigáveis com Lourinhanense, PSG e Académica. O jogador marroquino realizaria 9 jogos no Campeonato sem marcar golos. Na Taça de Portugal não jogaria e seria na Liga dos Campeões que iria brilhar, ao disputar 7 jogos concretizando 2 golos, falhando apenas o jogo da última jornada da fase de grupos contra o Lierse.

Porém, nos finais de Novembro, Hadji manifestou à direcção do Sporting o desejo de ver o seu ordenado aumentado, por achar que o que ganhava devia ser equiparado ao que outros ganhavam, sem jogar o que ele jogava. Perante a intransigência dos dirigentes leoninos, Hadji accionou uma cláusula do seu contrato que permitia a sua saída caso aparecesse um clube interessado. Esse clube foi o Deportivo da Corunha e assim Hadji partiu no mercado de Inverno.

No Deportivo fez o resto da época de 1998, a alto nível, chegando a vencer o prémio de futebolista africano do ano e sendo convocado para a selecção de Marrocos que marcou presença no Mundial desse ano. Hadji alinhou nos 3 jogos, marcando 1 golo no empate (2-2) com a Noruega.
Regressou com uma lesão ao Deportivo e foi praticamente descartado por Irureta, que parece que deixou de confiar no jogador. Sairia no final da época para o Coventry de Gordon Strachan, para ser figura de proa juntamente com Chippo e ajudar o clube a garantir a permanência na Premier League. Na época seguinte, Hadji continuaria a ser figura principal da equipa, mas o Coventry desceu de divisão.

Não seria esquecido por clubes da Premier League e transferiu-se para o Aston Villa, depois de ter disputado 62 jogos e marcado 12 golos com a camisola do Coventry. Ficou em Birmingham durante duas épocas e meia, onde seria pouco utilizado, conseguindo apenas um total de 35 jogos e 2 golos. No mercado de Inverno de 2004, saiu rumo ao Espanhol onde permaneceria apenas até Junho do mesmo ano, disputando 16 jogos e marcando 1 golo, ajudando a equipa, numa época atribulada em que terminou no 16º lugar da Liga Espanhola.

Posteriormente rumou aos Emirados Árabes Unidos, para o Al Ain e em 2005 regressou à Europa, para disputar 2 épocas na 2ª Divisão Alemã ao serviço do Saarbrucken, onde realizou 54 jogos, marcando 10 golos. Em 2007, foi para o Luxemburgo jogar no seu actual clube, o CS Fola Esch, que disputa a Divisão de Honra daquele país, ajudando com 25 jogos e 17 golos a equipa a classificar-se no 3º lugar falhando, contudo, a subida de divisão.

Na selecção marroquina, da qual se retirou em 2004 após uma má Taça das Nações Africanas, disputou um total de 54 jogos marcando 13 golos.

Hadji é o exemplo perfeito de um bom jogador, que não sendo craque, foi muito mal aproveitado em Portugal.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Em tempos de crise, compre cá dentro


Há dias deixei neste post alguns jogadores estrangeiros de boa qualidade que, poderiam ser possíveis contratações dos três grandes de Portugal, mas como o tempo é de crise e os euros não abundam nos paupérrimos cofres dos clubes nacionais, apresento agora uma lista com jogadores de qualidade, mas que actuam no nosso país.

Para a baliza temos Beto do Leixões. Além de ser neste momento o melhor guarda-redes da Liga, é jovem o que lhe garante uma carreira ainda longa e é português. Certamente não é pior que Helton, Quim ou Patrício.

Para as laterais há boas opções em Portugal, por sinal, bem melhores do que aquelas que os nossos grande possuem. Desde logo o melhor da Liga, Miguel Lopes do Rio Ave. Excelente quer a defender, quer a dar profundidade ao ataque. É também ele muito jovem e será, digo eu, o futuro da selecção nacional, isto se não deixarmos fugir mais este talento. Deve custar meia dúzia de trocos e o clube que comprar o seu passe, ainda fica com a perspectiva de o conseguir valorizar e vender para os maiores campeonatos europeus. Regressando ao Leixões, há ainda mais um jovem internacional sub-20. Chama-se Vasco Fernandes e o melhor que se pode dizer dele é que na partida da Taça, diante do Benfica, meteu Reyes no bolso.

Para o lado canhoto da defesa, é só abrir os olhos, ir à Madeira, e trazer Alonso. Um jogador muito bom apesar dos 28 anos. A atacar é certamente o melhor lateral da Liga. Prova disso mesmo é o facto de ser o Rei das Assistências do campeonato. É ainda o reflexo de um defesa que joga limpo, tem apenas um amarelo em 11 jogos. Além de Miguel Lopes, o Rio Ave tem Sílvio do lado esquerdo. Aos 21 anos é mais uma das promessas do futebol português. Muito seguro a defender, não arrisca tanto no ataque, mas quando o faz, tira partido de uma superior habilidade para cruzar. Um jogador a não perder de vista. Em Braga, mora Evaldo, outro lateral-esquerdo que chegou a passar pelo FC Porto. Muito rápido, característica que lhe permite subir imenso no terreno e conseguir recuperar a tempo para evitar desequilíbrios defensivos. É um jogador que pelo que já vi, merecia uma oportunidade. Afinal Grimi, Benitez e outros que tais tiveram-na!

Para o centro da defesa, temos Edson, da Académica. Bom na marcação e rápido tem ainda uma técnica razoável para central. É daqueles que não se limita ao pontapé para a frente. Difícil é perceber como Stepanov tem lugar no FC Porto, que é o dono do passe, em vez deste brasileiro. No Sp. Braga temos o peruano Rodriguez. Um defesa atlético e impetuoso na marcação, é do tipo carraça e que não deixa os avançados respirarem. Além disso tem um jogo aéreo fabuloso que dá muitos golos em lances de bola parada. No Estrela da Amadora há mais uma grande esperança do futebol português. Falo de Nuno André Coelho, jogador que tem contrato com o FC Porto. Um central na linha de Edson da Académica e sim, também é de longe melhor que Stepanov.

Para a linha média as opções são mais escassas, mas ainda há muito bom jogador esquecido na Liga Sagres. No Leixões há o impressionante Bruno China. É dos melhores médios defensivos do nosso campeonato e é mais um, que é português. Um jogador de raça e muita luta, mas que sabe sair a jogar e iniciar a transição para o ataque, recupera muitas bolas, é a âncora da equipa. Aos 26 anos é capitão dos matosinhenses. No Nacional brilha Bruno Amaro. Um jogador que me faz lembrar Maniche, quer na forma de estar em campo, quer na potência do remate. Em Braga Luís Aguiar é o maestro da equipa de Jorge Jesus. Um criativo com boa técnica e excelente visão de jogo. Possui ainda uma capacidade tremenda para cobrar lances de bola parada.

Quando é preciso marcar golos a vida complica-se, mesmo assim deixo as seguintes opções, embora pense nelas mais como bons suplentes para os grandes, do que para titulares. No Leixões temos Wesley, que já na época passada provara que é um bom jogador, pelo que o seu rendimento já não deixa dúvidas a ninguém. Jogador rápido, bom para um sistema de dois avançados, também é capaz de marcar golos. Em 2007/08 fez 11 e esta época já leva 10. Já agora levamos também o seu companheiro de ataque, Braga, embora neste caso aconselhe a que se deixe chegar o final da temporada, para se perceber o que pode este jogador fazer. Ainda para seguir com atenção, temos Nenê do Nacional. Um atacante poderoso e com um bom pontapé. Leva 7 golos em 11 partidas. No Braga há um jogador que admiro e que penso já deveria fazer parte do plantel de um grande. Falo de Meyong, um excelente avançado, do melhor que vimos por cá. Rápido, boa técnica, visão de jogo e goleador. Podemos levar também Linz. Um avançado mais fixo, mas que seria uma boa opção para ter no plantel.

De salientar ainda que, o jogador mais caro desta lista, deve valer uns 4 milhões de euros e talvez seja Linz, do Braga, todos os outros serão negociados por valores abaixo dos 3,5 milhões.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Argentinos apontados ao FC Porto


O Maisfutebol garante que o FC Porto tem debaixo de olho os jogadores argentinos Gabriel Mercado e Gaston La Gata Fernandez.
O primeiro é defesa central, tem 21 anos e representa o Racing Avellaneda. Porém, Mercado também pode actuar como lateral direito. Chegou à equipa principal do Racing, em 2007, vindo directamente das camadas jovens e impôs-se com categoria sendo uma das grandes promessas do futebol argentino. Muitos dizem mesmo que se trata do novo Ayala. A sua qualidade levou-o à selecção de sub-20, onde se afirmou como titular indiscutível.

Gaston Fernandez, por seu turno, é um avançado extremamente móvel que pode jogar no centro do ataque, ou descair para uma das alas. La Gata (O Gato), como é conhecido, tem 25 anos e foi formado no River Plate, tendo posteriormente passado por várias equipas argentinas e mexicanas. Actualmente representa o Estudiantes de La Plata, por empréstimo do Tigres, do México. O Gato está longe de ser um goleador e o melhor que conseguiu foi na época 2006/07, com a camisola do San Lorenzo, marcar 9 golos em 14 partidas disputadas.
Confesso que apenas conheço Mercado e que me parece uma excelente solução como alternativa a Bruno Alves e Rolando, algo que Jesualdo Ferreira não tem no plantel. Quanto a Gaston não o conheço, mas pelo que consegui apurar trata-se de um jogador à semelhança de Lisandro. Não é exactamente um goleador, mas tem bons pés, velocidade e uma capacidade de luta e sofrimento semelhante à do argentino do FC Porto, de quem aliás chegou a ser companheiro de equipa.

Blasfémia


O túmulo da grande glória do futebol húngaro, Ferenc Puskas, em Budapeste, Hungria, foi assaltado. Da última morada de um dos melhores jogadores de todos os tempos foram roubados dois móveis. A mesa onde estava colocado o livro de assinaturas para os visitantes e uma cadeira desapareceram do local.

Muitos comparam o futebol a uma religião e aproveitando o chavão, se futebol é religião, Puskas foi um dos seus maiores profetas e este assalto de que foi alvo o seu túmulo é uma autêntica blasfémia.

Não tive oportunidade de ver jogar este talento - a não ser em vídeos - que se caracterizava por um violento pontapé que, até hoje, é considerado um dos mais precisos da história do futebol, o que lhe valeu a impressionante marca de 766 golos em 851 partidas disputadas.

Fiquem com o vídeo de um ídolo, que talvez ainda hoje, estivesse ao nível dos melhores.




segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O Benfica já (quase) não existe




Nota: A ideia de escrever este post surgiu após ter lido este texto assinado por Bruno Carvalho no blog: http://novobenfica.blogs.sapo.pt/.


Muito se tem falado ao longo das últimas décadas do sucesso do FC Porto, onde o presidente Pinto da Costa tem um natural papel de destaque. Muitos exaltam a mestria do dirigente portista, outros citam ainda a má resposta dada pelos adversários, nomeadamente do Benfica.

Seja, ou não, Pinto da Costa um impostor e um corrupto, a verdade é que as vitórias do FC Porto, não merecem, na sua maioria, qualquer contestação e penso que muitas delas, sobretudo as mais recentes, têm a conivência dos adversários.

É minha convicção que o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, não é, de facto, benfiquista. Esta ideia que tenho do dirigente encarnado, justifica-se com a ajuda que deu durante muitos anos a Pinto da Costa, quando era presidente do Alverca. Este facto levou mesmo a que Pinto da Costa o tivesse em boa conta, não se escusando a nomeá-lo como um dos seus maiores aliados na sua auto-biografia. Foi o próprio Luís Filipe Vieira quem anunciou publicamente que é sócio do Benfica, Porto e Sporting e que tem as quotas em dia, o que não parece ser atitude de um benfiquista muito convicto. Por tudo isto não acredito que Vieira seja, de facto, um benfiquista de coração.

Há ainda na estrutura encarnada diversos dirigentes que não são benfiquistas, pelo menos desde pequeninos, e outros, que não o são de todo.

Domingos Soares de Oliveira administrador da área financeira da SAD encarnada é sportinguista; Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica e antigo funcionário da SAD do FC Porto e do Boavista é um portista convicto e até o último campeonato ganho pelo Benfica, foi afinal conquistado por um portista. Falo claro de José Veiga, do qual julgo que todos sabem que é, ou era, um fervoroso adepto do clube da Invicta.

Se quem faz os clubes são as pessoas que neles trabalham, então é fácil concluir que o Benfica já (quase) não existe, porque na verdade, os altos responsáveis da estrutura encarnada, não são, de facto, benfiquistas.

Tal é impensável de ver no FC Porto e até no Sporting e, no caso dos dragões, basta ver quão complicada foi a vida de dois treinadores - Jesualdo Ferreira e Fernando Santos - por assumirem a paixão pelo emblema da águia.

Não tenho dúvidas que Pinto da Costa é o grande responsável pelas vitórias recentes do FC Porto, como não tenho dúvidas que os adversários, sobretudo o Benfica, têm uma doze de culpa nessas mesmas conquistas.

Pode parecer que estas linhas apenas contêm divagações, mas julgo que não será estranho, nem obra do acaso que, no ano em que o Benfica tem à frente do futebol um verdadeiro benfiquista - Rui Costa - tenha construído o melhor plantel dos últimos 15 anos e seja apontado pela generalidade da critica, onde me incluo, como o mais sério candidato ao título.

Acabem com o Mundial de Clubes


Está a decorrer no Japão o Mundial de Clubes, no qual o campeão europeu Manchester United é o grande favorito. Confesso que não sou nada admirador desta prova e que gostava muito mais da extinta Taça Intercontinental, que colocava frente-a-frente o Campeão da Europa e o Campeão Sul-Americano.

Este Mundial de Clubes não proporciona grandes espectáculos e, salvo raras excepções, será sempre discutido entre os campeões supracitados, porque os restantes campeões continentais não têm qualidade para se opor ao futebol europeu e sul-americano. A prova não proporciona receitas extraordinárias que, quanto a mim, justifiquem a sua execução e traz apenas desgaste acrescido e viagens longínquas à equipa que representa a Europa do futebol.

Talvez fosse mais proveitoso realizar este tipo de competição com mais equipas e num intervalo entre o Campeonato Mundial de Selecções e os Europeus, talvez de três em três anos e durante o Verão. Também seria positivo se fosse organizado rotativamente pelos vários continentes, para que todos pudessem tirar partido.

Até os jogadores não escondem alguma contrariedade com as datas escolhidas para a prova e o inglês Paul Scholes, um dos mais experientes jogadores dos «red devils» foi claro ao comentar o estado de espírito da equipa: "É uma grande competição, que queremos vencer, mas obviamente que preferíamos ficar em Inglaterra, jogar no fim-de-semana para a Liga e evitar uma sobrecarga de jogos em Janeiro." O médio acrescentou ainda que a ida ao Japão "é daquelas coisas que não se podem evitar, conseguimos ganhar a Liga dos Campeões e isso leva-nos a cumprir obrigações que preferíamos não ter."

Parece-me claro que ninguém gosta muito deste Mundial de Clubes e que o melhor seria mesmo colocar um ponto final nesta competição, o que digo eu, não deverá demorar muito a acontecer.

Haverá jogo na Amadora?


Os jogadores do Estrela da Amadora vão decidir esta terça-feira se entram em campo para defrontar o FC porto.

O presidente do Sindicato de Jogadores, Joaquim Evangelista, vai reunir com o plantel, depois de já se ter encontrado com os três capitães - Carreira, Marco Paulo e Nelson. Em causa está o levantamento do pré-aviso de greve para o jogo com o F.C. Porto, devido aos três meses de salários em atraso.

A questão já está mais do que tratada e analisada, inclusive aqui no «Chuto de Letra» e, por isso, não vou dissertar sobre o assunto, peço-vos apenas a vossa opinião. Vai ou não haver jogo na Amadora?

Eu digo que sim, porque duvido que os jogadores mantenham a posição e acabem com o clube, até porque, é minha convicção, deverão receber mais umas quantas promessas até à hora do jogo, que certamente não serão cumpridas, mas irão levar ao levantamento da greve.

Seguindo o presidente/treinador


Tal como prometido, o «Chuto de Letra» vai acompanhar a carreira do presidente do Sion, da I Liga suíça, que conforme já aqui contei, decidiu despedir o treinador e assumir ele próprio o comando técnico da equipa.

Depois da derrota por 2-1, na deslocação ao terreno do Bellinzona, da vitória na recepção ao Vaduz, por 3-1 e de nova derrota com o FC Zurique, por uma bola zero, a formação onde jogam os portugueses Kali e Paíto obteve neste fim-de-semana um empate sem golos na recepção ao NE Xamax FC.

O Sion ocupa agora o sétimo lugar na tabela classificativa, num campeonato de 10 equipas, no qual apenas o último é despromovido, mas com menos um encontro disputado, uma vez que o desafio da jornada 17 foi adiado devido ao mau tempo.

Christian Constantin soma assim duas derrotas, um empate e uma vitória, desde que tomou conta da equipa, num balanço em tudo negativo a que, segundo se diz na Suíça, se junta um pior futebol praticado do que em anos anteriores.

Uma ideia excelente


O técnico português do Rapid de Bucareste, José Peseiro, não tem tido vida fácil na Roménia. A intensidade do braço-de-ferro entre os dirigentes do clube e o treinador tem aumentado e esta semana atingiu mesmo um dos seus pontos mais altos.
Reagindo à proposta feita por Peseiro para aceitar a rescisão do contrato que liga as duas partes, o principal accionista do Rapid, Gheorge Copos, reagiu com esta frase que considero - sem ironias - brilhante: "Não percebo como é possível Peseiro e a actual equipa técnica terem destruído em seis meses o que nos levou 80 anos a construir. Vendo alguns dos jogadores que trouxe, em vez de receber dinheiro para ir embora devia era pagar-lhes os salários". José Peseiro assumiu o comando do Rapid Bucareste em Junho, contratando, entre outros, os jogadores portugueses João Paulo, Ricardo Fernandes e João Paulo Ribeiro, que estão entre os visados pelo dirigente.
De facto, a medida, a ser levada em frente - como é óbvio não o será - tem alguma justificação. Não estão os treinadores sempre a reclamar, que gostam de escolher os jogadores com quem vão trabalhar? Então, no caso de más escolhas devem assumir essa responsabilidade.
Pode ser absurdo, mas que eu gostava de ver Jesualdo Ferreira a pagar os custos de um Benitez, Quique de um Balboa e Paulo Bento de um Grimi, lá isso gostava.

Leandro: O reflexo de uma aposta falhada


Leandro Silva Wanderley foi contratado pelo FC Porto no início de 2005, depois de dar nas vistas no Brasil com a camisola do Cruzeiro. Porém, o lateral esquerdo não se afirmou no Dragão e regressou ao Brasil para sucessivos empréstimos, onde actualmente vive um grande momento, depois de ter sido distinguido como o melhor na sua posição, na última edição do Brasileirão.
Vi Leandro jogar várias vezes no FC Porto e confesso que nunca me convenceu, mas também tive oportunidade de o ver ao longo dos últimos três anos no Brasil e fico com a ideia de que estamos perante um jogador de valor.

Só esta época, em que esteve no Palmeiras, Leandro fez mais de 100 jogos e cotou-se em quase todos eles como um dos melhores da sua equipa. De facto, não se percebe como pode um jogador apresentar dois rendimentos tão distintos e penso que as diferenças entre o futebol europeu e o sul-americano, não são suficientes para justificar tal facto, nem tão pouco as questões relacionadas com a adaptação dos jogadores quando mudam de país.

É minha convicção que quem é jogador, consegue prová-lo em Portugal, em Inglaterra, no Brasil, na Índia ou no Japão. Pode é demorar mais tempo a encontrar o rendimento ideal, o problema é que normalmente os clubes não têm o tempo que os jogadores precisam e muitas vezes há apostas que não rendem.

Sem puxar muito pela memória, consigo recordar dois casos flagrantes - curiosamente todos do FC Porto - a quem não terá sido dado o tempo necessário para que conseguissem vingar no nosso país. São eles: Luís Fabiano que brilha no Sevilha e Diego que é a estrela maior do campeonato alemão.

Voltando a Leandro, não é certamente pior jogador que Benitez ou Lino, por isso, penso que talvez fosse conveniente ao FC Porto aproveitar o final do empréstimo do brasileiro para o reintegrar no plantel, aproveitando dois factores que podem ser importantes: o excelente momento de forma e confiança que o atleta atravessa e a fraca concorrência que terá neste plantel.

Leandro é neste momento o reflexo de uma aposta falhada, mas ainda pode ter uma oportunidade de contrariar este vaticínio, assim o clube não pense em contratar nenhuma «estrela» argentina por uns quantos milhões de euros e lhe dê uma chance de ser melhor do que foram Diego ou Fabiano.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A fé de Soares Franco


"O mercado de Janeiro tem mostrado, com uma ou outra excepção, que não é apelativo, nem para vender nem para comprar. Portanto, por princípio, não devemos concentrar-nos no mercado de Janeiro." As palavras são de Soares Franco presidente do Sporting e foram ditas hoje durante a apresentação do Congresso Leonino.

Pelo que podemos entender, uma vez que o dirigente não o afirma claramente, o Sporting não irá comprar nem vender ninguém durante a reabertura do mercado, o que me parece um claro erro de gestão.

A equipa tem debilidade várias, sobretudo ao nível das laterais e no meio campo, onde faltam opções de categoria e talvez fosse interessante, para uma equipa que quer ser campeã nacional e pretende fazer boa figura nos oitavos da «Champions», aproveitar esta janela de transferências para colmatar esta debilidades.

Ainda por cima, o apuramento histórico para a fase seguinte da Liga dos Campeões permitiu um encaixe financeiro nunca antes visto nos cofres leoninos, pelo que penso que não será por falta de liquidez que o Sporting não vai às compras.

Tal facto só me deixa ainda mais perpeplexo com a atitude do presidente do Sporting, que parece continuar com uma fé inabalável, de que Paulo Bento, um técnico que não sendo mau, não é nada de especial, continue a fazer verdadeiros milagres para os lados de Avalade.

Pergunto é até quando irá o técnico aguentar esta situação?


Foto: www.rtp.pt

Boa ou má noticia?


O «Maisfutebol» desenvolveu hoje um exercício de futurologia e de matemática para mostrar que, se as coisas correrem de feição, Portugal pode subir ao sétimo lugar do ranking da UEFA. O sítio titula ainda que, se tal facto a acontecer, se trata de uma boa notícia para o futebol nacional.

Não posso estar mais em desacordo. É certo que o nosso país vai perder uma equipa na Liga dos Campeões em 2009/10, passando de três para dois representantes: o campeão directamente na fase de grupos e o segundo classificado na segunda pré-eliminatória. Sobram ainda quatro equipas na Taça UEFA, num total de seis representantes nas provas europeias.

Para mim, este é o lugar de um país com a dimensão futebolística do nosso e já me dou por muito satisfeito se o conseguirmos manter por muitos e bons anos.

Ter mais do que estes participantes só prejudica o país, porque neste momento apenas temos quatro equipas capazes de representar condignamente as cores lusas na Europa do futebol e amealhar alguns pontinhos para o dito ranking: FC Porto, Sporting, Benfica e Sp. Braga.

Ou seja das seis a que temos direito, é de esperar que quatro façam boa figura. Quanto às duas que sobram, pouco ou mesmo nada irão acrescentar ao ranking, podendo esses dois clubes tirar apenas benefícios financeiros em proveito próprio.

Mais equipas apenas significa que os pontos se dividem por mais participantes, o que faz com que, quando se chega à conta final, apenas se junte mais umas migalhas ao já de si pobre ranking.

A triste figura do Estrela


A crise dos salários em atraso continua no Estrela da Amadora e o presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, Joaquim Evangelista, confirmou hoje que o plantel entregou novo pré-aviso de greve, colocando em risco encontro da próxima com o FC Porto.

Como eu havia previsto, o recurso ao Fundo de Garantia Salarial apenas serviu para adiar uma situação que começa a ganhar contornos - se não os ganhou já - de insustentável e que ameaça estourar a qualquer momento.

Certamente os jogadores do Estrela - que têm sido grandes profissionais - não estarão dispostos a aguentar por muito mais tempo, pelo que acredito que a paralisação vai chegar ainda antes do final do ano. Se tal vier a acontecer, o Estrela pode ter em risco a sua viabilidade, mas não poderemos nunca culpar os jogadores. É necessário descobrir os verdadeiros culpados do estado em crítico em que se encontra o tricolor da Amadora, que naturalmente são os dirigentes e puni-los, se preciso for com pena de prisão por gestão danosa e delapidação do património do clube.

Não tenho nada que me mova contra o Estrela, mas começo a ficar de assistir a esta triste figura e como já fiz anteriormente, volto a lançar o repto: Porque não desistir e começar de novo?

Não que me deixe satisfeito ver (mais) um dos históricos do futebol nacional a desaparece, mas a camisola que carrega o peso da história das cores do Estrela, ficaria bem mais honrada.

Umas ideias para Janeiro


Quando estamos a pouco mais de 15 dias da abertura do mercado de transferências, e após uma breve pesquisa nos planteis dos quatro primeiros classificados dos melhores campeonatos da Europa, ficam aqui algumas sugestões para que os grandes de Portugal possam, em Janeiro, reforçar as equipas com qualidade e experiência.
No Barcelona de Espanha, temos Sylvinho, um lateral-esquerdo, posição na qual FC Porto, Benfica e Sporting têm debilidades. O brasileiro não tem sido primeira opção, tendo actuado apenas em duas partidas esta época e aos 34 anos ainda seria uma boa solução para qualquer dos grandes de Portugal. Ainda na Catalunha mora Hleb, médio de grande categoria que jogou apenas em oito ocasiões nos blaugrana. Tentar pedir emprestado este jogador de 27 anos não custa e se Reyes e Aimar vieram para Portugal, porque não sonhar com Hleb. O mesmo se pode dizer de Gudjohnsen. O atacante islandês de 30 anos só fez 8 jogos em Barcelona e talvez por empréstimo não seja impossível de trazer para a Liga Sagres. Na equipa de Guardiola há ainda o médio Keita, embora seja mais utilizado que os companheiros supracitados fez apenas 12 jogos. Dos quatro é talvez o mais difícil de negociar.
No Villareal, também de Espanha, estão encostados o médio criativo Cani e o defesa/médio Edmilson. O preço dos dois não deve ser proibitivo para os grandes de Portugal, desde que não se pense em mais que duas contratações. Cani tem 4 jogos esta época e Edmilson apenas mais um.
Em Sevilha mora um dos jogadores mais difíceis de trazer para Portugal da lista que vos apresento. Falo do médio Renato, o brasileiro tem 8 jogos, mas talvez os 29 anos possam levar a formação da Andaluzia a ceder o jogador.
No Valência está Zigic. O preço do enorme avançado deve ser impeditivo, mas talvez seja possível repescar por empréstimo. Aos 28 anos não fez qualquer jogo esta temporada. Mais acessível será o companheiro de equipa Hedwiges Maduro. O médio holandês de 23 anos promete dar que falar, mas tem apenas 3 jogos esta época pelo que o empréstimo pode ser uma realidade.
Viajando até Inglaterra podemos parar em Londres, para ir ao Chelsea resgatar o nosso compatriota Paulo Ferreira. Scolari apenas deu 6 oportunidades ao português, que não deve estar contente com a constante presença no banco.
Seguindo para Manchester encontramos o avançado angolano Manucho, que apenas fez 1 jogo na equipa de Ferguson. O empréstimo ou mesmo a compra do passe não deverá ser nenhum negócio do outro mundo.
Regressando a Londres, podemos sempre tentar convencer Wenger a emprestar-nos um dos seus jovens talentos. Destaco o avançado mexicano Carlos Vela que apenas conta com 6 aparições nos gunners.
Voamos agora para Itália e aproveitando a confiança com Mourinho procuramos convencer o avançado argentino Hernán Crespo que apenas foi aposta do português em 4 partidas. Aos 33 anos ainda faria a diferença em Portugal.
Na Juventus podemos tentar a contratação de Christian Poulsen a quem o técnico Ranieri só deu 6 oportunidades. O médio tem 28 anos e o seu passe não deve custar muito mais do que os de Rodriguez, Hulk, Aimar ou Reyes.


P.S.1 - Penso que sobretudo a Benfica e FC Porto, uma vez que a situação financeira do Sporting é mais difícil, não será totalmente impossível tentar a contratação destes jogadores, embora reconheça que alguns serão mais acessíveis que outros.


P.S.2 - Os dados estatísticos apresentados neste post foram retirados do sítio: http://soccernet.espn.go.com/

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Rodriguez está a chegar?


Da partida desta noite entre o FC Porto e o Arsenal saltou-me à vista a prestação de Cristian Rodriguez.

Durante os 78 minutos em que esteve em campo, o «cebola» foi sempre um problema para a defensiva arsenalista e merecia um golo, sobretudo das duas ocasiões em que arrancou ainda no seu meio campo numa correria desenfreada para um golo que não chegou a acontecer.

Jesualdo Ferreira revelou recentemente que o uruguaio não tem actuado nas melhores condições físicas desde que chegou ao FC Porto, talvez por isso o rendimento tem sido abaixo do que mostrou na última época ao serviço do Benfica.

Hoje fico com a ideia de que o melhor Rodriguez, o do Benfica, pode estar muito perto de chegar ao Dragão. A confirmar-se, o esquerdino pode até ser o grande reforço dos tricampeões nacionais para a segunda metade da temporada.

O sorriso do professor


Nota: Não sou, nunca fui e dificilmente serei fã de Jesualdo Ferreira enquanto treinador, porque considero que perante adversário de maior nomeada se encolhe e esconde atrás de opções excessivamente defensivas.


O FC Porto bateu esta noite, no Estádio do Dragão, o Arsenal por duas bolas a zero e assegurou o primeiro lugar no Grupo G da Liga dos Campeões. Um prémio merecido para o técnico Jesualdo Ferreira.

Sabem os mais antigos leitores do «Chuto de Letra» que sou contra os despedimentos de treinadores, porque, e as estatísticas provam a minha tese, raramente uma equipa consegue melhorar de forma significativa quando muda de treinador. Claro que há excepções, mas no caso do FC Porto, embora a substituição de Jesualdo estivesse programada para acontecer depois de Kiev, sendo só evitada devido a um golo de Lucho em cima do apito final, acho que a manutenção do treinador foi a melhor opção.

Jesualdo está longe de ser um treinador de elite, mas está ainda mais longe de ser tão mau como muitos o «pintam». Em Portugal será até dos melhores. A provar o que digo estão os indesmentíveis números: Jesualdo Ferreira qualifica pela terceira vez consecutiva o FC Porto para os oitavos-de-final e pela segunda, enquanto líder do seu grupo.

Nenhum treinador português à excepção de Mourinho se pode gabar de vencer por duas vezes o seu grupo na prova milionária. Por isso, Jesualdo Ferreira merece este post, bem como ser o último a rir, perante um Wenger que subestimou os tricampeões nacionais ao poupar as principais estrelas.

Tio Phil arranja outra... que essa não cola


Quando penso que Luiz Felipe Scolari já não me consegue surpreender eis que o «tio Phil» saca um «coelho da cartola». Em declarações publicadas pela imprensa britânica, o treinador do Chelsea criticou os gastos excessivos dos jogadores e das suas companheiras, afirmando que os jogadores deviam arranjar "uma rapariga simpática e sossegada"

Claro que as WAGS (sigla inglesa para Wifes and Girlfriends, mulheres e namoradas) não gostaram e passaram ao ataque, defendendo que sem elas, o futebol perderia boa parte da piada.

«Ser uma WAG não é uma coisa negativa. Elas são muito concentradas nas suas carreiras, tal como os seus maridos e namorados», defende Krystell Sidwell, mulher de Steve Sidwell, médio do Aston Villa.
Lizzie Cundy, mulher de Jason Cundy, também está contra o brasileiro: "O futebol seria aborrecido sem as WAGs. É por isso que fazemos primeiras páginas. As pessoas estão interessadas nelas, quer o Phil Scolari queira, quer não. Raparigas como eu, a Cheryl Cole, a Coleen Rooney, a Abbey Clancy e a Nicola McLean temos as nossas próprias carreiras e não vivemos apenas do dinheiro dos nosso maridos".

Porém, Scolari entende que «a melhor coisa para um jogador na sua vida futebolística é ter uma boa mulher. Se tem uma boa mulher, não precisamos de nos preocupar com ele", acrescentando que "se um jogador for inteligente, tem dinheiro para a sua família até à quinta geração. Mas alguns jogadores não pensam assim. Alguns só pensam no dia de hoje, em gastar o dinheiro".

Será que a culpa dos últimos desaires do Chelsea é das WAGs? Não será da falta de capacidade/qualidade de «Big Phil»? Ou terá o brasileiro inveja das brasas que alguns dos seus jogadores namoram?

É caso para dizer, tio Phil arranja outra - desculpa e mulher - que essa não cola!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Aimar: O novo Esnáider?


Na temporada 2001/02, ainda antes de chegar ao FC Porto o técnico José Mourinho, o clube contratou um avançado argentino de nome Juan Esnáider. O ponta-de-lança tinha ganho fama em Espanha, sobretudo ao serviço do Saragoça, onde foi mesmo melhor marcador da Liga Espanhola. No currículo trazia ainda passagens por Real Madrid e Juventus. Na época, e no contexto do futebol português, tratava-se de uma verdadeira estrela. Porém, ao serviço dos azuis e brancos fez apenas três jogos, tendo apontando apenas um golo. Durante o resto da época esteve lesionado e, quando regressou à argentina em Janeiro de 2002, afirmou que o FC Porto não havia sido mais do que uma clínica, para se recuperar das sucessivas mazelas que o afectavam.

Sete anos depois, o Benfica contratou ao mesmo Saragoça um médio-ofensivo de valor inegável e também argentino. Falo, claro, de Pablo Aimar. Dono de uma técnica apurada aliada à velocidade, permitindo-lhe ser um número 10 organizador de jogo e desequilibrador em simultâneo, Aimar chegou à Luz com o mesmo estatuto de estrela que havia chegado o compatriota às Antas em 2001. Possui ainda uma grande visão de jogo, o que lhe faz criar linhas de passe para assistir os companheiros de equipa, desempenhando um papel fulcral na condução da bola e na equipa de Quique Flores, que tem apresentado duas versões: uma de classe, com Aimar, e outra com um futebol rendilhado, onde falta a arte do argentino para desequilibrar.

Aimar é seguramente 100 vezes melhor jogador do que era Esnáider, mas ameaça igualar o compatriota no que poderia ter trazido ao futebol nacional, mas que as lesões sempre foram impedindo.

Aimar foi apresentado no Benfica a 17 de Julho. Mais de quatro meses depois, as constantes limitações físicas impedem-no de fazer dois jogos seguidos. O talento está lá, mas o corpo cede e o argentino apresenta um historial preocupante de problemas físicos. A arte, a classe e a visão de jogo de nada servem, se os músculos continuam a falhar.

Porém, se atentarmos só à frieza dos números percebemos o que pode Aimar dar ao Benfia sempre que tiver condições para jogar: Nos nove jogos oficiais que fez, os encarnados venceram seis, empataram dois e perderam somente um. Relativamente aos 6,5 milhões de euros que o Benfica pagou pelo passe do jogador são possíveis duas análises: a primeira, é que se trata de muito dinheiro por um jogador que apenas entra em campo duas vezes por mês, não esquecendo o salário elevado, ao longo de quatro anos de contrato; a segunda, é que a aposta de Rui Costa não termina nos 90 minutos de uma partida, porque o argentino atrai muito público ao Estádio e é o atleta que mais camisolas vende, com as inerentes receitas.

Pablito foi um mago do futebol, daqueles que fazem qualquer criança de 10 anos sonhar em ser profissional de futebol, porém, em Portugal, ameaça não passar de um simples Esnáider, mas com um toque de classe.

A decadência de um fenómeno


Afinal, Ronaldo, o Fenómeno, não está acabado para o futebol. O brasileiro vai representar o Corinthians, em 2009, depois do emblema de São Paulo ter garantido o regresso à Série A do Brasileirão.
Aquele que é ainda hoje o melhor marcador da história dos Campeonatos do Mundo, com 15 golos, foi o melhor jogador que vi jogar, pena ter sido só durante uma temporada.
Nascido no Rio de Janeiro, Ronaldo chegou à Selecção Brasileira no Mundial de 94, com 17 anos, quando actuava pelo Cruzeiro de Belo Horizonte. Não chegou a jogar pela selecção naquela «Copa» que o Brasil venceria, mas o seu talento chegaria ao mundo. Em 1995 transferiu-se para o PSV, onde se apresentou à Europa.
As suas qualidades seduziram o Barcelona que o contratou em 1996, onde impressionou o mundo com a sua velocidade espectacular, os dribles geniais e inúmeros golos. No ano seguinte acertou a transferência para o Inter, onde começou o seu declínio.
Porém, aquele jogar que apresentou em 96/97 nunca me sairá da memória. A forma como, sozinho, resolveu quase todos os jogos do Barcelona nessa época foi impressionante e é algo que ainda não vi ninguém igualar, nem mesmo Cristiano Ronaldo.
Regressa agora ao activo no Corinthians, onde certamente venderá mais camisolas do que qualquer outro. Mas o futebol, esse, ficou perdido algures em 96/97.

Este é «Um Blog do Camandro»


Caros leitores e amigos o «Chuto de Letra» acaba de ser agraciado pelo nosso vizinho e amigo do «Futebolartte» com o selo «Um Blog do Camandro».

A distinção que muito me honra e orgulha, ainda para mais sendo este espaço tão jovem no universo da blogoesfera, visa "reconhecer o empenho, a astúcia e a audácia dos bloggers da rede por onde navegamos diariamente".

"O «Futebolartte» quer também contribuir para o convívio entre bloggers, reconhecendo o trabalho e o mérito de quem passa horas agarrada a um teclado dando sempre o seu melhor. Mais ainda. Consideramos um blog do camandro, aquele blog que acima de tudo escreve tudo aquilo que pensa! Quem receber o selo “Um Blog do Camandro” deverá, para além de exibir a imagem no seu blog, linkar o blog pelo qual recebeu o prémio, distinguir também ele mais 3 outros blogs a quem vai entregar o mesmo prémio e enviar um email para futebolartte@hotmail.com para irmos actualizando a lista. A mesma lista será actualizada aqui mensalmente e esperamos, no decorrer do próximo ano, realizar o primeiro convívio «Um Blog do Camandro»!"

Um obrigado e um enorme abraço ao Manel pela preferência e votos de que continuemos, lado a lado, nesta aventura.

Estes são os blogs já contemplados com o selo «Um Blog do Camandro»:

1- Bola na Área - http://bolanaarea.blogspot.com/ - do jornalista Eugénio Queirós

2- O Café da Esquina - http://ocafedaesquina.blogspot.com/ - do jornalista José Carlos Soares

3- Blog do António Boronha - http://antonioboronha.blogspot.com/ - do conhecido Boronha
4- O inferno da luz - http://oinfernodaluz.blogspot.com/
5- O leão da estrela -http://leaodaestrela.blogspot.com/
6 -Blog da Bola - http://blogdabola.blogspot.com/

7 - O nosso Chuto de Letra - http://chutodeletra.blogspot.com/

Deixo-vos agora com os meus três eleitos:

1- Dornomenisco - http://dornomenisco.blogspot.com/ - Blog generalista

2 - Novo Benfica - http://novobenfica.blogs.sapo.pt/ - Blog sobre o SL Benfica

3 - Bibó Porto Carago - http://bibo-porto-carago.blogspot.com/ - Blog sobre o FC Porto

Basicamente procurei escolher um blog que tratasse o futebol no geral e dois para representarem os dois grandes que faltavam na lista.

Como diz o Manel, o pontapé de saída está dado, "agora que siga a dança".

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ronaldo VS Quaresma: Descubra as diferenças


Em Portugal nasceram dois enormes talentos, que curiosamente fazem a mesmo posição e têm tudo para se assumirem no mundo do futebol, como dois dos melhores de sempre. Contudo, apenas um deles se tem conseguido impor com categoria, sendo curiosamente o que maior dificuldade deveria ter à partida.



Falo de Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma. Ambos são produto das escolas do Sporting, onde chegaram ainda em tenra idade à equipa principal, dando rapidamente nas vistas e convencendo dois dos melhores clubes do Mundo a apostar nas suas capacidades. Ronaldo seguiu para Inglaterra para brilhar no Manchester, Quaresma foi para o Barcelona de Espanha, onde nunca se conseguiu impor.

Cristiano é o reflexo do trabalho. Claro que tem um enorme talento, pois sem ele, de nada valeria o trabalho, mas se não fosse a sua predisposição para treinar e aprender, não tenho dúvidas que não passaria de um bom jogador.

O jogador do Manchester é dono de uma enorme velocidade, capacidade de movimentação e visão de jogo, mas falta-lhe o que normalmente sobra aos génios: capacidade de improvisação. As suas fintas na maioria das vezes são inconsequentes, limitando-se a «bailar» em frente do adversário, sem que isso traga algo de produtivo à jogada ou à equipa. Mas quando arranca, embalado em velocidade é difícil travá-lo, e o lance termina muitas vezes em golo e na maioria delas numa situação de perigo. Sabe mexer-se e fugir da linha para aparecer na zona do ponta-de-lança, onde faz uso de uma capacidade finalizadora de fazer inveja a muitos goleadores.

Porém, tudo isto é «apenas» o reflexo da sua enorme dedicação e ambição. Ronaldo meteu na cabeça que queria ser o melhor do mundo, pois não nasceu com capacidades inatas para o conseguir.

Quaresma é precisamente o aposto. É um verdadeiro génio, com uma capacidade tremenda para transformar um lance completamente inofensivo num hino ao futebol. É dono de um dos melhores pés direitos de sempre, tem uma técnica fabulosa e num passe de mágica consegue, sozinho, ultrapassar a mais organizada e eficiente das defesas. Tem potencial para ser melhor que Ronaldo, mas teima em desperdiçar o que poderia - talvez ainda possa - ser uma carreira gloriosa, marcando o seu nome no quadro de notáveis do futebol. Isto acontece porque, ao contrário de Ronaldo, Quaresma não tem qualquer predisposição para o trabalho, sem o qual nada se consegue, seja qual for a actividade.

Resultado? Ronaldo é o melhor jogador do mundo, tendo vencido recentemente a Bola de Ouro, e brilha no Manchester onde se transforma a cada ano, numa lenda viva do clube Inglês. Já Quaresma não convenceu em Barcelona, renasceu no FC Porto - mas num campeonato infimamente pequeno comparado com as potências europeias - e ameaça desaparecer em Itália, ao serviço do Inter de Milão, onde foi hoje agraciado com o «Bidão de Ouro» 2008, prémio atribuído anualmente pelo programa radiofónico Catersport, da Rai Radio 2, à grande desilusão do Calcio.

Quando o futebol é mais do que 90 minutos de entretenimento...

Alguém disse um dia que "o futebol não é um caso de vida ou morte, é muito mais que isso". Nunca concordei com este frase, porque de facto, o futebol não é mesmo um caso de vida ou morte, mas hoje, ela fez para mim todo o sentido.
A cena aconteceu no Rio de Janeiro, Brasil, onde um adepto do Vasco de Gama, despromovido ontem para a segunda divisão do Brasileirão, ameaçou suicidar-se, atirando-se da cobertura de uma das bancadas do Estádio São Januário.
O que leva alguém alguém a colocar a própria vida em risco por causa do futebol é algo que não consigo compreender, nem sequer imaginei que poderia alguém desistir de viver por causa de uma derrota do seu clube.
Imagens de pânico as que se seguem e que provam que, para muito boa gente, o futebol é muito mais que 90 minutos de emoção e golos...

Brasil 6-2 Portugal: A explicação


Como todos se lembram - embora queiram esquecer - Portugal foi recentemente humilhado no Brasil, onde sofreu uma das maiores derrotas da sua história, ao perder por 6-2 com o «escrete». Após o fatídico desafio do Bezerão, muito se escreveu e disse, numa tentativa desesperada de encontrar uma explicação para o inexplicável.

Como foi possível tal resultado tendo Portugal uma das melhores selecções do Mundo? Esta foi a pergunta que todos fizemos, mas a resposta parecia inatingível, uma vez que nenhum argumento nos conseguia convencer.

Passadas mais de duas semanas sobre a terrível quarta-feira de Brasília, finalmente alguém conseguiu dar uma justificação que convencesse os portugueses. Esse alguém foi Cristiano Ronaldo.

O extremo revelou na conferencia de imprensa, após ter sido distinguido com a Bola de Ouro da France Football, que o desafio com o Brasil se tratava de "um jogo amigável" que no fundo, "era a brincar". Não satisfeito, Ronaldo esclarece que os jogadores apenas foram ao Brasil "para brincar com a bola e uns com os outros".

Como pode o capitão da Selecção Nacional dizer que a equipa foi brincar para o Brasil, depois de ter levado meia dúzia, facto que deixou todos - sim todos, mesmo os que não são fervorosos adeptos da selecção ficaram, no mínimo, incomodados com a goleada - os portugueses com vontade de se meterem dentro de um buraco, tal foi a vergonha sentida ao ver o comportamento e atitude da equipa que sempre apoiaram.

Ronaldo tem muita lata. Tanta, ou mais, que o talento que mostra em campo e nos orgulha, por provar que afinal, neste cantinho minúsculo à beira mar, também nascem alguns dos melhores do mundo. Contudo, depois destas declarações só tenho uma coisa para lhe dizer: Entrega a braçadeira, pois não és merecedor de tal distinção, e abandona a selecção para pensares bem no que vens cá fazer. A malta já tinha reparado que gostavas de vir cá brincar, mas era escusado dizeres isso de forma tão insolente.
Foto: Franck Fife / AFP

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

No Dragão também se mete água


É (mais ou menos) ideia generalizada de que o FC Porto é o clube mais organizado do país, o que mais sucesso tem e o que menos enfia os chamados «barretes». Porém, menos, não significa nunca e numa altura em que tem no plantel um dos piores defesa-centrais que passaram pelo clube - sim falo de Stepanov -, que normalmente até tem uma boa escola na posição, há um jovem brasileiro, que passou pelo Dragão, não ficou e virou craque no Brasil.

Falo de Thiago Silva, jogador do Fluminense, apontado como um dos melhores interpretes do Brasileirão 2008 e que está de saída das Laranjeiras, muito provavelmente rumo a um colosso europeu.

O jovem já é internacional uma vez que mostra ter tudo o que um bom defesa-central deve ter: sentido posicional, velocidade, bom jogo de cabeça, concentração e, ainda por cima, não dá «chutões» e sabe sair a jogar.

Pela forma implacável como marca os avançados, Thiago Silva ganhou a alcunha de Monstro. Pode parecer violento, mas o brasileiro joga quase sempre limpo.

Aliado a tudo isto, o atleta é de uma humildade e simplicidade rara e também por isso, os tricolores prometem lotar o Maracanã, Domingo, contra o Ipatinga, para se despedirem do ídolo do Fluminense.

Se pensam que o post acaba aqui, estão muito enganados, na verdade ele ainda mal começou.

Isto porque a passagem de Thiago Silva pelo FC Porto aconteceu em 2004. Não estão a ver a ligação? Eu explico. Na altura era treinador do FC Porto um tal de José Mourinho, apenas o melhor do Mundo, que pelos vistos não reparou nas qualidades do miúdo.

Embora tenha algumas atenuantes, devido aos diversos problemas respiratórios que o atleta teve e devido à pneumonia sofrida quando, em 2005, foi emprestado ao Dínamo de Moscovo, este é certamente um dos maiores barretes da história do FC Porto e do futebol português. Ainda para mais sendo Mourinho o treinador.



Foto: Leandro Menezes/GLOBOESPORTE.COM

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Precedente perigoso


A partida da próxima quarta-feira, entre o Marselha e o Atlético de Madrid para a Liga dos Campeões, ameaça tornar-se numa autêntica batalha campal. Tudo, porque no encontro da primeira volta, em Espanha, desacatos entre os adeptos das duas equipas obrigou a uma carga policial sobre as claques francesas.

Devido aos incidentes, o Atlético jogou a partida da última ronda com o seu Estádio vazio, mas o que está a causar apreensão nos responsáveis do clube espanhol, é o facto de na sequência da detenção de Santos Mirasierra, adepto do Marselha, terem chegado ao emblema várias ameaças.

Estas ameaças são feitas pelas claques do Marselha, que exigem a libertação do compatriota, enquanto a justiça espanhola pede oito anos de prisão, o que levou ao anúncio de represálias por parte dos franceses, que ameaçam matar oito atleticanos: um por cada ano de prisão que Mirasierra pode levar.

Este facto levou a uma decisão sem precedentes na Liga dos Campeões: o Atlético só viajará para Marselha no dia do próprio jogo. A atitude dos espanhóis tem o apoio das policias dos dois países e da UEFA e visa evitar ao máximo o contacto entre as duas partes, para prevenir eventuais incidentes.

Claro que garantir a segurança da comitiva espanhola (jogadores, dirigentes e adeptos) é primordial, mas penso que esta atitude significa estar a negociar com terroristas, que utilizam o futebol pelas piores razões e que, eles sim, deveriam ser banidos do desporto.

Talvez marcar o jogo para campo neutro, mesmo outro país, seria uma medida mais correcta e proflática do que esta, que só pode aumentar o ego deturpado de alguns adeptos do Marselha.

Obrigado Jesus


Em época natalícia, o Menino Jesus começa a trazer as primeiras prendas. Pelo menos para os lados de Braga. A equipa mais representativa da cidade confirmou hoje a sua afirmação europeia, ao conseguir pelo terceiro ano consecutivo o apuramento para os 16-avos-de-final da Taça UEFA.

Uma vitória em Heerenveen, por 1-2, depois de estar a perder, é a prova provada que Jorge Jesus conseguiu trazer a esta equipa um toque de classe colectiva, uma vez que a das individualidades já lá estava.

Na Alemanha, o Wolfsburgo deu uma ajuda importantíssima ao vencer o Portsmouth por 3-2 fazendo com que Portugal continue a estar representado na UEFA.

Num grupo muito forte, o Sp. Braga fez quatro jogos de grande qualidade e não merecia ter perdido nenhum, mas a malapata dos minutos finais com os alemães e o Milan foi mesmo quebrada esta noite e a equipa qualifica-se com mérito total para a próxima fase.

Porque não gosto de Romagnoli


Diz a sempre acertada sabedoria popular que o «algodão não engana», porém, há certas coisas que funcionam ao contrário e no mundo do futebol, Romagnoli é um exemplo claro.

Se for feita uma sondagem para apurar os cinco melhores jogadores do Sporting, provavelmente - para não dizer de certeza - o argentino será um dos eleitos. Isto acontece porque Romagnoli é daqueles jogadores que nos faz sonhar - sobretudo os mais pequenos - que se ele conseguiu, porque não havemos nós de ter sorte também.

Na verdade, o médio dos leões é um grandioso jogador, que nunca chega de facto a sê-lo. O jogo da equipa de Paulo Bento passa quase sempre pelos seus pés, mas na maioria das vezes, Romagnoli tem um apontamento de génio - seja uma recepção esplendorosa, ou uma boa finta sobre um adversário - ao qual se segue uma acção inconsequente. Esta forma de jogar aliado ao facto de fazer dois/três bons passes/jogadas e depois desaparecer dos jogos, fazem com que não goste de Romagnoli, nem perceba como não joga Moutinho naquele lugar.

Isto, para não falar de se poder contar com os dedos de uma só mão, o número de jogos em que o «artista» esteve em campo os 90 minutos. Se um jogo tem hora e meia, porque carga de água é que um tipo que só aguenta, normalmente, 60 minutos há-de ser um grande jogador?

A juntar a todos estes factos, Romagnoli consegue ainda gerar uma enorme simpatia nos adeptos e na imprensa. Porém, como verão mais abaixo, esta é quase sempre critica em relação ao desempenho do argentino nos jogos. Não percebo!

Quando o agora jogador do Sporting começou a despontar na Argentina, Maradona escreveu o seguinte no seu livro «Eu Sou El Diego»: "O rapazito fascina-me. Faltam-lhe pernas, físico, músculos, tudo, mas sobra-lhe coragem para fintar. O resto consegue-se num ginásio". Esta descrição foi feita há alguns anos, mas continua a ser tão verdade hoje, como na altura em que D10S - que sabe muito mais disto do que eu - a fez.

Romagnoli é daquele tipo de jogadores que, se compilarmos um DVD de uma hora, com jogadas suas de 10 segundos, todos pensam que é o melhor do mundo, mas na verdade não passa de um jogador «jeitosinho», que até poderia ser um bom suplente, mas nunca titular de uma equipa como o Sporting.

E a prova está nas avaliações feitas pelos jornais aos últimos jogos de «Pipi» - que raio de nome - que passo a transcrever.

Sporting-Guimarães: Intermitente, assinale-se o sprint aos 21': não desistiu da bola e acabou por servir Liedson para o 2-0. - In Record; Assistiu Liedson para o 2-0, com um cruzamento da esquerda que deixou a defesa vimaranense fora do lance. Generoso no processo defensivo, sobretudo no primeiro tempo, esteve mais perto do seu nível. - In O Jogo; Foi, provavelmente, quem imprimiu mais velocidade no início do jogo, mas também ele depois fez gestão quanto baste. À passagem do minuto 21 ganha velocidade nos pés junto ao flanco esquerdo, deixa tudo e todos para trás e direcciona a bola com muito açúcar para os pés de Liedson fazerem o resto. O golo, pois claro. - In A Bola.

Sporting-Barcelona: Um, dois, três passes falhados, assobios em Alvalade e a partir daí nunca mais se viu o argentino, que se "escondeu" do jogo. Bem substituído (65'). - In Record; Um passe mal medido, aos 14', deu início ao desastre leonino. Não fez quase nada e saiu ao intervalo. - In O Jogo.

Sporting-Leixões: Desapareceu do jogo durante largos momentos, como sucede demasiadas vezes. Aos 19', isolado perante Beto, desperdiçou uma excelente ocasião para inaugurar o marcador e dar outro rumo ao desafio. - In Record; Dispôs da melhor oportunidade para facturar, mas, só com Beto pela frente, permitiu a defesa do guardião (19'). Procurou desequilibrar, mas nem sempre bem. - In O Jogo.

Sporting - FC Porto: Na primeira parte coseu o jogo sportinguista, ora atando à direita, ora tricotando à esquerda, sempre com critério e em progressão. Na segunda foi-se esfumando num mar de gente maior do que ele e acabou por sair porque o jogo já não estava para o seu futebol-crochet. - In Record; Bela primeira parte. Rompeu pelo centro e procurou as diagonais, ganhando a linha para tirar centros. Perdeu gás na etapa final e saiu aos 69'. - In O Jogo; Primeira fatia do jogo muito interessante, conduzindo a bola, driblando e passando como poucos mais sabem fazer neste Sporting. De quando em vez trocou posições com Moutinho e até foi na direita que desenhou os lances mais vistosos. Antes do intervalo começou a cair e seria o primeiro substituído, mesmo sem o vermelho de Caneira. - In A Bola.

Devem ter reparado, mas a palavra desaparece é comum a todas as avaliações feitas pela imprensa desportiva às várias prestações de Romagnoli nos últimos jogos do Sporting.

Percebem agora, porque não gosto de Romagnoli?

Foto: www.sjpf.pt