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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Testes de QI no Chelsea


O Chelsea decidiu fazer testes de QI ao plantel orientado por Scolari. A ideia partiu do médico do clube, Bryan English, mas não para saber quem era mais inteligente, mas para procurar eventuais lesões cerebrais, decorrentes da prática da modalidade.

Frank Lampard foi quem conseguiu o melhor resultado, tendo o médico revelado que o jogador teria tido um melhor resultado que o próprio Bryan English. Porém, ao ler a noticia, veio-me à cabeça um pensamento: Então e qual foi o resultado de Scolari? Continuei a ler o texto, cheguei ao fim e nada. Nem uma observação ao QI do antigo seleccionador nacional. Ao que parece o teste não se estendia à equipa técnica dos blues.

Será que os ingleses já perceberam o que têm entre mãos?! Se a resposta for afirmativa, então devem ter um QI bastante superior ao do presidente da Federação Portuguesa de Futebol...


FOTO:AFP

domingo, 21 de dezembro de 2008

Madaíl não sabe porque Scolari não convocava Baía!


O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, voltou a mostrar toda a sua incompetência neste Domingo, em entrevista ao «Porto Canal». Entre vários temas, Madaíl abordou a não chamada de Vítor Baía no reinado de Scolari, período no qual o ex-guarda-redes do FC porto chegou a ser considerado o melhor da Europa.

Entre várias tiradas hilariantes, o presidente da FPF teve este apontamento, que dá que pensar: "Não sei porque Baía nunca foi convocado. Scolari não me disse". Antes de qualquer consideração, devo referir que deve ser dado ao seleccionador nacional toda a liberdade de tomar as opções que muito bem entende. Porém, casos há, em que o presidente da FPF tem o direito e a obrigação de questionar essas opções. Foi o que Madaíl diz ter feito: "Eu perguntava-lhe muitas vezes e ele respondia que eram critérios dele. Por isso não podia fazer nada. Como Baía houve outros casos e em nenhum deles a Federação disse que não deviam ser chamados. Tive muita pena que Baía não tivesse sido chamado ao Euro 2004, porque tinha sido o melhor guarda-redes e porque o estimo. Scolari até convocava quem não estava a jogar, eram critérios dele. Espero que Queiroz faça melhor, o que não é fácil".

Ao que parece, o presidente da FPF foi contra a não convocação de Baía, tal como a grande maioria do povo português, o que me deixa ainda mais perplexo! Porque aceitou Madaíl esta explicação de Scolari que, no fundo, nada explica?

Tendo aceite esta postura do brasileiro, Madaíl tornou-se conivente e não terá, a meu ver, feito tudo para defender os superiores interesses de Portugal e da Selecção Nacional. Entre outras, esta é mais uma razão pela qual defendo que Madaíl foi, é e será um péssimo presidente da FPF, que em nada contribuiu para o desenvolvimento do futebol nacional, ajudando ainda ao descrédito em que a classe dos dirigentes desportivos tem caído no nosso país.

Como tal, deve abandonar, quanto antes, o cargo que ocupa.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

João Pinto presidente da Federação?


É (quase) unânime que o pior que tem o futebol, são os dirigentes e em Portugal esta constatação dá-se de forma gritante.

Um dos piores é certamente o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl. Um caça «tachos», que nada conseguiu fazer de bom à frente do organismo que tutela o futebol português, não só não contribuiu para o seu desenvolvimento, como é um dos principais responsáveis pelo pântano de descredibilização em que este mergulhou.

É também (quase) unânime, que o futebol nacional deveria a breve prazo ficar entregue aos carismáticos ex-jogadores, que felizmente, temos tido o privilégio de ver por cá. O FC Porto já tem Baía, o Benfica tem Rui Costa e o Sporting, Pedro Barbosa. Outros, como Figo, João Pinto ou Pauleta podem enveredar pelo dirigismo a breve prazo e contribuir para o engrandecimento do futebol nacional.

Há umas semanas, no programa da RTPN, «Pontapé de Saída» - após ser alertado por um dos nossos leitores, corrijo que o programa em causa foi de facto o «Domingo Desportivo», da RTP -, vi João Pinto questionar Pauleta sobre a disponibilidade deste para exercer um cargo na FPF. O maior goleador de sempre da Selecção Nacional, disse que estaria sempre disponível para trabalhar em prol do futebol. Posso estar enganado, mas fiquei com a sensação que o que João Pinto queria mesmo saber era se podia ou não, contar com Pauleta, numa eventual candidatura à liderança da Federação.

João Pinto é alguém com um percurso invejável no futebol, pode eventualmente gerar algum desconforto, pela forma como deixou a selecção, após ter agredido um árbitro no Mundial de 2002, mas o que me parece incontestável é que se trata de um homem de carácter e imune a pressões.

A ver vamos o que nos traz o futuro, mas se o meu voto fosse tido em conta, João Pinto seria o próximo presidente da FPF.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Os burros somos nós



O assessor da Federação Portuguesa de Futebol, Onofre Costa explicou no início da conferência de imprensa, após o empate da Selecção Nacional com a Albânia, o abandono de Gilberto Madaíl da Tribuna Presidencial nos minutos finais e de Carlos Queiroz no «flash-interview» após o jogo.
A explicação foi que o presidente da Federação teve que ir à casa de banho e acabou por ficar a ver os minutos finais no interior do estádio, através de um ecrã gigante. Já em relação à ausência de Queiroz do «flash-interview» foi explicado que o treinador quer sempre no final dos jogos falar primeiro com os jogadores, o que terá dito aos responsáveis da TVI e acabou por fazer no balneário. Depois acabou por não regressar ao relvado, devido ao aperto de horários, porque tinha de subir escadas o que o fez atrasar-se ainda mais.

Para dizer isto mais valia fazer de conta de que nada se havia passado. Estão a chamar burros aos portugueses, porque esta justificação não lembra nem ao diabo.

Acredito que Onofre Costa foi apenas o mensageiro, mas enquanto assessor da FPF devia saber que a pior coisa que se pode fazer num momento de crise é negar a sua existência.

A explicação acaba por ser tão lamentável quanto os factos que a motivaram.

Uma lição de atitude


A Selecção Nacional não foi além de um empate a zero diante da Albânia, na partida desta noite, realizada em Braga, a contar para o apuramento para o Mundial 2010.

Um escândalo o resultado, mas o pior foi mesmo a atitude dos jogadores portugueses. É verdade que ficou por marcar uma grande penalidade sobre Cristiano Ronaldo; que Carlos Queiroz podia ter sido mais ousado nas substituições, sobretudo quando fez entrar Nani e Quaresma, retirando do jogo Danny (um dos melhor em campo) e João Moutinho (que voltou a desiludir com a camisola das quinas), em vez de tirar um dos laterais, apostando tudo no ataque e que Deco faz muita falta no meio campo.

Mas não foi por nenhuma destas razões que Portugal perdeu (um ponto em casa diante de uma Albânia sabe a derrota). A selecção não venceu o jogo porque os seus jogadores entraram convencidos que, mais minuto, menos minuto, a coisa ia acabar por se resolver (mesmo depois de Queiroz ter, e bem, avisado que a Albânia era candidata a eliminar uma das equipas com aspirações no apuramento), só que do outro lado estiveram 11 (até aos 40 minutos, porque depois ficaram só 10, mas que chegaram para a encomenda e fizeram Portugal ficar ainda pior na fotografia) guerreiros albaneses, que sendo algo «toscos» tecnicamente, nunca se desuniram e acreditaram sempre que podiam não perder, dando uma lição de atitude a Portugal, que diga-se, os nossos jogadores há muito mereciam. Ter um nome não chega para se ganhar um desafio de futebol e depois das últimas conquistas, é ver os jogadores portugueses cheios de vaidade e a subestimar os adversários.

É bom que desta tenham aprendido, sobretudo Ronaldo, que após ter feito um disparate reagiu de forma provocatória aos assobios do público, que merecia mais respeito, porque apoiou muito mais a equipa do que aquilo que ela merecia. Um capitão de equipa não pode ter esta atitude e devia perder a braçadeira já no próximo jogo.

Mas nem só os jogadores de aprender o que é a atitude. Gilberto Madaíl necessita de um curso intensivo. Abandonar a bancada a sete minutos do fim do jogo, quando o resultado não é o melhor, quando os jogadores estão de cabeça perdida e Queiroz já nada pode fazer, é um mau sinal e só vai ajudar a desestabilizar, porque a imprensa vai adorar explorar o tema nos próximos dias.

Outro que necessita de aprender alguma coisa é Carlos Queiroz. O seleccionador nacional não se pode esconder e escusar-se a justificar mais este desaire ao povo, que exultou aquando da sua nomeação para o cargo prestando-lhe o seu apoio e homenagem. Não comparecer no «flash interviu» não foi uma atitude digna.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A crise é um mito


O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, apresentou hoje o novo patrocinador da Taça de Portugal. Trata-se do banco Millennium BCP, apenas e só a maior entidade bancária privada de Portugal.

O contrato é válido para as próximas três temporadas e traduz-se no aumento das receitas das transmissões televisivas e da publicidade estática para os clubes, das verbas a pagar por cada um dos jogos objecto de transmissão televisiva e será ainda atribuído um prémio aos finalistas – vencedor e vencido – que se prevê poder totalizar 700 mil euros, 500 para o vencedor e 200 mil euros para o vencido. O que segundo Gilberto Madail faz com que o vencedor venha a arrecadar "perto de um milhão de euros, e o finalista vencido poderá atingir valores entre os 500 e os 700 mil euros".

Foi ainda anunciado que os clubes não profissionais (que são os que mais precisam) ainda vão ter que aguardar para ver se é possível arranjar umas esmolas, para que estes possam também encher os cofres.

Ou seja, depois de tudo somado parece que a Taça de Portugal Millennium se vai tornar numa espécie de «Champions» cá do burgo. Mas não havia para aí uma crise qualquer que estava a deixar todos em pânico, com falências de bancos à mistura e tudo? Não era também este BCP, que viveu recentemente um período conturbado, que mais estava a sofrer com a dita crise?

Com todo este investimento, numa competição que diga-se o que se disser, os portugueses só se lembram dela porque o que gostam mesmo é de ir ao Jamor fazer uma patuscada, só posso concluir que, afinal, a crise é um mito.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ninguém caça o Caçador


Estranhamente Rui Caçador manteve-se no comando técnico da selecção nacional de sub-21, depois de vários anos a acumular fracassos à frente da equipa.

Em declarações ao sítio da Federação Portuguesa na Internet, o treinador disse hoje que espera começar um novo ciclo da melhor forma, ganhando amanhã à Ucrânia em jogo de preparação:
"O resultado de amanhã não é o mais importante, mas não podemos escamotear que não se fazem campeões ou candidatos à vitória sem ganhar. Estamos a iniciar um ciclo e era bom que ele tivesse início com uma vitória".

Este discurso de facto já enjoa, é pena que (para variar) o presidente da Federação ande mais uma vez a fazer de conta que ocupa o cargo, a prova é que não teve a coragem de despedir o treinador, depois de falhado o apuramento para o Europeu.

Mas já agora eu dou uma ajuda, Nelo Vingada anda algures perdido no mundo e foi com ele e Carlos Queiroz que as selecções jovens conseguiram os melhores resultados. Porque será?