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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Leitores não acreditam no pleno

Encerrou hoje a última sondagem do Chuto de Letra onde perguntamos aos nossos leitores se a Selecção Nacional vai conseguir vencer todos os jogos até final do apuramento para o Mundial. Num total de 30 participantes, 25 (83 por cento) responderam que não e 5 (16 por cento) afirmaram que sim.
A minha posição é a de que a selecção vai conseguir vencer esses cinco jogos. Goste-se ou não do seleccionador, a verdade é que a equipa pratica melhor futebol e até tem criado as oportunidades suficientes para vencer os encontros, porém tem falhado sistematicamente na finalização. Mas isso não vai acontecer sempre.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

14 anos depois D10S regressa à Terra


Para aqueles que têm fé - e eu tenho - a última aparição de D10S na Terra foi há 14 anos, no Mundial dos Estados Unidos, em 1994. Com a sua aura encantou todos os que tiveram o privilégio de assistir ao encontro com a Nigéria, apontando o seu último grande golo, na transformação de um livre esplendoroso.

Agora está de volta, 14 anos tiveram que esperam os seus fieis para o voltar a ver. Regressa de novo na sua Argentina, porém a fé dos seus seguidores, outrora inabalável, já não é a mesma. Ninguém acredita que seja capaz de guiar novamente a Argentina ao título Mundial, como o fez em 1986.

Como já aqui escrevi não me parece que Maradona tenha o perfil ideal para comandar a selecção argentina, mas também não acredito que vá ser um seleccionador/treinador. Acredito que vá escolher os nomes e que a intenção da Federação seja aproveitar o mito de D10s, para inspirar os jogadores. Quanto ao trabalho de campo, esse ficará entregue ao restante elenco que vai acompanhar Maradona.

Mas, e se a Argentina chega de novo ao título mundial em 2010, com Maradona na selecção, a que dimensão será elevado el D10s?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O povo está dividido


Os recentes resultados da selecção nacional - derrota com a Dinamarca e empates com Suécia e Albânia - deixaram o povo português dividido. Pelo menos a julgar pelos resultados do inquérito do «Chuto de Letra», onde se perguntava: Ainda acredita que Portugal se vai apurar para o Mundial 2010? Dos onze votantes, cinco continuam com fé, ou esperança, e seis perderam completamente as expectativas de ver Portugal na África do Sul, o que mostra bem a divisão que se vive em território lusitano.

Devo dizer que optei por não dar a minha opinião, para não influenciar os resultados, porque se o tivesse feito, o resultado final seria uma divisão perfeita, porque eu ainda acredito.

E penso que por estes dias todos nós ganhamos um novo motivo para a acreditar. Esse motivo tem nome e chama-se Liedson. Um dos melhores marcadores de sempre do Campeonato português vai adquirir nos próximos tempos a nacionalidade portuguesa, podendo constituir opção para Carlos Queiroz.

Caso o brasileiro entenda jogar por Portugal fica resolvido um dos maiores problemas da equipa de todos nós, o lugar de ponta-de-lança. A selecção só terá a ganhar com a inclusão de alguém que para além de se saber movimentar na área e perto dela, normalmente não falha na hora de atirar a contar. O contrário acontece com os actuais avançados que Carlos Queiroz tem à disposição e para tal basta lembrar o último jogo, onde por diversas vezes Hugo Almeida apareceu em boa posição, mas não foi capaz de fazer golo.

Que venha Liedson, quanto mais não seja para nos fazer acreditar um pouquinho mais.

sábado, 18 de outubro de 2008

Para quem ainda não percebeu: Scolari VS Queiroz






Na sequência do empate da Selecção Nacional diante da Albânia, da última quarta-feira, tenho vindo assistir ao eclodir de uma campanha que me dá asco, de tentativa de Golpe de Estado, leia-se correr com Queiroz do comando técnico. A acrescentar a tudo isto surgiu também um movimento saudosista pró-Scolari, daqueles bem à moda lusitana (lembram-se de D. Sebastião?).



Sou um defensor convicto de Carlos Queiroz e digo desde já, que mesmo que não consiga o apuramento para o Mundial 2010, deverá permanecer no cargo, pois ao contrário de Scolari, tem um projecto para o futebol português.



Quanto ao técnico brasileiro, fui sempre um crítico do seu trabalho, pois considero que é um treinador bem à moda do Brasil (conhecem algum que tenha sucesso na Europa?), muito fraco tacticamente, mau a ler o jogo e a sua acção nunca foi decisiva durante um jogo. Claro que teve coisas boas, das quais destaco o facto de ter tido sempre os jogadores na mão, mesmo tomando opções muito discutíveis (falo de Baía claro está, mas há mais), a verdade é que o grupo esteve sempre com o ex-seleccionador e isso é um mérito exclusivamente seu.



Mas para quem ainda não percebeu, passo a explicar porque considero Queiroz uma melhor opção.



Scolari chegou a Portugal em 2003, onde veio encontrar uma selecção da qual ninguém esperava grande coisa. Porque os resultados no Mundial do Japão foram o que se sabe e porque durante quase dois anos, a equipa não disputou um único encontro oficial. Ou seja, Scolari teve dois anos para preparar uma equipa.



Por seu lado, Carlos Queiroz regressa a Portugal numa altura em que a selecção tem que disputar um apuramento para um Mundial, onde ninguém admite que não vamos estar, porque andam todos convencido que temos uma das melhores selecções do Mundo. Eu até concordo, mas só se dissermos que temos a 9ª melhor equipa, porque há outras bem melhores que a nossa (Espanha, Itália, Inglaterra, Argentina, Brasil, Alemanha, Holanda e Croácia). Logo a pressão é muito maior, algo que Scolari só sentiu verdadeiramente durante o Euro 2004.



Mas a grande diferença está nas equipas que os dois treinadores vieram encontrar e aqui Scolari tem uma vantagem imensa.



Para o Euro 2004 Scolari convocou os seguintes jogadores: Guarda-Redes – Ricardo, Quim e Moreira; Defesas – Paulo Ferreira, Miguel, Nuno Valente, Rui Jorge, Fernando Couto, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade e Beto; Médios – Costinha, Petit, Tiago, Maniche, Rui Costa, Deco, Figo e Simão; Avançados – Pauleta, Nuno Gomes, Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga. Se olharmos bem podemos facilmente perceber que esta equipa tem dois jogadores por posição bastante semelhantes. De fora ficaram jogadores como Vítor Baía (eleito nesse ano o melhor guarda-redes da Europa), Boa Morte que havia feito nessa época a sua melhor temporada de sempre e Fernando Meira que já despontava como um dos melhores estrangeiros a actuar na Alemanha. A destacar ainda o facto de metade desta equipa ter sido campeã europeia pelo FC Porto, de ter jogadores com elevada experiência internacional como Rui Costa, Figo e Pauleta, sendo que os dois primeiros, mais Fernando Couto eram verdadeiros lideres de balneário. Esta equipa apresentava ainda uma média de idades de 26 anos, ou seja, estava no ponto!



E que fez Scolari? Chegou à final e perdeu com a Grécia. A jogar em casa, com o Estádio da Luz cheio e com um país inteiro a carregar a Selecção Nacional às costas não me digam que foi um bom resultado. Já sei que é o melhor resultado de sempre, mas bom era vencer, era essa a obrigação depois de estar na final e falhou.



Agora vamos a Carlos Queiroz. A última convocatória foi a seguinte: Guarda-redes - Eduardo, Quim e Daniel Fernandes; Defesas - Bosingwa, Paulo Ferreira, Bruno Alves, Fernando Meira, Pepe, Tonel, Antunes, Miguel; Médios - Maniche, Deco, Raúl Meireles, Danny, Carlos Martins, João Moutinho; Avançados - Ricardo Quaresma, Cristiano Ronaldo, Nani, Nuno Gomes Yannick e Hugo Almeida. Para começar perdeu Deco (e já todos sabemos que não há ninguém capaz de fazer o mesmo papel), Bosingwa e Maniche (há ainda o caso de Ricardo Carvalho), tudo jogadores titulares, tendo chamado posteriormente Manuel Fernandes. Olhando para este «plantel» nem sei a quem deveria dar a braçadeira de capitão, Ronaldo não tem perfil, Nuno Gomes talvez fosse uma boa opção, mas o que mais se assemelha a um líder é mesmo Maniche. Ou seja, não há um jogador que seja o espelho do exemplo para os que estão a chegar, que como sabemos são muitos. A média de idades em relação ao à equipa que esteve no Euro mantém-se, o que muda, e que tem feito toda a diferença é a experiência destes atletas. Dez destes jogadores acabam de chegar à selecção e na sua maioria são ainda jovens. Esta equipa carece de um bom lateral-esquerdo, não há um trino como Costinha ou Petit e não tem um avançado como Pauleta. Mas não tem, não por culpa de Carlos Queiroz, não tem porque não existe, estes são os melhores.



Ou seja pede-se a Queiroz que faça o mesmo ou até mais, tendo menos que Scolari, esquecendo-se que o grande desafio da actual equipa portuguesa até nem é chegar ao Mundial, é crescer como equipa e para isso é preciso tempo. Queiroz tem ainda que «levar» com as asneiras que ainda deixaram o brasileiro fazer, antes deste ter ido para o Chelsea. Lembro que o calendário foi ainda «negociado» por Scolari. Agendar os encontros com a Suécia e Dinamarca para esta fase, onde a remodelação ainda vai no início, só podia mesmo vir da incompetência de Scolari.



Mas o maior de todos os males é mesmo Queiroz ser português e não falar com sotaque, porque então tudo lhe seria perdoado.






P.S. - É verdade que me estiquei na letra, mas tinha que ser!



sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Maradona quer treinar a Argentina


Aquele que é para muitos o melhor jogador de todos os tempos - o melhor é sempre subjectivo, mas foi o melhor que vi jogar -, Diego Maradona quer treinar a selecção argentina, depois de Alfio Basile ter apresentado a demissão do cargo após a derrota com o Chile, em jogo de apuramento para o Mundial 2012.

Embora seja um dos nomes apontados, não é sequer um dos favoritos ao cargo, o que não admira. Diego era mágico enquanto jogador, fez coisas que mais ninguém repetiu, mas como treinador nunca provou nada e além do mais, o seu passado, ligado às drogas (que nunca se percebe bem se é mesmo passado) é incompatível com o cargo de seleccionador de uma das maiores nações do futebol mundial, que ele próprio ajudou a erguer.

A menos que os argentinos estejam a ficar iguais aos portugueses e pensem que Maradona é o D. Sebastião que os vai salvar.

A solução para irmos ao Mundial


Segundo uma noticia de hoje do Maisfutebol, que cita o jornal italiano «Gazzetta dello Sport», a equipa do Midland Portland Cement da segunda divisão do Zimbabué, encontrou uma forma , no mínimo peculiar, de ultrapassar uma crise de resultados. Ao que parece, após a consulta de alguns especialistas, descobriram que se tratava de mau-olhado. A solução era mergulhar no rio Zambeze para afastar de vez a maldição que lhes tinha sido lançada por alguém.
Os jogadores foram então obrigados pela direcção do clube a mergulhar no rio, lançaram-se às águas e durante alguns minutos tiveram que nadar para deixar o mau-olhado nas correntes fortes. O problema é que a zona do Zambeze onde mergulharam é habitada por crocodilos e está mesmo interdita, sendo proibido mergulhar nas águas.

Resultado: entraram dezasseis jogadores e só regressaram a terra quinze; um deles continua desaparecido e a policia local não acredita que o jogador venha a ser encontrado.

Ao ler esta notícia dei comigo a pensar: Será que não aconteceu o mesmo à nossa selecção?

Sim, porque não há explicações racionais para perder com a Dinamarca daquela maneira e consentir um empate com a Albânia, em casa, e ainda por cima reduzida a 10, só pode mesmo ser bruxedo.

Talvez a solução para irmos ao Mundial seja Queiroz mergulhar os jogadores da Selecção Nacional no Tejo, para ver se estes deixam lá ficar as peneiras e começam a jogador futebol.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Desta vez a conta é fácil


Com quatro jogos realizados na campanha de apuramento para o Mundial de 2010 e apenas cinco pontos somados, fruto de uma vitória, outra derrota e dois empates, Portugal perdeu toda e qualquer margem de erro.

Para variar vamos ter que recorrer à calculadora e fazer contas. Só que desta feita com duas diferenças: começamos mais cedo a recorrer à matemática; mas a conta é bastante simples. De facto, Portugal tem que vencer todos os jogos e somar 23 pontos até ao fim da qualificação, para se poder apurar para o Mundial.

domingo, 12 de outubro de 2008

Quando fata Deco...


A Selecção Nacional empatou a zero em Estocolmo com a Suécia, voltando a perder pontos na caminhada rumo ao Mundial 2010.

É verdade que não foi um mau resultado, e já dizia Scolari, ganhar em casa e empatar fora pode ser suficiente para conseguir o apuramento, mas o que se viu em terras nórdicas foi uma selecção vazia de ideias, que é como quem diz, vazia de Deco.

Portugal é uma equipa dependente do «Mágico» (o que não considero negativo, ser dependente de um craque só pode ser motivo de alegria) e não há quem o possa substituir quando este não pode dar o contributo à equipa.

Moutinho provou que não faz parte da solução e Queiroz não quis experimentar Danny naquele lugar (sei que não tem as mesmas características), quando talvez seja o único a poder fazê-lo com semelhante brilhantismo.

Na defesa, os primeiros minutos foram aflitivos, os centrais não se entendiam e Quim parecia inseguro (prova de que há mesmo um síndrome de titularidade na baliza de Portugal), só por sorte os suecos não se adiantaram, ma o que valeu foi mesmo o 0-0. Conclusão: continua a ser necessário ganhar na Dinamarca.