domingo, 17 de maio de 2009

Joge Costa e o regresso do Algarve


Como se pode ver por aqui a cidade de Olhão está em festa, após a equipa local ter garantido hoje a conquista do título da Liga de Honra e o consequente regresso ao principal escalão do futebol nacional. A Olhanense de Jorge Costa esteve quase desde início da época nos lugares de subida, pelo que a vitória no escalão secundário é inteiramente justa e merecida, para uma região que, desde os tempos do Farense, estava arredada da elite do futebol português. O seu regresso saúda-se para que o nosso principal Campeonato seja cada vez mais Nacional.

Além da direcção do emblema algarvio, há um rosto por trás da vitória que importa destacar. Falo do técnico Jorge Costa. Quando o antigo capitão do FC Porto abandonou os relvados fui dos que defendeu que poderia ter sucesso como treinador. Os conhecimentos sobre o jogo estão lá e a capacidade de liderança que sempre demonstrou enquanto jogador levaram-me a acreditar que pode ser um excelente condutor de homens.

Porém, a carreira de Jorge Costa como técnico principal começou de pernas para o ar, quando foi chamado a liderar a equipa do Sporting de Braga. Num ano conturbado, a equipa não correspondeu ao que se esperava e Jorge Costa que, se não me falha a memória havia rendido Carvalhal, não conseguiu chegar ao final da época. Era cedo para estar no comando de uma equipa com o peso e a importância do Braga. Independentemente de ser um grande campeão, como treinador, Jorge Costa nada havia provado e aquilo que muitos consideraram como uma despromoção, quando rumou ao Algarve, deu-lhe a tranquilidade que não teve em Braga para poder evoluir como técnico. O título acaba por ser a cereja no topo do bolo para um homem que, estou convicto, ainda irá chegar aos grandes de Portugal.

Uma questão de mentalidade



Não sabe a maioria dos leitores do Chuto de Letra que, em termos desportivos, além do futebol, tenho outra paixão. Trata-se do basebol - assim mesmo à portuguesa -, modalidade da qual já fui inclusivamente praticante, como tal sigo atentamente as incidências da maior liga do mundo, a MLB, e acompanho sempre que possível as transmissões dos jogos através do canal ESPN America. A esta hora estão vocês a perguntar o que tem isto a ver com futebol, por isso, aconselho calma que já perceberão quando passarem mais umas poucas linhas.

Pois bem, estava eu na passada sexta-feira a acompanhar a transmissão da partida entre os Colorado Rookies e os Pittsburgh Pirates, quando à entrada para o oitavo inning - num total de nove - o árbitro da partida comete um erro, «anulando» um ponto aos de Colorado, que perdiam por 1-0. Para os menos acostumados com estas coisas do basebol, imaginem que a vossa equipa entra num jogo a perder 1-0, com um golo nos minutos iniciais, e passa o restante tempo a tentar chegar à igualdade, mas sem conseguir ultrapassar a bem organizada defensiva adversária, que vai chegando para todas as investidas. Porém, a 10 minutos do final o vosso avançado consegue isolar-se e atirar para o empate, mas o árbitro decide, erradamente, anular o golo por fora-de-jogo. Convenhamos que caía tudo em cima da arbitragem, a começar pelos comentadores televisivos, sendo que durante toda a semana não se iria falar de outra coisa.

No basebol aconteceu precisamente o contrário e, depois de analisadas as repetições que permitiram concluir que a decisão do árbitro tinha sido errada, o comentador de serviço tem o seguinte comentário: "É verdade que o ponto era válido, mas o árbitro, que é soberano, assim não entendeu. Que siga a festa".

Ou seja, ao contrário do que acontece no futebol, ninguém crucificou o árbitro e, apesar da equipa prejudicada ter protestado - no basebol é permitido ao treinador falar com o árbitro -, acabou por aceitar a decisão, continuando a lutar para chegar ao empate, que acabou mesmo por acontecer no último e decisivo inning, com os de Colorado a chegarem mesmo à vitória, por 3-1.

Como se vê a mentalidade americana é muito diferente da nossa, é certo que o árbitro errou, mas ninguém levantou suspeitas, nem se vai passar a semana a falar do assunto. O próprio comentador de serviço foi o primeiro a dar o caso como encerrado à nascença. Certamente o futebol teria mais ganhar se imitasse alguns destes comportamentos e formas de estar.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quem deixa o Dragão?


Com a chegada do final da época, tem sido hábito o FC Porto fazer alguns dos melhores negócios do defeso, rentabilizando passes de jogadores comprados quase ao preço da chuva. Para tal, as boas prestações que as suas equipas têm tido contribui decisivamente para que, ano após ano, os cofres do tetracampeão se vão enchendo de vários milhões de euros.


Este ano não foi excepção e, embora a crise económica possa fazer diminuir os valores que Pinto da Costa está habituado a receber pelos passes dos seus jogadores, é de crer que pelo menos dois jogadores sejam transferidos por verbas a rondar os 20 milhões de euros, pelo menos.

Assim sendo, vou deixar aqui os meus dois palpites. Creio que o primeiro a deixar o Dragão será o avançado argentino Lisandro Lopez. É claramente um jogador com muito mercado e arrisco desde já que acabará no Inter de Milão. Em tempos, José Mourinho elogiou bastante a capacidade do atacante portista, elegendo-o mesmo como melhor jogador da Liga portuguesa.

Acredito que Lisandro caberia muito bem no plantel do Inter, que necessitará de reforçar a frente de ataque, sobretudo depois da saída de Adriano. A acontecer, tenho apenas dúvidas quanto à forma como será fechado o negócio: aceitará o FC Porto negociar o passe do jogador recebendo apenas dinheiro em troca? Será de ter em quanta um eventual regresso de Quaresma, mesmo que por empréstimo? Poderá ser esta a oportunidade perfeita para Pinto da Costa dar mais um alfinetada no Benfica, garantindo o concurso de Suazo?

O outro jogador que estou em crer que vai abandonar os azuis e brancos é o médio Fernando. Pode parecer estranho apontar Fernando, quando podia falar de Raúl Meireles, Bruno Alves, Lucho ou até mesmo Hulk e Rodriguez, mas estou convencido que Alex Fergusson ficou interessado naquele rapaz que, em Old Trafford, lhe tapou quase todos os caminhos para a baliza de Helton. Fernando tem qualidade e é ainda jovem e já sabemos o quanto o técnico escocês gosta deste tipo de jogadores. Ronaldo, Nani e Anderson são exemplos perfeitos de que Sir Alex está atento ao futebol nacional.

Estas são as minhas apostas e as vossas?

FOTOS:Reuters

quarta-feira, 13 de maio de 2009

E o burro é...


A frase "e o burro sou eu?" ficou celebre em Portugal após uma Conferência de Imprensa de Scolari nos tempos em que era Seleccionador Nacional e já foi utilizada por quase todos nós. Porém, nunca se ficou a saber quem era de facto o burro. No entanto, o Chuto de Letra está em condições de revelar que, afinal, o burro é Luisão, defesa-central do Benfica.

Não perceberam? Então façam o favor de ler o que disse o jogador em entrevista publicada hoje, e entretanto corrigida, no Globoesporte: "Acho que vamos conseguir esse terceiro lugar sim e, desse modo, uma vaga na Champions. Dependemos apenas da gente".
É preciso explicar?

FOTO:REUTERS

Lost


Não, este post não é sobre a magnifica série da ABC, que conta a história dos sobreviventes de um acidente aéreo numa misteriosa ilha tropical do Pacifico. Pretendo antes abordar aquilo que me parece ser o estado de desorientação total porque passa Quique Flores.

Se há qualidade que admiro no espanhol é a forma como normalmente se apresenta nas Conferências de Imprensa, bem como a maneira como aborda os vários assuntos colocados pelos jornalistas, sem nunca entrar em jogos para fugir a questões que não lhe são fáceis.

Porém, ou Quique Flores teve um dia mau na passada sexta-feira, ou começa ele próprio a ficar perdido na manta de retalhos em que está transformado o Benfica. Durante a antevisão da partida com o Trofense, Quique salienta que a equipa técnica que comanda conseguiu cumprir objectivos, mas daqueles que não são apreciados pelos adeptos: "Cumprimos objectivos mas que por vezes parecem invisíveis, como é o caso de terem sido lançados jovens na equipa principal, e o facto do Benfica ser a equipa da Europa com menos lesões".

Na verdade Quique lançou um jovem na equipa principal,Miguel Vítor, e arrumou para canto outro que bem podia ser titular, falo de Sidnei. Claro que não fui investigar se o Benfica é ou não a equipa da Europa com menos lesões, mas só não o fiz porque simplesmente isso não interessa para nada.

"De uma forma geral estamos muito melhor" referiu ainda o técnico do Benfica, ideia que aliás tem vindo a fazer passar nos últimos meses, o problema é que só ele parece perceber onde e em quê.


Em suma, Quique Flores está tão perdido quanto os personagens da série da ABC, só que aquela história da gozo apreciar, já a do espanhol...

FOTO:AP

Os romenos passaram-se!


Segundo avança o Diário de Notícias, o Rapid Bucareste quer vender ao FC Porto os 50% do passe de Sapunaru que ainda detém e pede 2,5 milhões de euros. O jornal cita George Copos, um dos principais accionistas dos romenos, que afirma haver clubes interessados no lateral-direito, entre eles, pasmem-se (!), o Bayern de Munique.

Compreendo que o Rapid não esteja a atravessar uma boa fase financeira e que seria conveniente aos romenos que o FC Porto comprasse o restante passe de Sapunaru, mas utilizar como argumento que o Bayern está interessado não me parece uma boa estratégia.

Sapunaru chegou a Portugal rotulado como melhor lateral direito do seu país, mas cedo se percebeu que estava a léguas de Bosingwa - seria difícil encontrar outro igual, mas tão diferente era escusado -, porém com o decorrer da época e após a lesão de Fucile conseguiu subir de rendimento e atingir um nível aceitável para o que deve ser um jogador de uma das melhores equipas de Portugal e da Europa.

No entanto, está longe, muito longe aliás, de ser o tipo de jogadores que, digo eu, interessam a equipas de topo como o Bayern. Se a ideia era inflacionar o preço dos 50% do passe que ainda detém, a cartada saiu muito mal aos responsáveis do Rapid.

FOTO:AP

Decidam-se!


Adoro quando os nosso três jornais desportivos entram em completa contradição, mas hoje a situação ganhou contornos que apenas fazem a imprensa cair no ridículo. Senão vejamos, O Jogo que ontem garantia a continuidade de Jesualdo Ferreira no FC Porto, anuncia com pompa que o Benfica chegou a acordo com Jorge Jesus para que este substitua Quique Flores no banco encarnado, faltando apenas negociar com o Braga para o negócio ser fechado. Já A Bola assegura que Jesualdo Ferreira vai ficar mais um ano no Dragão e lança Scolari para a Luz, ao mesmo tempo que diz que Quique não colocará entraves a uma eventual saída do Benfica. Por último, mas não menos importante, temos o Record a colocar os três grandes numa guerra aberta por Jorge Jesus, indicando que o Benfica quer o técnico do Braga, que o FC Porto já o escolheu para suceder a Jesualdo e que o actual técnico bracarense não quer falar com os candidatos à presidência do Sporting.
Então, pergunto eu, em que é que ficamos? Ainda acham que três jornais desportivos diários não é muita coisa para um país com a dimensão de Portugal?

Quem castiga Duarte Gomes?


O Comissão Disciplinar da Liga liderada por Ricardo Costa continua a demonstrar a desorientação que tem pautado o seu trabalho ao longo de toda a época desportiva, vindo desta feita penalizar o treinador adjunto do Sporting, Ricardo Peres, com uma advertência e 500€ de multa pelos incidentes ocorridos no passado sábado com o árbitro Duarte Gomes antes do início do Sporting- Vitória de Setúbal.

Claro que Ricardo Peres merecia uma chamada de atenção, mas esta tomada de decisão da CD é vergonhosa, uma vez que quando existem imagens televisivas que demonstram o sucedido, elabora um castigo com base no relatório do árbitro, que é quem tem maior responsabilidade neste caso.

Ricardo Peres vai ficar sem 500€ e quem castiga Duarte Gomes pelo empurrão ao técnico leonino?

Nilmar à Maradona

Como diz o jornalista, num golo destes não há nada que se possa dizer, apenas ver, rever e aplaudir.


A grande vitória de Jesualdo Ferreira


Depois de Lippo Herczka (Benfica, 1935, 1936 e 1937), Randolph Galloway (Sporting, 1950, 1951 e 1952), Bella Guttmann (FC Porto, 1958, Benfica 1959 e 1960) e Jimmy Hagan (Benfica, 1970, 1971 e 1972) terem comemorado um tricampeonato pessoal, em 2008/09 chegou a vez de Jesualdo Ferreira entrar no lote, com a particularidade de ser o primeiro treinador português a alcançar tal feito.

Porém, na minha opinião, esta não foi a grande vitória de Jesualdo Ferreira. Não foi tão pouco ter conseguido transformar uma equipa que, em Outubro todos eram unânimes em afirmar que era mais fraca, tinha piores jogadores e como tal não chegaria sequer perto do título. A grande vitória do técnico portista foi conseguida fora do campo e já depois de ter entrado na história, ao conquistar o seu «Tri» e o «Tetra» para os Dragões. Aconteceu em plena conferência de imprensa, quando o técnico foi surpreendido por vários jogadores do plantel, levando Jesualdo a finalizar a conversa com os jornalistas.

Estava Jesualdo Ferreira a falar sobre a continuidade no clube na próxima época quando Hulk, Tomás Costa, Rodriguez, Raul Meireles e companhia tomaram de assalto a sala de imprensa, entoando «Campeões, allez! Campeões, allez! Campeões, allez», ao mesmo tempo que davam mais um banho de champagne no técnico.

Quando um dia se fizer a história desta conquista portista esta será a imagem que vai ilustrar o texto. Num momento de rara beleza, o técnico portista deve ter-se sentido, naquele momento, o maior treinador do mundo, ao ser reconhecido por aqueles que mais lhe são próximos. A acrescentar a tudo isto, vários elementos do plantel foram unânimes em atribuir ao seu treinador o grande mérito pela chegada ao título e pela forma como o grupo evoluiu como equipa, exigindo ainda a sua continuidade.

É caso para dizer que esta seria a altura ideal para Jesualdo Ferreira abandonar o FC Porto e talvez até a carreira de treinador. Sairia em grande, com três títulos no bolso, uma excelente campanha europeia e quem sabe com mais uma Taça de Portugal. Abandonaria também com o reconhecimento que ao longo de tantos anos de futebol nunca teve.



terça-feira, 12 de maio de 2009

Boas e más opções


A viagem de Luís Filipe Vieira e Rui Costa na passada semana a Londres terá tido, segundo a imprensa da especialidade, como principal propósito a tentativa de negociar o defesa brasileiro Luisão e o atacante Óscar Cardozo.

Segundo o «Record», Manchester City e Portsmouth estariam de olho no defesa de 28 anos e avaliado em 25 milhões de euros. Já o paraguaio, que não sai de Portugal por menos de 11 milhões, também estaria na mira da equipa de Manchester.

Sendo certo que para a próxima época o Benfica não terá liquidez para investir o mesmo que há um ano, parece-me razoável que se pense em vender jogadores, o problema é que poucos atletas do actual plantel encarnado poderão ser negociados por valores interessantes, daí que seja necessário vender um ou dois dos seus principais nomes.

A ser verdade, vender Luisão, um central mediano, mas que em Portugal parece ter convencido todos, incluindo o seleccionador brasileiro, que é um Deus do futebol, por 25 milhões de euros seria um autêntico negócio da China e aprovo naturalmente a sua saída, embora não acredite que tais números cheguem à Luz.

Porém, fazer sair Cardozo apenas por 11 milhões será um duplo erro. O paraguaio pode não ser nenhum craque, mas sabe jogar dentro da área e melhor que tudo, faz golos, pelo que acredito que pode ainda valorizar-se mais. Além claro de fazer falta ao plantel que, a consumar-se a saída, ficaria apenas com Nuno Gomes para o ataque, além de Makukula, caso regresse de Inglaterra o que não é de todo provável.

Está também a ser intensamente noticiado que o Benfica pondera contratar um treinador para o lugar de Quique Flores. Se a saída do espanhol é claramente necessária, acredito que o seu substituo tem obrigatoriamente de ser português.

Dois nomes estão em cima da mesa: Scolari (que por razões óbvias não vou sequer comentar) e Jorge Jesus. Já por mais do que uma vez defendi que o actual técnico do Braga é um solução de enorme qualidade e garantia para qualquer dos três grandes. Tem provas mais do que dadas e conhece profundamente o nosso futebol, conhecimento adquirido ao longos dos vários anos de carreira que já leva, desde que começou na 3ª Divisão ao serviço do Amora.

Resumindo, mais uma vez o Benfica entra em processo de reconstrução, resta aos adeptos esperar que Vieira e Rui Costa acertem nas opções. Vender Luisão é bem pensado, já o mesmo não se passa no caso de Cardozo. Contratar Jesus é para ontem, Scolari é para...descer de divisão?

FOTO:DR

O que fazer a Quique?

Nas últimas semanas a situação de crise (mais uma) no Benfica agudizou-se, com a equipa a perder vários pontos que lhe retiraram o título e a possibilidade de chegar à Liga dos Campeões, numa temporada cujo único apontamento positivo foi a conquista da Taça da Liga.
A posição do técnico espanhol tem sido muito discutida, mas até ver, nem Vieira, nem Rui Costa, confirmam a permanência de Quique na Luz na próxima temporada. Este é precisamente o tema da nova sondagem do Chuto de Letra: O Benfica deve abdicar de Quique Flores? Participem!!

Golaço ou frango?

O médio Maurício fez ontem o único golo na vitória do Fluminense sobre o São Paulo em partida da jornada inaugural do Brasileirão 2009.
Para mim trata-se de um golaço, pois além do pontapé ser fortíssimo e espontâneo, vai muito colocado e não deixa grandes hipóteses de defesa. Destaco ainda o pormenor do jogador no momento da recepção da bola antes de atirar a contar.
Porém, a discussão foi levantada por um amigo, que defende tratar-se de um frango do guarda-redes. Eu discordo e vocês?

Leitores tinham razão



Nota: Não tem sido fácil manter o blogue actualizado nas últimas semanas, situação que terá sido ultrapassada, pelo que voltarei a escrever aqui diariamente,ou quase.

Na nossa última sondagem perguntamos se as lesões de Lucho e Hulk poderiam «roubar» o título ao FC Porto. Num total de 32 participantes, 30 (97%) responderam que não e apenas dois (3%) disseram que sim.

Presumo que os dois que disseram não, fizeram-no mais em forma de desejo, do que propriamente por convicção, uma vez que, sobretudo depois da vitória em Guimarães, penso ter ficado claro que mais cedo ou mais tarde, o FC Porto chegaria o título pela quarta vez consecutiva.