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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sondagem

Em semana de eleições no Sporting, o Chuto de Letra lança mais uma sondagem: Quem vai ser o próximo presidente do Sporting? Desde já esclareço que a pergunta é quem pensam que vai ganhar o sufrágio e não quem vocês querem que ganhe, ou pensam que seria a melhor solução.
Desde já afirmo que votei Bettencourt embora acredite que Paulo Pereira Cristóvão seja melhor solução. Porquê? Simples, Bettencourt representa mais do mesmo, com as mesmas pessoas e as mesmas estratégias que levaram o Sporting a quatro segundos lugares consecutivos.
O ex-inspector da PJ representa uma outra forma de pensar o clube e de o gerir. Confesso que tenho gostado do seu discurso e penso que merece uma oportunidade de mostrar o que vale.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Democracia!

Não eram estes que passavam a vida a veicular a ideia que no clube deles reinava a democracia e que os actos eleitorais motivavam sempre uma grande participação dos sócios, bem como um rol de candidatos à presidência, que disputavam o lugar sempre com respeito pelas normas democráticas?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fim dos tabus em Alvalade


De uma assentada e para desespero dos jornalistas, os tabus que rondavam Alvalade desfizeram-se num ápice. Primeiro foi Soares Franco que confirmou a não recandidatura, hoje foi José Eduardo Bettencourt quem formalizou a candidatura à presidência do Sporting - sendo que muito provavelmente será eleito - e garantiu a continuidade de Paulo Bento à frente da equipa.

Assim, quase sem dar por isso, a imprensa da especialidade ficou sem ter o que falar sobre o clube. A meu ver a candidatura de José Eduardo Bettencourt foi o melhor que podia ter acontecido ao Sporting. Com a eleição praticamente garantida e a continuidade do treinador, os leões ganham a tão propalada estabilidade para poderem iniciar 2009/10 da melhor forma e com a tranquilidade que Paulo Bento tanto aprecia.

No entanto, o facto de merecer a confiança de Bettencourt não retira a Paulo Bento a pressão de ter obrigatoriamente de conquistar a próxima edição da Liga. É que quatro segundos lugares e algumas Taças menores conseguiram ir acalmando os sportinguistas, mas não creio que estejam dispostos a esperar mais uma época para sentirem o sabor de festejar um Campeonato.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Quem castiga Duarte Gomes?


O Comissão Disciplinar da Liga liderada por Ricardo Costa continua a demonstrar a desorientação que tem pautado o seu trabalho ao longo de toda a época desportiva, vindo desta feita penalizar o treinador adjunto do Sporting, Ricardo Peres, com uma advertência e 500€ de multa pelos incidentes ocorridos no passado sábado com o árbitro Duarte Gomes antes do início do Sporting- Vitória de Setúbal.

Claro que Ricardo Peres merecia uma chamada de atenção, mas esta tomada de decisão da CD é vergonhosa, uma vez que quando existem imagens televisivas que demonstram o sucedido, elabora um castigo com base no relatório do árbitro, que é quem tem maior responsabilidade neste caso.

Ricardo Peres vai ficar sem 500€ e quem castiga Duarte Gomes pelo empurrão ao técnico leonino?

domingo, 26 de abril de 2009

A renovação de Moutinho


Não, Urreta e Fillipe Bastos não se tornaram grandes figuras do futebol do Benfica e, por isso, o blogue não foi encerrado. A ausência da última semana esteve ligada a falta de tempo devido a compromissos profissionais, que me obrigaram a este afastamento.

No regresso, pretendo falar da renovação de João Moutinho. Para mim, este acto da SAD sportinguista e do próprio jogador, deve ser lido como o antecipar do adeus do atleta. Não perceberam, eu explico. O contrato foi prolongado até 2014, a cláusula de rescisão foi fixada em 22,5 milhões de euros, tendo, em contrapartida, João Moutinho prescindido do direito a receber 10 por cento de uma futura transferência, bem como do direito a receber o montante correspondente a 10 por cento de uma eventual proposta, superior a 15 milhões de euros, que a Sporting SAD viesse a declinar.

A leitura que faço de tudo isto é que o atleta prescindiu de várias coisas, para facilitar a sua saída a breve prazo, com a curiosidade de no actual contrato constar que Moutinho abdica de
10 por cento de uma eventual proposta, superior a 15 milhões de euros, que a Sporting SAD viesse a declinar.

Numa altura em que o mercado está em baixa, a transferência não se fará por valores acima dos 20 milhões, por muito que a SAD tente esticar a corda. Moutinho acabará por sair de Alvalade, só espero que não seja para um qualquer clube de segunda linha, como o Everton, porque tem valor para estar num dos maiores clubes do Mundo. Lembro ainda que em Itália, um tal de José Mourinho quer montar uma equipa para atacar a Champions e Moutinho encaixaria no perfil de jogador preferido pelo técnico português. Isto claro, se a Europa do futebol não continuar a dormir, deixando escapar aquele que é ao mesmo tempo um dos melhores médios do panorama actual e um dos mais promissores, porque ainda tem muito por onde crescer.

FOTO:REUTERS

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quanto tempo demora (re)construir uma equipa?


É ideia mais ou menos pacífica que, para se construir uma equipa vencedor e capaz de apresentar bom futebol, que leve à conquista de títulos e boas prestações na Europa, é necessário dar tempo a dirigentes, jogadores e técnicos.

Confesso que não discordo totalmente da ideia de que a estabilidade e a aposta continuada e sustentada num determinado projecto é meio caminho para o sucesso. Mas quanto tempo é necessário? Uns meses? Uma época? Uns anos?

A verdade é que os três grandes do futebol nacional se debatem regularmente com este problema. Porém, por motivos diferentes. O Benfica desfez na década de 90 uma equipa fortíssima, que conquistava títulos e jogava futebol, mas ainda hoje está à procura de reconstruir essa equipa. Bem sei que há quatro anos o Benfica venceu um campeonato, contudo, essa equipa liderada por Trapatoni, não representava propriamente o ideal do que se espera de um Benfica à Benfica.

Em Alvalade, depois de um período de seca que durou 18 anos, consegui-se conquistar dois títulos em três anos. Seguiu-se um período em que, devido às finanças do clube, o Sporting foi «obrigado» a fazer uma aposta séria na sua formação. Da Academia saíram vários craques como Simão, Quaresma, CR7, Moutinho entre outros, todavia e apesar de boa parte do seu actual plantel ser constituído por elementos oriundos da formação, esta ainda não é uma equipa compatível com o que se espera dos leões, para quem vencer algumas Taças menores, nunca será sinónimo de sucesso.

Depois temos o FC Porto, grande dominador do futebol nacional desde o final da década de 70. Estamos a falar de um período de quase 30 anos em que os portistas já (re)construíram várias vezes o plantel, mantendo contudo a competência para voltarem a vencer. Vou reportar-me apenas aos últimos anos e à chegada de José Mourinho. O FC porto não ganhava o Campeonato há três épocas consecutivas, facto pouco comum em 30 anos, e ocupava o quinto lugar na tabela classificativa, tendo até em risco a qualificação para as competições europeias.

Devo referir que pensei na época que estaríamos a assistir ao revolucionar do nosso futebol e que o Sporting, o tal que tinha dois títulos nesses 3 anos, se preparava para assumir o «controlo» dos nosso futebol.

No entanto, Mourinho lá conseguiu o apuramento para a Europa e no ano seguinte, com jogadores vindos de locais recônditos, baratos e de clubes como o próprio Leiria, o Setúbal e até o Benfica, devolveu aos dragões a capacidade de continuar a dominar o nosso futebol e ainda por cima com reflexos na Europa.

Então, quanto tempo demora (re)construir uma equipa? A verdade é que pode demorar apenas alguns meses, desde que haja competência para o fazer. O FC Porto tem tido essa capacidade enquanto Benfica e Sporting vão tentando, mas não conseguem.

O exemplo perfeito é a actual temporada. Depois de perder a sua ala direita com as saídas de Quaresma e Bosingwa, às quais podemos juntar a transferência de Paulo Assunção, o FC Porto ficou com a equipa desfeita. Contudo, recorreu a jogadores completamente desconhecidos e que actuavam em campeonatos menores para se voltar a erguer.

O Benfica apostou na contratação de grandes estrelas, que nada acrescentaram ao seu futebol, endividando-se para conquistae uma competição menor como a Taça da Liga e, muito provavelmente, acabar no terceiro lugar do campeonato, sem direito a Liga dos Campeões. Ano após ano as promessas são imensas, mas os resultados são poucos, contudo, quem deve ser julgado por tal facto, continua a merecer a confiança dos adeptos, que demonstram, tal como quem manda no clube, uma fraca cultura de exigência.

Já o Sporting continua amarrado à questão financeira e vai esperando que os meninos da Academia se tornem homens, para poder vencer. Mais uma vez algumas competições menores que vai vencendo, têm servido para controlar os adeptos, que tal como os rivais da Luz, sofrem do mesmo síndrome de exigência.

O Sistema e o Apito Dourado podem dar muito jeito, mas se não houver competência para construir ciclicamente boas equipas, que garantam a conquista de títulos e encaixes financeiros regulares, seria certamente muito difícil ao FC Porto manter o nível elevado a que nos habituou.

domingo, 22 de março de 2009

Taça da Liga? Não sabe a nada... nem a mofo!


Sobre as polémicas em redor da final da Taça da Liga, que o Benfica conquistou, não me vou alongar muito porque, em meu entender, elas são tão óbvias e o trabalho de Lucílio Batista foi tão mau que é escusado tecer qualquer comentário. Assim, vou centrar este post na importância, ou falta dela, que foi para o Benfica conquistar o primeiro troféu dos últimos quatro anos.

Numa temporada em que a direcção comandada por Luís Filipe Vieira colocou Rui Costa à frente da equipa, o Benfica apostou claramente na reconquista do campeonato. Contratou nomes sonantes para a realidade do futebol português (Suazo, Reyes e Aimar), que pagos a peso de ouro lá aceitaram representar os encarnados. Para o comando técnico foi escolhido um dos mais conceituados técnicos da nova geração espanhola que, digo eu, deverá ser o treinador mais caro a actuar no nosso país.

Feitas as contas, o Benfica conquistou uma Taça da Liga, saiu precocemente das competições europeias e da Taça de Portugal e pode ver fugir mais um campeonato. Além disso, o futebol praticado pela equipa de Quique Flores não só não convence os adeptos (mas afinal em Alvalade e no Dragão o público também não anda satisfeito com os espectáculos), como ainda por cima não produz resultados satisfatórios, excluindo, claro está, a estrondosa vitória na Taça Cerveja Sem Gás.

Tive a oportunidade de acompanhar as incidências da partida de ontem ao lado do meu futuro sogro, um benfiquista convicto, mas que, à imagem de tantos outros, não ficou convencido quando lhe atiraram para os olhos as «estrelas» supracitadas e promessas de um Benfica à Benfica.

No final dos 90 minutos, e após ver o seu clube do coração conquistar o único título dos últimos quatro anos, reagiu assim: "Esta vitória na Taça da Liga não tem sabor nenhum... nem a mofo sabe!"

Estou em crer que este sentimento de frustração invade o coração da grande maioria dos benfiquistas, que andam fartos de ver o seu clube gastar milhões na construção de super-equipas, que tudo o que lhes consegue oferecer é umas insossas vitórias nas Taças da Liga.
Até quando irão os adeptos aguentar? E quando a água transbordar do copo, em que estado irá ficar o «Maior Clube do Mundo»?

FOTO: REUTERS

sexta-feira, 20 de março de 2009

Pelo menos há consciência


Joga-se amanhã a final da Taça Cerveja Sem Gás. Em campo estarão duas equipas sedentas pela vitória, que lhes pode aliviar um final de época que promete ser indigesto. Durante a ante-visão da partida efectuada hoje pelos técnicos, Paulo Bento e Quique Flores mostraram-se cientes de que não importa quem vai ganhar, mas sim quem vai perder (provavelmente) a última hipótese de conquistar algo esta época.

"O pensamento não é elogiar quem vai ganhar, mas massacrar quem vai perder", referiu o técnico leonino, pensando na constante designação deste troféu como salvação da época para uma das duas equipas. "Tal como disse o Paulo, penso que é uma mentalidade fraca para abordar uma final", reforçou Quique Flores.

A final da Taça da Liga vai entrar para a história do futebol mundial como a única competição onde ninguém está preocupado com quem a vai vencer, mas sim com quem vai ficar de mãos a abanar. É mais um tiro na já ferida (quase) de morte competição, mas neste caso, pelo menos, os intervenientes estão conscientes do que os espera.

sábado, 14 de março de 2009

Atentado à liberdade


Todos aqueles que, no dia 25 de Abril de 1974, lutaram para instaurar em Portugal a democracia e a liberdade terão hoje ficado indignados com o que se passou nas bancadas do Estádio de Alvalade e nos acessos às mesmas.

Depois de, na passada quarta-feira, os sportinguistas terem vivido o pior dia de toda a história do seu clube, era natural que encarassem o desafio de hoje como uma forma de se fazerem ouvir e mostrarem a sua indignação. Foi o que fizeram ao exibirem várias tarjas onde, pelo que se pode ver através da televisão, não estava inscrito qualquer insulto à equipa, aos técnicos ou à direcção do emblema leonino.

Eram sobretudo palavras que mostravam o desapontamento de todos aqueles que vivem e sentem o seu clube. Talvez a faixa mais agressiva fosse aquela onde se podia ler simplesmente a palavra vergonha. Vergonha que todo e qualquer sportinguista terá sentido na passada quarta-feira. Hoje era o dia do desabafo, mas nem a isso tiveram direito aqueles que dão chama ao leão. Num acto estranho, o corpo de intervenção da PSP impediu a entrada de algumas dessas faixas em Alvalade e no início da segunda parte andou, qual PIDE, em perseguição daquelas que conseguiram entrar no interior do recinto.

Não ouve qualquer escaramuça entre o público presente pelo que a intervenção da PSP não se compreende. As faixas não eram insultuosas pelo que não deviam ter sido retiradas. E qual é a autoridade da nossa Policia para andar a perseguir quem as ostentava, quando tantas e tantas vezes falha naquela que é a sua função: garantir a segurança nos recintos desportivos.

Todos temos presente na memória as explosões dos famosos petardos, levados para o interior dos Estádios por indivíduos normalmente ligados às claques, que conseguem iludir a «apertada» revista efectuada à entrada.

O que se passou em Munique a meio da semana foi de facto vergonhoso e preocupante, mas os acontecimentos de hoje nas bancadas de Alvalade devem preocupar profundamente todos os portugueses. Num tempo em que o país vive uma profunda crise, não nos queiram tirar aquilo que, enquanto povo, mais nos orgulhamos de ter conquistado: A LIBERDADE.

terça-feira, 10 de março de 2009

Bento deveria colocar o lugar à disposição


O Sporting de Paulo Bento voltou a viver uma noite negra diante de um grande europeu. Depois dos 5-0 em Alvalade, vieram os 7-1 da Alemanha diante de um Bayern que, durante largos minutos jogou devagar, devagarinho e até parado, contrastando com a velocidade fulminante com que enfiava a bola na baliza de Rui Patrício.

Não me vou alongar muito sobre o jogo desta noite, pois penso que o resultado final fala por si. Certo é que Paulo Bento não conseguiu moralizar e motivar uma equipa que entrou em campo derrotada. São falhanços a mais e goleadas a mais diante dos colossos europeus. Fora isso, Bento está há 3 anos no Sporting para vencer umas Taças de Portugal e umas Supertaças. É pouco, muito pouco para um clube da grandeza do Sporting. Outro no seu lugar certamente já teria sido corrido de Alvalade, mas a Bento salva-o a crise - financeira e de abundância de treinadores de qualidade -, mas penso que terá chegado a hora de dar um murro na mesa.

Seria difícil a Paulo Bento fazer muito mais do que o que tem conseguido fazer, mas depois de duas humilhações na Europa penso ter chegado a hora de colocar o lugar à disposição. Não quero dizer que Paulo Bento deve abandonar o Sporting e que a sua saída seria o melhor para os leões, numa fase determinante da época, mas seria com certeza o melhor para Paulo Bento.

Ficaria protegido caso a direcção não aceite esse seu pedido e legitimado perante os sócios para continuar à frente de uma jovem equipa, que provou hoje, estar ainda em processo de formação.

FOTO: AP

segunda-feira, 9 de março de 2009

Revelação


Depois de algum tempo de ausência, aqui estou eu de volta ao Chuto para vos falar daquela que para mim está a ser uma das maiores revelações da nossa Liga Sagres, Daniel Carriço.
Este jovem central de apenas 20 anos, encostou por completo o já "consagrado" Tonel. Está a exibir-se numa forma fora do normal para um jovem de tão tenra idade, ainda para mais numa posição como a de defesa central, posição essa onde normalmente se exige mais experiência. Mas Carriço compensa a dita falta de experiência com outros valores igualmente importantes num central de eleição, velocidade, bom jogo aéreo, poder de antecipação e de colocação e um sentido táctico invulgar para quem tem apenas 20 anos.
Carriço já completou 19 jogos esta época e todos com um rendimento assinalável, tendo muitas vezes superado, no nível exibicional, o seu companheiro de sector Anderson Polga. Daniel Carriço tem também aparecido nas àreas contrárias a tentar facturar, mas ainda nao logrou conseguir qualquer golo, feito que se adivinha que esteja para breve.
Este jovem produto da formação leonina será com toda a certeza um central de referência do Sporting e da Selecção Nacional, estando já a vista a sua convocação para os AAs.
FOTO: REUTERS

segunda-feira, 2 de março de 2009

O clássico foi enorme


O último fim-de-semana foi animado por mais um clássico, e que clássico. Espectáculo, emoção e golos, muitos golos. A incerteza no marcador foi sempre um aliciante que apimentou, e de que maneira, as incidências de uma partida que ninguém conseguiu largar antes do último apito do árbitro. Afinal, quem teve oportunidade de ver o jogo, assistiu certamente ao encontro do ano.

Normalmente é assim, sempre que Atlético de Madrid e Barcelona se encontram. Um regalo para os olhos dos espectadores, um verdadeiro hino ao futebol. Entre estes dois não há medo de perder o jogo, não existem tácticas defensivas e os jogadores apresentam-se na disputa de cada lance como se fosse o últimos das suas carreiras.

Desta o Atlético venceu por 4-3 e vingou os 6-1 sofridos em Barcelona na primeira volta, mas o verdadeiro vencedor foi o público que se deslocou ao Estádio. A equipa da Catalunha até mostrou vontade de resolver a coisa cedo e à meia hora já ganhava por 2-0, mas os madrilenos não estiveram pelos ajustes, reduziram a desvantagem e mesmo quando Henry fez o 3-1 não baixaram os braços e tiveram força para dar a volta e conquistar uma importante vitória que reabilita o adversário do FC Porto na Champions.

Ao longo da transmissão televisiva houve algo que retive na memória. Faltavam cerca de 10 minutos para os 90 quando o comentador revela um dado estatístico que penso que diz tudo sobre este jogo: "Neste momento já foram feitos 27 remates à baliza". Sublinho o à baliza.

Em Itália também houve clássico e dos bons. Menos exuberante do que o espanhol é certo, mas mesmo assim um enorme espectáculo de futebol. Inter e Roma empataram 3-3, sendo que os romanos cedo se viram a vencer por 2-0. Ao intervalo Mourinho deve ter dito das boas aos seus jogadores, que voltaram ao relvado determinados em evitar a derrota. A Roma ainda chegou ao 3-1, mas o campeão italiano soube sofrer e procurar a felicidade que acabou por lhe ser concedida por um herói improvável, o argentino Crespo.

Foram de factos dois jogos enorme e que valeram a pena ver, ao contrário do que por cá se passou no último sábado. FC Porto e Sporting no Dragão, com o campeonato ao rubro e a estourar de emoção. Na ementa estavam ainda os artistas. Moutinho, Liedson e Izmailov de um lado, Hulk, Lisandro e Lucho do outro. Os ingredientes estavam lá, podia ter sido servido um grande prato, mas tudo o que as equipas quiseram do jogo foi não perder. Objectivo cumprido com o 0-0 final, porém e, como quase sempre acontece, quem joga para o empate, normalmente perde. Foi o que aconteceu no Dragão. O Sporting perdeu a oportunidade de se colocar a um ponto da liderança, o FC Porto de reduzir a disputa pelo título a dois.

Resumindo, em Espanha e Itália os clássicos foram enormes, em Portugal, foi uma enorme seca.

FOTO:AP

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Assim vai o Sporting europeu...


Já defendi por várias vezes que o plantel do Sporting carece de estaleca e que se apaga nos momentos importantes. É assim dentro de portas, pois já por mais do que uma vez os comandados de Paulo Bento tiveram, ao longo dos últimos três anos, hipóteses de isolarem na liderança da Liga, mas teimam em escorregar desperdiçando tal oportunidade.

Porém, é na Europa do futebol que este aspecto mais se faz notar, sobretudo quando do outro lado estão alguns dos maiores colossos europeus. Esta época tem sido um bom exemplo disso, mesmo tendo em conta que o apuramento leonino para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões aconteceu pela primeira vez na história e que, por si só, é um elemento extremamente positivo.

No dia 27/08/08 o Sporting deslocou-se a Madrid para defrontar o Real numa partida amigável, tendo saído vergado ao poderio blanco, ao perder por 5-3. No dia 16 do mês seguinte, em partida da fase de grupos da Champions, Paulo Bento e os seus homens viajaram até Barcelona, onde perdeu por 3-1. A 26 de Novembro em novo combate com a equipa de Messi, o Sporting foi novamente afundado por um esclarecedor 5-2 em Alvalade.

O dia de ontem serviu para confirmar esta minha teoria. A jogar em casa, num momento histórico, os leões até se bateram bem até ao momento em que Derlei coloca a bola nos pés de Ribéry que arranca para o 1-0. A partir daí, a equipa nunca mais se encontrou e acabou humilhada por um 5-0 que a deixa sem hipóteses de discutir a eliminatória.

Assim vai o Sporting europeu e tudo começou ainda na era Peseiro, com a derrota na final da Taça UEFA, em casa, perante o CSKA de Moscovo. Este jogo parece ter deixado marcas profundas no universo leonino, que desde então teima em claudicar em momentos importantes das competições europeias, à imagem do que faz quando em jogo está a Liga nacional.

FOTO:AP

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Nem Moretto, nem Moreira, nem Quim...

Clássico à portuguesa sem polémica, convenhamos, não é clássico. Seguindo esta linha de pensamento, Olegário Benquerença decidiu estar à altura dos acontecimentos. Cometeu dois erros graves, ao não marcar dois penáltis. O primeiro favorável ao Benfica, por falta de Rochemback sobre Aimar. No final da primeira parte, aplicou a famosa lei da compensação e não vislumbrou o desvio de Maxi Pereira com o braço. Pelo meio não expulsou Luisão por agressão a Liedson.

Porém, este post não é sobre arbitragem. Numa altura em que a baliza do Benfica tem sido motivo de largas discussões, com uns a preferirem Quim e outros a defender Moretto, este encontro trouxe um inesperado candidato ao lugar.

Falo claro de Maxi Pereira. Como o vídeo documenta, o uruguaio fez uma excelente defesa evitando o golo do Sporting a remate de Izmailov, quando a partida se encontrava empatada a uma bola. Pela imagem, fico com a sensação de que o remate do russo só iria terminar a sua viagem no interior da baliza de Moreira, o que demonstra ainda toda a categoria de Maxi que, com um simples levantar de braço, impediu que o Sporting fosse em vantagem para o intervalo.

Fica o vídeo, à atenção de Quique Flores.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Acorda Quique

O clássico apenas serviu para confirmar duas coisas sobre Quique Flores. Primeiro que vai manter a aposta em Suazo para a frente do ataque encarnado, até ao limite do razoável. Talvez por ter sido um jogador pedido por si? Não sei, mas creio que sim. O vídeo é apenas uma pequena prova de que Cardozo rende muito mais.

Segundo que se amedronta cada vez que defronta uma equipa com algum potencial. Foi assim com Galatasaray, Sp. Braga, FC Porto no Dragão e agora com o Sporting. Voltou a encolher-se e desta levou mesmo um banho de bola.

Fica ainda um reparo extra, David Luiz não é, nunca foi e já mais será uma boa opção para a lateral-esquerda. Pereirinha fez dele uma cabaça e tão pouco tempo esteve em campo.

E assim terminou o efeito Quique, agora resta mostrar trabalho, porque a liderança está agora mais longe.

Original Video - More videos at TinyPic

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sporting geriu mal o caso Vukcevic


Quando a história falar sobre a prestação Sporting em 2008/09, há um nome que será referência obrigatória, o de Simon Vukcevic. O montenegrino começou a temporada com problemas disciplinares que tardaram em ser resolvidos e mostrou, por várias vezes, a vontade de deixar Alvalade, sobretudo depois de ter sido relegado para o banco de suplentes.

Entretanto, o tempo foi passando e só em Dezembro é que a situação foi resolvida e Paulo Bento devolveu finalmente Vukcevic ao onze titular. Até à partida com o Estrela da Amadora, o montenegrino só havia sido utilizado em três partidas oficiais, sempre como suplente utilizado.

Contudo, a chegada do atacante à equipa coincidiu com o melhor período do Sporting nesta temporada. Em 13 jogos efectuados após a resolução do «Caso Vukcevic», a equipa de Paulo Bento venceu 9, empatou 3 e perdeu apenas por uma ocasião, tendo o jogador sido decisivo ao apontar seis golos.

O montenegrino é um dos melhores interpretes do nosso campeonato e é pedra fundamental na manobra da equipa sportinguista. Por isso, a estrutura do Sporting, podia e deveria ter resolvido este caso mais cedo.

Defendi sempre que Vukcevic deveria ser severamente punido, mas nunca deveria ter sido afastado da equipa por tanto tempo. Quantos pontos perdeu o Sporting por não ter o montenegrino em campo? Como estaria a classificação da equipa?

São perguntas que julgo pertinentes e para as quais ninguém tem respostas. Mas, sem querer roubar o papel à vidente Maya, julgo que este Sporting com Vukcevic a este nível, estaria seguramente na liderança da Liga.

O Sporting só perdeu com o «Caso Vukcevic. Não só não contou com um dos seus jogadores mais influentes durante boa parte da época, como não o conseguiu vender e realizar um precioso encaixe financeiro. Julgo até que o regresso do atleta no mês de Dezembro, foi uma tentativa desesperada por parte da estrutura leonina para tentar encontrar um comprador em Janeiro.
Contudo, o comprador não apareceu, para bem do Sporting, do nosso futebol e do próprio Paulo Bento.

Mas a perdas, são a meu ver maiores que os ganhos e mesmo que o Sporting se venha a sagrar campeão nacional, ficarei sempre com a sensação de que geriu mal o «Caso Vukcevic» penalizando a prestação da equipa tanto ou até mais do que as arbitragens.

FOTO: REUTERS

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Braga é que é!


Numa jornada marcada pelo clássico FC Porto-Benfica, acabou por ser o Sporting de Braga a dar o verdadeiro espectáculo em Alvalade, onde venceu por três bolas a duas e encurtou distâncias para o trio da frente.

Honra seja feita à legião minhota e ao seu treinador, Jorge Jesus, que não fosse uma série de arbitragens habilidosas nos encontros com os grandes, e estaria na liderança com uma confortável vantagem sobre os eternos candidatos ao título nacional.

Este Braga merecia muito mais. Mais respeito por parte dos árbitros, da imprensa e dos próprios adeptos, porque é a única equipa que joga futebol espectáculo em Portugal.

Este encontro serviu para provar mais uma vez a minha teoria em relação aos comandados de Paulo Bento. O Sporting tem um bom plantel e não se pode dizer que esteja mal orientado, mas época após época, insiste em falhar nos momentos decisivos. Ontem voltou a provar que é uma equipa sem estaleca.


FOTO: Reuters

sábado, 24 de janeiro de 2009

A vingança de Stojkovic


O Sporting anunciou, nesta sexta-feira, um acordo de princípio para a cedência de Stojkovic ao Getafe, até ao final da presente temporada, garantindo o clube espanhol a opção de compra do passe do jogador. Porém, no mesmo dia, o jogador afirmou à RTP desconhecer o negócio e garantia que não estava nos planos uma transferência para Espanha.

No meio de tantos, este é o Caso Supremo do Sporting. Rezam as crónicas que Stojkovic terá distribuído pancada no balneário e que esse é o motivo da sua exclusão. A versão nunca foi confirmada oficialmente, mas também nunca foi explicado o porquê do afastamento do sérvio. A teoria da opção técnica não pega, porque Stojkovic é claramente o melhor guarda-redes do Sporting e, digo eu, um dos melhores a actuar em Portugal.

Se compararmos esta situação coma de Vukcevic, ficamos ainda menos esclarecidos. O montenegrino foi perdoado regressou à equipa e até tem sido influente. Mas Stojkovic continua exilado dentro do próprio Sporting.

O caso não parece ter resolução à vista. Acredito que Stojkovic não vá mesmo para Espanha, forçando o Sporting a pagar-lhe o ordenado por inteiro e sem receber nenhuma compensação financeira, pois este não vai sair de Alvalade de ânimo leve. Foi a forma que o jogador encontrou de se vingar do clube e não creio que vá ceder.

Um braço de ferro que se mantém e parece não ter solução, prejudicando as duas partes.
FOTO:REUTERS

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Criminalidade aumenta

Não é só na sociedade portuguesa que a criminalidade tem vindo a aumentar nos últimos anos. No nosso futebol ela está claramente a atingir proporções nunca vista, sobretudo a de índole mais violenta.
Depois do Sporting de Braga ter sido claramente roubado na Luz, foi o Rio Ave quem foi autênticamente assaltado no seu Estádio, por um fiscal de linha que não conseguiu ver que Vukcevic estava em fora-de-jogo no lance que dá o golo ao Sporting.
No final da partida da Luz, o técnico bracarense disse que David Luiz estava 3 metros em fora-de-jogo, num protesto de algum exagero. Mas ontem, o montenegrino do Sporting estava pelo menos 4 metros para além do último defensor do Rio Ave, mas o assistente de Jorge Sousa não viu. Ora se um árbitro assistente não consegue descortinar um lance tão simples e de fácil avaliação, simplesmente não pode voltar a ser chamado para arbitrar qualquer jogo de futebol.
As imagens são de interpretação mais do que pacífica...


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Finalmente a tranquilidade


Primeiro foi o caso Stojkovic, depois veio Moutinho dizer que queria sair, seguiu-se novo caso, desta feita com Vukcevic, veio então a alegada pressão de Veloso e Yanick para jogarem em determinadas posições, pelo meio alguns resultados e exibições menos conseguidos, com elas as criticas a Paulo Bento, a seguir o presidente diz que vai embora, mas a verdade, é que no meio de tudo isto, a tão famosa tranquilidade chegou mesmo a Alvalade.

Cinco vitórias e um empate nas últimas seis jornadas e um inédito apuramento para os oitavos da «Champions» deram confiança à equipa e colocaram-na na liderança a par do Benfica. Sem se dar muito por ela a formação do Sporting está mesmo na luta pela conquista do título, embora para mim, continue a faltar estaleca nos momentos decisivos.

Aquela chama, ou garra se quiserem, que faz as grandes equipas ainda não foi vista em Alvalade, mas a verdade é que, neste momento, é a equipa mais estável de Portugal. Quem diria?
FOTO: REUTERS