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domingo, 17 de maio de 2009

Uma questão de mentalidade



Não sabe a maioria dos leitores do Chuto de Letra que, em termos desportivos, além do futebol, tenho outra paixão. Trata-se do basebol - assim mesmo à portuguesa -, modalidade da qual já fui inclusivamente praticante, como tal sigo atentamente as incidências da maior liga do mundo, a MLB, e acompanho sempre que possível as transmissões dos jogos através do canal ESPN America. A esta hora estão vocês a perguntar o que tem isto a ver com futebol, por isso, aconselho calma que já perceberão quando passarem mais umas poucas linhas.

Pois bem, estava eu na passada sexta-feira a acompanhar a transmissão da partida entre os Colorado Rookies e os Pittsburgh Pirates, quando à entrada para o oitavo inning - num total de nove - o árbitro da partida comete um erro, «anulando» um ponto aos de Colorado, que perdiam por 1-0. Para os menos acostumados com estas coisas do basebol, imaginem que a vossa equipa entra num jogo a perder 1-0, com um golo nos minutos iniciais, e passa o restante tempo a tentar chegar à igualdade, mas sem conseguir ultrapassar a bem organizada defensiva adversária, que vai chegando para todas as investidas. Porém, a 10 minutos do final o vosso avançado consegue isolar-se e atirar para o empate, mas o árbitro decide, erradamente, anular o golo por fora-de-jogo. Convenhamos que caía tudo em cima da arbitragem, a começar pelos comentadores televisivos, sendo que durante toda a semana não se iria falar de outra coisa.

No basebol aconteceu precisamente o contrário e, depois de analisadas as repetições que permitiram concluir que a decisão do árbitro tinha sido errada, o comentador de serviço tem o seguinte comentário: "É verdade que o ponto era válido, mas o árbitro, que é soberano, assim não entendeu. Que siga a festa".

Ou seja, ao contrário do que acontece no futebol, ninguém crucificou o árbitro e, apesar da equipa prejudicada ter protestado - no basebol é permitido ao treinador falar com o árbitro -, acabou por aceitar a decisão, continuando a lutar para chegar ao empate, que acabou mesmo por acontecer no último e decisivo inning, com os de Colorado a chegarem mesmo à vitória, por 3-1.

Como se vê a mentalidade americana é muito diferente da nossa, é certo que o árbitro errou, mas ninguém levantou suspeitas, nem se vai passar a semana a falar do assunto. O próprio comentador de serviço foi o primeiro a dar o caso como encerrado à nascença. Certamente o futebol teria mais ganhar se imitasse alguns destes comportamentos e formas de estar.

terça-feira, 24 de março de 2009

Em Portugal dava para toda a semana

O vídeo que se segue reporta ao encontro da Série A do último fim-de-semana, que opôs o Inter de Milão ao Reggina, que os milaneses venceram, por 3-0. Nele poderão ver o primeiro golo da equipa de José Mourinho, apontado por Cambiasso aos 5 minutos de jogo.
Como se constata é muito difícil observar se o posicionamento do médio do Inter é legal ou não. O assistente mandou seguir o lance e a meu ver com razão. Mesmo que, com aquelas linhas que agora se colocam nas imagens, para que possamos ter a certeza do fora-de-jogo, se provasse que, por milímetros, Cambiasso estava em posição irregular, continuaria a defender a posição da equipa de arbitragem, porque em caso de dúvida, deve beneficiar-se quem ataca, tal como fizeram os italianos.
Não penso seque que este tipo de lances seja susceptível de ser considerado um «caso de arbitragem», uma vez que ninguém, poderá afirmar que Cambiasso estava em posição irregular. Em Itália, o assunto morreu no dia a seguir a ter começado, em Portugal dava, pelo menos, para toda a semana.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Nem Moretto, nem Moreira, nem Quim...

Clássico à portuguesa sem polémica, convenhamos, não é clássico. Seguindo esta linha de pensamento, Olegário Benquerença decidiu estar à altura dos acontecimentos. Cometeu dois erros graves, ao não marcar dois penáltis. O primeiro favorável ao Benfica, por falta de Rochemback sobre Aimar. No final da primeira parte, aplicou a famosa lei da compensação e não vislumbrou o desvio de Maxi Pereira com o braço. Pelo meio não expulsou Luisão por agressão a Liedson.

Porém, este post não é sobre arbitragem. Numa altura em que a baliza do Benfica tem sido motivo de largas discussões, com uns a preferirem Quim e outros a defender Moretto, este encontro trouxe um inesperado candidato ao lugar.

Falo claro de Maxi Pereira. Como o vídeo documenta, o uruguaio fez uma excelente defesa evitando o golo do Sporting a remate de Izmailov, quando a partida se encontrava empatada a uma bola. Pela imagem, fico com a sensação de que o remate do russo só iria terminar a sua viagem no interior da baliza de Moreira, o que demonstra ainda toda a categoria de Maxi que, com um simples levantar de braço, impediu que o Sporting fosse em vantagem para o intervalo.

Fica o vídeo, à atenção de Quique Flores.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O advogado do Diabo


Finalmente uma semana tranquila. Os três grandes venceram os respectivos jogos, pelo que na frente da classificação continua tudo na mesma, mas curiosamente, todos tiveram que sofrer para conquistarem a vitória. Desta última jornada salta à vista o facto de FC Porto, Benfica e Sporting terem demonstrado uma enorme capacidade para superar situações adversas, sendo que dragões e leões tiveram mesmo de correr atrás do prejuízo.

Este foi também um fim-de-semana de bom futebol, comparativamente ao que temos vindo a assistir na Liga Sagres, desde logo com o Braga-Leixões, que abriu as hostilidades e mostrou um Beto de elevado nível. Os grandes, a espaços, também deram espectáculo e assistimos ainda a um fantástico Trofense-Naval. Quem diria?

A juntar a tudo isto, está o magnifico trabalho levado a cabo pelas arbitragens, que contribuíram para a melhoria do nível do futebol praticado pelas nossas equipas. Por isso, neste post vou fazer o papel de advogado do Diabo e celebrar a arbitragem.

Só que, de repente, acordei. E o que vi? Bem, mais do mesmo. No Belenenses-Sporting, Pedro Henriques, com o seu critério largo - em demasia, digo eu - errou na cor do cartão exibido a Rochemback aos 62 minutos, uma vez que o médio leonino agrediu um adversário e devia ter sido expulso. Porém, dez minutos antes, por indicação do auxiliar, validou indevidamente o golo de Marcelo, que se encontrava em posição irregular.

Já ontem, no FC Porto-Rio Ave, os dragões chegam à vantagem através de uma grande penalidade cometida por Gaspar sobre Farías. É evidente que há contacto entre o jogador do FC Porto e os dois adversários que o marcavam, porém, julgo que tal não justifica a decisão da equipa de arbitragem. Penso que este lance tem até muitas semelhanças com o disputado na última semana entre Lisandro e Yebda, onde há contacto, mas não o suficiente para a respectiva falta. Aliás, ao assinalar esta grande penalidade, Augusto Costa demonstrou uma manifesta dualidade de critérios comparativamente a um lance ocorrido na área contrária momentos antes.

Já no Benfica-Paços Ferreira e para fechar em beleza, quando decorria o minuto 80 e com o resultado em 2-1, é mal assinalado o fora-de-jogo a Aimar depois do argentino receber um passe de Di María que o deixou em zona frontal e com grande probabilidade de obtenção de golo.
Resumindo, mais uma vez as arbitragens influenciaram o desfecho final das partidas. Bem que tentei, mas assim, é impossível fazer o papel de advogado do Diabo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Clássico: Outra vez a arbitragem...


É comum dizer-se que Portugal é o país onde mais tempo se fala de arbitragem, em detrimento da discussão em torno do que é o jogo. Não podia estar mais de acordo com esta afirmação, porém, penso que tudo tem um motivo. Em Portugal passamos horas, dias, semanas, meses e às vezes anos a discutir as arbitragens porque semana sim, semana também, os senhores do apito nos brindam com exibições escandalosas.

O clássico de ontem não podia ter sido diferente. Tudo começou logo na nomeação de Pedro Proença. Tanto se fala em credibilizar o futebol, mas Vítor Pereira, sempre no seu melhor, decide nomear, para aquele que podia ser o jogo do ano e numa altura em que a arbitragem está sob suspeita, um ex-atleta do Benfica. Não quero dizer que Pedro Proença tenha errado por este motivo, até porque a meu ver prejudicou as duas equipas, mas a sua nomeação é uma atitude que dá margem para que se levantem suspeitas. Neste caso, o próprio árbitro deveria ter sido protegido.

Condicionado ou não, a verdade é que Pedro Proença esteve mal no clássico. Tudo começou logo aos 18' minutos, quando Reyes comete grande penalidade sobre Lucho, que não se deixou cair e procurou seguir o lance. Proença esqueceu-se que nas grandes penalidade nunca há lei da vantagem. Ao minuto 26' Sidnei pisa Lucho num acto de conduta violenta e merecedora de cartão vermelho, novo erro grave do árbitro. A culminar a sucessão de erros grosseiros está o lance ocorrido aos 70 minutos, que resulta na grande penalidade que acabou por ditar o empate final. Lisandro arrancou do flanco esquerdo e procurava flectir para o meio, tentando encontrar uma aberta para o remate, quando entra na área, é certo que recebe um toque no peito de Yebda, mas penso que não terá sido o suficiente para grande penalidade. Convém, no entanto, ressalvar que há mesmo um toque de Yebda em Lisandro, ao contrário do que já vi escrito em vários jornais. Da posição em que se encontra Pedro Proença, penso até natural que tenha julgado o lance como faltoso, mas na realidade cometeu mais um erro grosseiro e com influência no resultado.


FOTO: AFP

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Jesualdo não credibiliza o futebol


No final da partida com o Sporting de Braga, Jesualdo Ferreira não quis comentar o trabalho da equipa de arbitragem liderada por Paulo Costa, alegando não ter indicações seguras sobre os lances polémicos da partida, tendo prometido avaliar as polémicas do jogo na conferência de imprensa de hoje, e assim o fez. Contudo, mais valia não o ter feito.

O treinador do FC Porto fez as seguintes avaliações: "Reconheço que o Hulk estava fora de jogo no primeiro golo, mas acho que o Tomás Costa não estava no lance em que marcou. Admito, contudo, que são dois lances duvidosos"; "Não há nenhuma imagem que me prove que o Guarín tivesse dado mão na nossa área."

Palavras como estas não credibilizam o futebol. Jesualdo Ferreira pode ser muita coisa mas não o tenho como pessoa estúpida - embora depois desta comece a mudar a minha forma de pensar -, mas dizer que Tomás Costa estava em posição legal não lembra nem ao diabo. Jesualdo sabe que o lance foi bem anulado pelo auxiliar de Paulo Costa e só teria a ganhar em reconhecê-lo. E logo ele que passa a vida a pedir credibilidade para o futebol.

Relativamente ao lance de Guarín, reconheço que a imagem não é clara, mas dá para perceber que há um gesto deliberado do médio para cortar a bola com o braço. Julgo que foi penálti e acredito que Jesualdo pense o mesmo, mas não o diz.

Esta conferência de imprensa foi a ilustração perfeita, da cobardia que governa o futebol nacional, mas também o país. Nós portugueses, quando somos prejudicados por algo, desatamos a disparar em todas as direcções, mas quando somos beneficiados, arranjamos uma qualquer desculpa esfarrapada. É a pequenez do nosso penso a funcionar em pleno.

Quem não se lembra do Euro 2000, e da mão de Abel Xavier no desafio contra a França, que acabou por ditar a saída da selecção nacional da prova, que tantos alegaram não ter existido, mesmo que lá no fundo, soubessem que o árbitro agiu em conformidade?
FOTO:AFP

E as verdades Mesquita Machado?


Tal como prometido, Mesquita Machado falou hoje aos jornalistas para explicar os motivos que o levaram a renunciar ao cargo de presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol.

O dirigente voltou a tecer duras criticas às arbitragens, nomeadamente no que diz respeito aos últimos jogos onde participou a equipa do Sporting de Braga, considerando que estas alteraram a verdade desportiva, impedindo os bracarenses de chegar ao primeiro lugar da Liga, justificando a saída da FPF, com a indisponibilidade para participar naquilo a que chamou de "poucas-vergonhas".

Porém, quanto às "verdades" que prometeu revelar, Mesquita Machado disse apenas já ter dito "muitas" e voltou a frisar ter tido "conhecimento de que teria havido influências externas para que o árbitro fosse alterado" no jogo com o Benfica. Prometeu dizer "nomes quando for aberto um inquérito pela Procuradoria-Geral da República", para "não prejudicar essa investigação". Ou seja, Mesquita Machado arrependeu-se e não contou tudo o que diz saber, tal como havia prometido. Deixa em aberto a possibilidade de colocar «a boca no trombone», mas desconfio que nunca o irá fazer, o que o tornará em mais um elemento corrosivo do futebol nacional.
FOTO:DR

sábado, 24 de janeiro de 2009

Apito... de MERDA


Mais uma semana, mais uma jornada, mais uma série de arbitragens nojentas. Para onde caminha o futebol português?

A pressão em torno da arbitragem não serve para explicar por que razão Elmano Santos realizou uma actuação com tantos erros no Belenenses-Benfica prejudicando gravemente as duas equipas. Aos 28' minutos, após cruzamento, Yebda cai na área do Belenenses em lance que me parece de muito difícil avaliação. É certo que o Benfiquista é agarrado, mas faz o mesmo ao adversário, contudo, fico com a ideia de que o francês é o primeiro a sofrer falta, ficando por marcar penálti a favor do Benfica. O mesmo não se pode dizer do lance ocorrido aos 70' minutos, quando há falta clara na área de Miguel Vítor sobre Marcelo, ficando por marcar uma grande penalidade a favor do Beleneneses. O lance é claro como água, mas não para o árbitro! Em cima do final do último minuto de compensação, Suazo é carregado por Carciano, ficando a dúvida se dentro, ou fora da área. Mas falta foi certamente, como conseguiu Elmano Santos mandar seguir?! Não se percebe...

No Marítimo-Leixões, Cosme Machado começou por assinalar um livre em vez de um penálti para os insulares, quando Élvis jogou a bola com o braço dentro da área. Pouco depois Djalma foi travado quando se isolava para a baliza, salvando-se Nuno Silva de um vermelho directo. Mais um trabalho da arbitragem que devia fazer correr muita tinta.

No Nacional-Sporting, aos 19' minutos Fábio Rochemback deveria ter visto vermelho, após dar uma cotovelada a Ruben Micael. Penso que terá sido a única falha de Soares Dias.

No Braga-FC Porto... (pergunto a mim mesmo por onde começar) o primeiro golo portista é obtido de forma ilegal, já que Hulk está claramente em fora-de-jogo quando assiste Rodriguez. Ao minuto 71, o estreante Cissokho agarra claramente Alan quando este se prepara para invadir a área, parece-me lance para penálti, embora neste caso deixe o benefício da dúvida para Paulo Costa. Não posso é perceber que tenha mandado seguir o lance, pois falta foi de certeza. Aos 81 minutos grande penalidade que fica por marcar a favor do Braga por mão de Guarin na área portista.

É este o resumo da última jornada da primeira volta da Liga portuguesa. Polémica, polémica e mais polémica. Se num ou noutro lance consigo dar a dúvida aos árbitros, na maioria, as infracções são tão claras, que só podem errar de forma propositada. Se há algum apito no futebol português, creio que ele não é dourado, azulado, avermelhado ou esverdeado, é um apito de MERDA que semanalmente altera a verdade desportiva.


P.S. 1 -Na avaliação feita por mim ao encontro Belenenses-Benfica, poderei eventualmente ter deixado passar algum lance polémico, além dos citados, uma vez que apenas tive oportunidade de ver um curto resumo do mesmo.


P.S. 2 - Desculpem os leitores pelo vocabulário utilizado neste post. Não é minha intenção ferir susceptibilidades, mas a paciência começa a esgotar-se...


P.S. 3 - Já que os nossos dirigentes não conseguem colocar fim a esta pouca vergonha, que tal sermos nós, os adeptos, a fazer algo. Sugiro que façamos greve às próximas jornadas da Liga e que não nos desloquemos aos Estádios.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Uma foto quantas interpretações?


Depois de ler um posta do nosso vizinho Ze Bitaite, que é ilustrada pela foto que vêem e cima, decidi também publica-la no Chuto de Letra e pedir-vos que, na caixa de comentários, deixem a vossa interpretação da mesma.

A imagem foi tirada no encontro ente o Benfica e o Belenenses para a Taça da Liga e refere-se ao momento em que os do Restelo chegam ao golo, tendo o árbitro anulado o lance por alegada falta sobre Moretto.

Quando observarem a fotografia atentem em dois pormenores: o braço do jogador do Belenenses no guarda-redes do Benfica, e o que está Maxi a fazer ao mesmo. Vocês decidem: lance legal, falta contra o Belém, grande penalidade contra o Benfica, enfim, a palavra é vossa?

Continuo a dizer que através das imagens televisivas, o lance é completamente legal, mas ao ver a fotografia compreendo a decisão de Bruno Paixão.
FOTO:DR

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"Se as pessoas não acreditam no futebol então não vão ao futebol"


A frase que serve de título a este post foi dita ontem, por Vítor Pereira, por ocasião da entrega das insígnias da FIFA para 2009. Confesso que quando li estas palavras do responsável pela nossa arbitragem, tive que voltar a trás e reler umas 10 vezes até me convencer que não estava a ser traído pelos meus olhos.

Basicamente, Vítor Pereira mandou os adeptos do futebol à merda - desculpem, mas foi isto que eu entendi - por estes exigirem mais e melhor da nossa arbitragem.

Confesso que quando o antigo árbitro assumiu a liderança da Comissão de Arbitragem, fiquei esperançado num passo em frente do sector, porque enquanto exerceu a actividade dentro dos relvados, Vítor Pereira foi do melhor que já houve em Portugal e no Mundo.

Porém, não só não conseguiu melhorar a arbitragem portuguesa, como se compromete cada vez que nos tenta explicar o porquê de tantas polémicas. Primeiro, lamentou o facto de não lhe ser permitido reforçar o «plantel» em Janeiro e agora despreza o papel dos adeptos.

Posto isto, só lhe resta uma alternativa, pedir a demissão.

FOTO:DR

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Chamem a polícia ou a Prosegur


O Belenenses recebe no próximo fim-de-semana o Benfica em partida da Liga Sagres, pelo que aproveito desde já para aconselhar os dirigentes do emblema do Restelo a chamarem a polícia, ou a Prosegur, não para prestarem a normal segurança em torno dos espectáculo, mas para que possam evitar que os «azuis» sejam roubados.

Isto, porque depois do Benfica de ter sido escandalosamente beneficiado pela arbitragem nos encontros com o Guimarães (Taça da Liga), o Sp. Braga (Liga Sagres) e o próprio Belenenses (Taça da Liga), parece que os árbitros perderam de vez a vergonha e, não vá o diabo tecê-las, é melhor prevenir que remediar.

Já se sabe que os árbitros em Portugal são por natureza fracos e incompetentes, mas nos últimos jogos do Benfica temos assistido a coisas surreais, com os juízes a terem influência directa nos resultados.

Curiosamente, tudo começou após o Benfica-Nacional, partida na qual o árbitro Pedro Henriques anulou - quanto a mim bem, mas isso nem é o mais importante como verão em seguida - um golo a Cardozo obtido em cima do minuto 90, o que motivou largos protestos dos dirigentes encarnados.

A diferença entre este lance e aqueles em que o Benfica foi beneficiado nos jogos supracitados é apenas uma. O golo anulado por Pedro Henriques é num lance tão difícil de analisar, que ainda hoje não existe consenso e logo fica o beneficio da dúvida para o juiz. Já quanto ao penálti não assinalado em Guimarães, a favor do Vitória; quanto ao golo de David Luiz em fora-de-jogo e penálti cometido por Luizão diante do Braga e legalidade do golo do Belenenses na partida de ontem, não fica qualquer dúvida.

Outra coisa que não deixa dúvidas é que (para alguns) berrar compensa, mesmo que sem razão.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Criminalidade aumenta

Não é só na sociedade portuguesa que a criminalidade tem vindo a aumentar nos últimos anos. No nosso futebol ela está claramente a atingir proporções nunca vista, sobretudo a de índole mais violenta.
Depois do Sporting de Braga ter sido claramente roubado na Luz, foi o Rio Ave quem foi autênticamente assaltado no seu Estádio, por um fiscal de linha que não conseguiu ver que Vukcevic estava em fora-de-jogo no lance que dá o golo ao Sporting.
No final da partida da Luz, o técnico bracarense disse que David Luiz estava 3 metros em fora-de-jogo, num protesto de algum exagero. Mas ontem, o montenegrino do Sporting estava pelo menos 4 metros para além do último defensor do Rio Ave, mas o assistente de Jorge Sousa não viu. Ora se um árbitro assistente não consegue descortinar um lance tão simples e de fácil avaliação, simplesmente não pode voltar a ser chamado para arbitrar qualquer jogo de futebol.
As imagens são de interpretação mais do que pacífica...


domingo, 11 de janeiro de 2009

Roubo na Luz


Há dias alertei para a forma como a equipa do Sporting de Braga vem evoluindo no campeonato. Depois de um início menos positivo, os homens de Jorge Jesus estavam finalmente a produzir tudo o que deles se espera e chegaram-se à frente da classificação, com possibilidades de discutir algo mais que o simples apuramento para a Taça UEFA.

Se há equipa que pode perturbar e até desarmar completamente os grandes na luta pelo título é, de facto, o Sp. Braga, conforme ficou provado hoje na Luz. Os minhotos jogaram melhor e não mereciam ter perdido, sobretudo daquela forma.

Ao contrário do que diz Jorge Jesus, David Luiz não estava 3 metros em fora-de-jogo, mas estava pelo menos 1 metro e qualquer coisa. A equipa de arbitragem não viu o lance desta forma e assim se afastou mais um incómodo no futebol português.

Tem razão o técnico Jorge Jesus no veemente protesto que deixou na conferência de imprensa, embora tal lhe vá valer uma multa e, quem sabe, uma suspensão.
FOTO: REUTERS

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Não foi por falta de aviso...



No passado mês de Novembro dei aqui conta de uma decisão da Associação de Futebol do Porto de tornar públicas, através do seu sítio oficial na Internet, as nomeações dos árbitros, árbitros assistentes e observadores dos encontros dos Campeonatos Distritais.
Na altura a AF Porto justificou esta opção como uma forma de "melhorar a gestão de recursos humanos e financeiros", e ainda pelo facto de passar agora a actuar "em conformidade com a Federação Portuguesa de Futebol, Liga de clubes e outras congéneres".

Para quem não sabe, até então, os árbitros, árbitros assistentes e observadores só sabiam em que encontro iam actuar, hora e meia antes do início das partidas, o que contribuía, a meu ver, para uma maior transparência e protecção dos próprios árbitros, evitando que estes fossem eventualmente abordados pelos dirigentes dos clubes.

Na altura critiquei esta tomada de posição da Associação liderada por Lourenço Pinto, porque no meu entender estava só a arranjar «lenha para se queimar», pois era uma questão de tempo até a suspeição ser instalada.

Pois bem, um mês depois da referida decisão, o São Pedro da Cova, por intermédio do seu Chefe de Departemento de Futebol, Vítor Silva, acusou um árbitro, Pedro Barbosa, de se ter assumido como intermediário para subornar outro árbitro.

A estas horas, o presidente do Conselho de Arbitragem da AF Porto, Carlos Carvalho, está a jantar no Restaurante Lima 5 com os árbitros da primeira categoria Paulo Costa, Artur Soares Dias, Jorge Sousa, Rui Costa e Vasco Santos. Este encontro surge na sequência do caso levantado pelo dirigente do SP Cova e em cima de um clima de alguma tensão entre o presidente da AF Porto, Lourenço Pinto, e o presidente do respectivo conselho de arbitragem, devido ao facto de direcção associativa ter alterado o protocolo de divulgação das nomeações dos árbitros.

Para estes senhores, tenho apenas seis palavras: Não foi por falta de aviso...

domingo, 28 de dezembro de 2008

Estou com Pedro Henriques


À falta de futebol nos Estádios, a última semana foi (ainda) passada sobre a discussão do lance do último Benfica-Nacional, no qual o árbitro Pedro Henriques anulou - a meu ver bem, mas também não me espantaria se tivesse feito o contrário, porque o lance é muito complicado - um golo ao Benfica nos derradeiros minutos do desafio.

Se foi mão de Miguel Vítor na bola, ou bola na mão de Miguel Vítor é para este post irrelevante, porque dificilmente se chegará a um consenso. Agora, o que me parece relevante discutir é a falange de apoio reunida por ex-árbitros, agora comentadores, que se mostraram, na sua maioria, contra a posição de Pedro Henriques.

Quando passa de árbitro a comentador de arbitragem, a pessoa arrisca-se a ser admirada pelos adeptos, que depressa esquecem todas as más decisões que criticaram na última década. É o que está a acontecer com Jorge Coroado e outros que tal.

Mas Pedro Henriques está sozinho, contra todos os ex-árbitros que, quando ainda andavam pelos relvados eram odiados, mas neste instante viraram especialistas de alto nível. Por isso, eu estou com Pedro Henriques.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Exclusivo: Os árbitros não sofrem de miopia


Não sabe a generalidade dos leitores que eu, Carlos Saraiva, sofro, infelizmente, de miopia. Miopia é o nome alternativo ou popular dado ao erro de refracção da luz no olho cujo nome técnico é hipometropia que acarreta uma focalização da imagem antes desta chegar à retina. Uma pessoa míope consegue ver objectos próximos com nitidez, mas os distantes são visualizados como se estivessem desfocados. Por sofrer deste mal uso naturalmente óculos, objecto que considero uma das maiores invenções da humanidade. Para um míope, as lentes são um grande amigo que possibilitam que consigamos ver o Mundo focado, tal como ele é na realidade.

Tem sido discutido ao longo dos anos o porquê dos árbitros de futebol cometerem tantos erros no julgamento dos lances, uma das possibilidades avançadas pelos «especialista» é a de que os juízes são míopes e, por isso, vêem mal, o que faz com analisem erradamente durante os desafios. Como sabemos, em Portugal, os chamados casos de arbitragem acontecem semana sim, semana também. Se alguns são compreensíveis e só possíveis de analisar com recurso às câmaras de televisão, outros há - a maior parte - em que é tão evidente o que acontece, que parece impossível que só o árbitro não tenha visto, ou tenha visto, de maneira diferente da generalidade dos «especialistas».

Na última semana, devido a um acidente, não tive a companhia desse meu inseparável amigo - refiro-me aos óculos - o que me fez andar todos os dias com umas terríveis dores nos olhos, impossibilitando-me de ver as partidas deste fim-de-semana com a visão ideal, mesmo em partidas transmitidas pela televisão.

Porém, até eu, que asseguro-vos, sem óculos quase não vejo um palmo à frente do nariz, consegui observar diversos lances que deveriam ter sido punidos pelos árbitros com vermelho directo, bem como umas grandes penalidades claras, que ficaram por assinalar.

Contudo, nalguns casos nem falta foi assinalada e deixo alguns exemplos: no Estrela da Amadora-FC Porto, ao minuto 40, fica uma grande penalidade por assinalar contra o E. Amadora quando Hugo Carreira dá um soco na bola quando Lisandro cabeceia; no mesmo encontro, no minuto 49, Fucile agarra Ndiaye dentro da área quando este pretendia chegar à bola, ficando uma grande penalidade por assinalar; no FC Porto-Marítmo, durante o decorrer da segunda parte Fernando Cardozo agrediu a soco Rolando na área do Marítimo, ficando um vermelho por mostrar, não havia motivo para penalti, porque a bola estava fora do terreno; já hoje, no Benfica-Nacional, durante a primeira parte, Jorge Ribeiro sofre uma falta dura, salvo erro de Alonso, com o árbitro a assinalar a infracção, mas a esquecer-se de expulsar o madeirense; minutos depois foi Yebda que tentou arrancar a perna a um nacionalista, não conseguiu, mas a falta existiu e era motivo para vermelho, o árbitro nem assinalou uma coisa, nem outra.

Posto isto, se eu, um míope assumido, consegui ver estes casos e alguns mais, que os árbitros, que não sofrem deste problema, não conseguiram, considero provado que os juízes portugueses não sofrem, de facto, de miopia. Por outro lado fico bem mais preocupado, porque apenas significa que a sua incompetência não tem limites.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Burrice ou masoquismo?


O presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, Vítor Pereira, é burro, ou então masoquista - decidam vocês na caixa de comentários.

Vejam as nomeações para a próxima jornada: Amadora - Sporting, Paulo Costa (AF Porto); V. Setúbal - FC Porto, Jorge Sousa (AF Porto) e Marítimo - Benfica, Artur Soares Dias (AF Porto). Conclusão? Os três árbitros escalados para apitar os três grandes são representantes da Associação de Futebol do Porto. Ora, em tempos conturbados, com o clima de suspeição nos píncaros devido ao «Apito Dourado», onde, entre outros, o FC Porto é acusado de manipular os árbitros para ser beneficiado, escolher três juízes da mesma Associação dos «dragões» para os três jogos é dos maiores escândalos/estupidez que já vi alguém fazer.

Desde logo não abona muito em favor do FC Porto, porque se a suspeição já existe, com esta «argolada» só vai aumentar. Depois, porque uma leitura leva à outra: se o FC Porto tenta corromper e Vítor Pereira faz esta «obra de arte», então deixa-se corromper. É simples, fácil e não é preciso pensar muito, nem ter uma mente muito deturpada para ter esta interpretação.

Mais uma vez - só para frisar - Vítor Pereira é burro, ou masoquista?

domingo, 30 de novembro de 2008

Paixão continua... em forma


Duas semanas depois do polémico Sporting-FC Porto para a Taça de Portugal, Bruno Paixão voltou hoje aos relvados, com uma actuação bem ao seu estilo, ou seja polémica.

No Varzim-Santa Clara (2-1), jogo entre equipas que estão no topo da classificação da Liga de Honra, o árbitro apontou três grandes penalidades, deixando os treinadores das duas equipas irritados.

Vítor Pereira, treinador do Santa Clara, questionou a competência de Bruno Paixão: "Admiro os árbitros competentes, mas eles têm de provar a sua competência todos os Domingos. Não sou ninguém para avaliar a competência dos árbitros, mas deixo isto no ar", afirmou, acrescentando ainda que não viu razões para serem marcados três penáltis no jogo: "Há um problema, se cada toque que se dá no adversário é penálti ou falta".

Já Rui Dias, técnico do Varzim disse que na Póvoa não esteve o Bruno Paixão que conhece - talvez por ter ganho o jogo digo eu - sendo menos crítico, embora reconhecendo que o juiz não esteve bem: "Não veio o Bruno Paixão que eu conheço, e não deu o que ele pode dar".

Não tive oportunidade de ver o jogo, nem de visionar qualquer lance, mas pelos relatos que me chegaram, pelo menos dois dos penáltis - um para cada lado - não têm razão de ser, o que só me leva a crer que Bruno Paixão voltou da suspensão que lhe foi imposta igual a si próprio.

Continua a demonstrar que não tem competência para apitar nos campeonatos profissionais, embora continue sucessivamente a ser escalado pela Comissão de Arbitragem, a mesma que o «castigou», para jogos da maior importância.

Será que Vítor Pereira ainda não percebeu que Bruno Paixão deve ser banido da arbitragem? Mas se não percebeu é porque não tem capacidade para exercer o cargo que ocupa e então, deve ser banido também.

sábado, 29 de novembro de 2008

Um exemplo de líder


O líder não venceu e corre o risco de perder os estatuto. Zé Manel ainda adiantou o Leixões, mas a Naval empatou por Simplício já depois do minuto 90, quando nada o fazia prever. Mas mais uma vez a equipa de José Mota provou que neste momento é a melhor equipa da Liga e que merece estar na frente.

Mas como já disse, esse estatuto pode ser perdido amanhã, mas o incrível, não é o Leixões estar na frente, não é estar na frente, depois de vencer Sporting e FC Porto, fora, e de empatar com o Benfica em casa. Incrível, é estar na liderança, depois de vencer Sporting e FC Porto, fora, empatar com o Benfica em casa e ser prejudicado pelas arbitragens nos três jogos. Não fosse este «pequeno» detalhe e talvez o empate de ontem, não fosse suficiente para afastar o Leixões do comando da Liga.

No Mar, diante do Benfica, aos 84 minutos, Braga cai na área após obstrução de Yebda, ficando por marcar uma grande penalidade a favor do Leixões. A ser convertida, o Leixões talvez tivesse vencido 2-1 e somava agora mais dois pontos e o Benfica, menos um.

Diante do FC Porto, no minuto 65, Zé Manuel marca um golo para o Leixões, que acabou por ser mal anulado por fora-de-jogo inexistente.

Em Alvalade, no último minuto da primeira parte, fica uma grande penalidade por assinalar contra o Sporting por falta de Abel, que puxa Wesley dentro da grande área impedindo-o de chegar à bola.

Se nos dois últimos jogos, estes erros não tiveram influência directa no resultado final, uma vez que os «bebés de Matosinhos» acabaram por vencer, o mesmo não se pode dizer da partida com o Benfica.

É certo que o se em futebol não existe, nem é isso que pretendo com este post. Quero antes louvar o que tem sido o comportamento de uma equipa, que mesmo sendo prejudicada fortemente pelas arbitragens, não só consegue seguir em frente sem fazer grandes alaridos, como chega ainda à liderança da Liga. Um exemplo a seguir a todos os níveis.

Empresta aí um cartão!

Continuam as coisas esquisitas na arbitragem. Depois de vos ter mostrado aqui, um árbitro alemão que mostrou dois cartões amarelos ao mesmo tempo, trago-vos agora um juiz que simplesmente queria mostrar um cartão, mas não tinha nenhum no bolso.
Aconteceu no jogo entre o Gama e o Bahia, referente à Série B do Brasileirão. A dada altura Marconi, jogador da equipa visitante, cometeu uma falta dura sobre Júlio César, e o árbitro Wilson Seneme decide admoestar o infractor, só que após meter a mão ao bolso, não encontra nenhum dos cartões tendo solicitado a ajuda do quarto árbitro, que lhe emprestou os cartões.
Fiquem com mais um vídeo hilariante.