segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Brasil 6-2 Portugal: A explicação


Como todos se lembram - embora queiram esquecer - Portugal foi recentemente humilhado no Brasil, onde sofreu uma das maiores derrotas da sua história, ao perder por 6-2 com o «escrete». Após o fatídico desafio do Bezerão, muito se escreveu e disse, numa tentativa desesperada de encontrar uma explicação para o inexplicável.

Como foi possível tal resultado tendo Portugal uma das melhores selecções do Mundo? Esta foi a pergunta que todos fizemos, mas a resposta parecia inatingível, uma vez que nenhum argumento nos conseguia convencer.

Passadas mais de duas semanas sobre a terrível quarta-feira de Brasília, finalmente alguém conseguiu dar uma justificação que convencesse os portugueses. Esse alguém foi Cristiano Ronaldo.

O extremo revelou na conferencia de imprensa, após ter sido distinguido com a Bola de Ouro da France Football, que o desafio com o Brasil se tratava de "um jogo amigável" que no fundo, "era a brincar". Não satisfeito, Ronaldo esclarece que os jogadores apenas foram ao Brasil "para brincar com a bola e uns com os outros".

Como pode o capitão da Selecção Nacional dizer que a equipa foi brincar para o Brasil, depois de ter levado meia dúzia, facto que deixou todos - sim todos, mesmo os que não são fervorosos adeptos da selecção ficaram, no mínimo, incomodados com a goleada - os portugueses com vontade de se meterem dentro de um buraco, tal foi a vergonha sentida ao ver o comportamento e atitude da equipa que sempre apoiaram.

Ronaldo tem muita lata. Tanta, ou mais, que o talento que mostra em campo e nos orgulha, por provar que afinal, neste cantinho minúsculo à beira mar, também nascem alguns dos melhores do mundo. Contudo, depois destas declarações só tenho uma coisa para lhe dizer: Entrega a braçadeira, pois não és merecedor de tal distinção, e abandona a selecção para pensares bem no que vens cá fazer. A malta já tinha reparado que gostavas de vir cá brincar, mas era escusado dizeres isso de forma tão insolente.
Foto: Franck Fife / AFP

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